Qui | 9 Fev 12
A dama de ferro e os rapazes das festas

 

Margaret Thatcher, Pet Shop Boys e a Inglaterra dos anos 80

 



publicado por gonn1000 às 14:54
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Qua | 8 Fev 12
Os cordeiros e a borboleta

 

Além de assinalar, no ano passado, o regresso dos Lamb, o álbum "5" comprovou aquilo de que já desconfiávamos: que os dias de maior inspiração da dupla de Manchester (os de discos como "Lamb", de 1996, e "Fear of Fours", de 1999), parecem mesmo ter ficado para trás - o que não quer dizer que pelo seu alinhamento não se encontrassem bons momentos... "Butterfly Effect" é um deles e também o single mais recente do projecto de Lou Rhodes e Andy Barlow. Aqui fica, com o videoclip oficial a acompanhar:

 



publicado por gonn1000 às 02:44
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Seg | 6 Fev 12
Respirar (debaixo d'água)

 

Crescer custa. E ao protagonista de "Atmen", cujo dia-a-dia decorre entre um centro de detenção juvenil e o trabalho numa agência funerária, custa especialmente. Não que esta obra do austríaco Karl Markovics alguma vez caia no miserabilismo: o actor principal de "Os Falsificadores" (vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2008), que aqui se estreia na realização, oferece quase sempre um retrato cru, por vezes duríssimo, mas também estranhamente terno, sobre um adolescente de 18 anos que tenta encontrar o seu rumo.

 

Embora demore algum tempo a vincar o tom, ninguém diria que "Atmen" é resultado de um estreante. Markovics tira o maior partido do plano fixo, consegue enquadramentos tão rigorosos como impressionantes e quando move a câmara nunca o faz por acaso.

 

Mas além de tecnicamente admirável, este olhar seco sobre a morte, a solidão ou a redenção deve ainda muito ao jovem Thomas Schubert - outro estreante, desta vez como actor, cujo underacting é perfeito para carregar um protagonista que acumula emoções reprimidas. "Atmen" permite-nos conhecê-lo melhor do que os que o rodeiam e também aí o seu realizador mostra subtileza, revelando informação de forma paciente e optando, e bem, pela ambiguidade em vez de respostas fáceis. No final, temos uma primeira obra tão angustiante como imersiva - combinação com expoente máximo nas muitas e belas sequências na piscina, apenas alguns dos seus momentos de antologia.

 

 

"Atmen" foi o filme da sessão de encerramento da nona edição da KINO - Mostra de Cinema de Expressão Alemã

 



publicado por gonn1000 às 23:51
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Sex | 3 Fev 12
Portugal está com dEUS

 

Banda belga de regresso ao Porto e a Lisboa

 



publicado por gonn1000 às 18:57
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Divórcio no filme, união nas reacções

 

Apesar dos muitos defeitos, lobbies ou limitações que possamos apontar aos Óscares, Globos de Ouro ou outros prémios, estes têm o mérito de, por vezes, contribuírem para que grandes filmes possam ter o público que merecem - e a que dificilmente chegariam de outra forma. "Uma Separação" é um desses casos e tem somado, desde o ano passado, uma invejável colecção de distinções.

 

Em algumas situações a ideia de que os consensos são perigosos até é útil e prudente, mas o filme do iraniano Asghar Farhadi rapidamente nos envolve numa atmosfera que, além de nos prender durante duas horas, deixa eco nos dias seguintes. Seria por isso uma pena que este drama familiar plausível, justo e inteligente como poucos, simultaneamente complexo e acessível, passasse ao lado de muitos.

 

Quando a narrativa ameaça cair nos moldes do filme de tribunal - afinal, a acção parte de um divórcio -, o realizador troca-nos as voltas, aproveitando as muitas viragens e revelações para ir mergulhando mais fundo nas personagens. E se para elas a viagem emocional e moral vai sendo cada vez mais inquietante, também não saímos ilesos quando nos revemos ou imaginamos em encruzilhadas comparáveis - que Farhadi sabe trabalhar sem cair em juízos de valor (e são tão tentadores), dirigindo um elenco nada menos do que irrepreensível e comovente.

Nesse aspecto, o facto de "Uma Separação" se desenrolar no Irão é apenas um pormenor, porque mesmo com as especificidades jurídicas, culturais, políticas ou religiosas, o seu apelo e intensidade têm passagem garantida em qualquer fronteira - até nas de prémios habituados a distinguir os suspeitos do costume.

 

 



publicado por gonn1000 às 10:33
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Qui | 2 Fev 12
Qual o melhor superpoder?

 

«Chronicle», de Josh Trank, estreia esta semana

 


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publicado por gonn1000 às 21:07
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Qua | 1 Fev 12
Publicidade descarada

 

Peter Broderick leva tão à letra o conceito de single promocional que não lhe bastava que o seu próximo disco, "http://www.itstartshear.com", a editar a 20 de Fevereiro, tivesse como título o URL do respectivo site (e vice versa).

 

Não, o músico norte-americano fez questão de replicar - e soletrar - esse mesmo título no refrão da canção de avanço que, para não contrariar, se chama "It Starts Hear". Confuso? Diferente, pelo menos. Mas a estranheza dura pouco e rapidamente damos por nós a trautear essas (e outras) palavras. Missão cumprida, portanto:

 



publicado por gonn1000 às 23:24
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Seg | 30 Jan 12
Lana, a rainha de 2012?

 

"Born to Die", de Lana Del Rey, é editado hoje

 



publicado por gonn1000 às 19:43
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Sex | 27 Jan 12
Fundo de catálogo (76): 12 Rounds

 

Muitos anos antes de colaborarem em bandas sonoras - e provavelmente de considerarem sequer essa hipótese -, Trent Reznor e Atticus Ross viram o seu percurso cruzar-se através dos 12 Rounds.

 

O trio britânico cujo primeiro álbum, "Jitter Juice" (1996), passou praticamente despercebido, conquistou alguma atenção com o segundo, "My Big Hero" (1998), que teve entre os fãs o mentor dos Nine Inch Nails e foi lançado pela Nothing Records, a sua editora.

 

Formados por Atticus Ross, os 12 Rounds mostravam já a sua apetência por electrónica negra e opressiva (com guitarras à mistura), acompanhamento perfeito para a voz da sua mulher, Claudia Sarne, e matéria prima de canções capazes de perturbar e viciar (versos explícitos q.b. como "Put me in the juicer and come drink me" ajudaram).

 

Adiado várias vezes, em parte devido aos projectos paralelos dos seus elementos, o terceiro disco do grupo contaria com a produção de Reznor mas nunca chegou a ver a luz do dia, embora a sua edição ainda seja uma hipótese (e há amostras para ouvir e fazer download no site oficial da banda).

 

Do segundo, recorda-se aqui um dos singles, "Pleasant Smell", com um videoclip que não anda muito longe dos ambientes de David Fincher. A vocalista - e também a protagonista - até caberia facilmente na acção de "Millennium 1 - Os Homens Que Odeiam As Mulheres":

 



publicado por gonn1000 às 13:01
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Qui | 26 Jan 12
De Lisboa a Lissabon

 

"Lollipop Monster" mistura animação e imagem real e marca a estreia na realização de Ziska Riemann, até aqui mais conhecida como autora de BD. Além de despertar curiosidade, este drama adolescente é um dos destaques da KINO 2012 - Mostra de cinema de expressão alemã, que está de regresso ao Cinema São Jorge e ao Goethe-Institut, em Lisboa.

 

A nona edição da iniciativa é inaugurada esta noite na sala da Avenida da Liberdade, às 21h30, com a comédia "Almanya - Bem-vindos à Alemanha", de Yasemin Samdereli, e até 3 de Fevereiro apresenta sessões de manhã, à tarde e à noite.

 

Apostando nas secções "Next Generation Short Tiger 2011", "Mostra para Escolas" e "Cinema para Jovens" e tendo o "Ciclo Áustria" como tema principal, a KINO volta a trazer muito cinema germânico recente (e não só) que dificilmente veríamos por cá de outra forma. Se se mantiver como nas edições anteriores, a programação deverá reservar algumas boas surpresas.

 



publicado por gonn1000 às 10:57
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Qua | 25 Jan 12
O miúdo está de volta (e os Sleigh Bells também)

 

Power pop docinha é a proposta dos Sleigh Bells em "Comeback Kid", o primeiro avanço para "Reign of Terror".

 

O segundo álbum da dupla de Brooklyn (bairro que tem, cada vez mais, uma taxa de natalidade de bandas invejável) chega a 21 de Fevereiro e um single destes, directo e efervescente, é ideal para abrir o apetite. Eis o videoclip que o acompanha:

 



publicado por gonn1000 às 13:19
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Ter | 24 Jan 12
Os homens que adoram bandas sonoras

 

"The Girl with the Dragon Tattoo", a nova colaboração de Trent Reznor e Atticus Ross

 



publicado por gonn1000 às 18:37
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Dom | 22 Jan 12
O mundo em Lisboa (e com entrada livre)

 

Segunda-feira é dia de bilhetes mais baratos em muitos cinemas, mas no Ciclo Cinemas do Mundo, a decorrer no Institut français du Portugal, em Lisboa, a entrada consegue ser ainda mais apelativa (monetariamente falando, pelo menos), já que é gratuita.

 

A iniciativa arrancou na segunda-feira passada, com "Luna Papa" (1999), de Bakhtiyar Khudojnazarov, e continua nesta com "Bye Bye" (1995), de Karim Dridi, às 19 horas.

Até 27 de Fevereiro, o espaço da Avenida Luís Bívar propõe, todas as segundas-feiras (e em algumas quintas), dez filmes de origens e temáticas díspares, alguns inéditos em salas nacionais.

 

A selecção inclui "Transylvania" (2006), do francês Tony Gatlif, com Asia Argento (na foto); "O Silêncio de Lorna" (2008), dos belgas irmãos Dardenne; "Satin Rouge" (2002), da tunisina Raja Amari; ou "Un Homme qui Crie" (2010), do chadense Mahamat-Saleh Haroun. A programação completa, com horários e mais informações sobre os filmes, pode ler-se aqui.


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publicado por gonn1000 às 22:59
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'Os Descendentes', de Alexander Payne
críticas: filmes de 2011


- "127 Horas", Danny Boyle
- "A Nossa Vida", Daniele Luchetti
- "A Pele Onde Eu Vivo", Pedro Almodóvar
- "Amigos Coloridos", Will Gluck
- "Blue Valentine - Só Tu e Eu", Derek Cianfrance
- "Cisne Negro", Darren Aronofsky
- "Green Hornet", Michel Gondry
- "Gritos 4", Wes Craven
- "Hanna", Joe Wright
- "Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2", David Yates
- "Insidioso", James Wan
- "Jane Eyre", Cary Fukunaga
- "Kaboom - Alucinação", Gregg Araki
- "Melancolia", Lars von Trier
- "O Amor é o Melhor Remédio", Edward Zwick
- "O Código Base", Duncan Jones
- "Os Agentes do Destino", George Nolfi
- "Os Bem-Amados", Christophe Honoré
- "Pequenas Mentiras Entre Amigos", Guillaume Canet
- "Sem Identidade", Pierre Morel
- "Sem Tempo", Andrew Niccol
- "Tournée - Em Digressão", Mathieu Amalric
- "X-Men: O Início", Matthew Vaughn