Sex | 27 Jan 12
Fundo de catálogo (76): 12 Rounds

 

Muitos anos antes de colaborarem em bandas sonoras - e provavelmente de considerarem sequer essa hipótese -, Trent Reznor e Atticus Ross viram o seu percurso cruzar-se através dos 12 Rounds.

 

O trio britânico cujo primeiro álbum, "Jitter Juice" (1996), passou praticamente despercebido, conquistou alguma atenção com o segundo, "My Big Hero" (1998), que teve entre os fãs o mentor dos Nine Inch Nails e foi lançado pela Nothing Records, a sua editora.

 

Formados por Atticus Ross, os 12 Rounds mostravam já a sua apetência por electrónica negra e opressiva (com guitarras à mistura), acompanhamento perfeito para a voz da sua mulher, Claudia Sarne, e matéria prima de canções capazes de perturbar e viciar (versos explícitos q.b. como "Put me in the juicer and come drink me" ajudaram).

 

Adiado várias vezes, em parte devido aos projectos paralelos dos seus elementos, o terceiro disco do grupo contaria com a produção de Reznor mas nunca chegou a ver a luz do dia, embora a sua edição ainda seja uma hipótese (e há amostras para ouvir e fazer download no site oficial da banda).

 

Do segundo, recorda-se aqui um dos singles, "Pleasant Smell", com um videoclip que não anda muito longe dos ambientes de David Fincher. A vocalista - e também a protagonista - até caberia facilmente na acção de "Millennium 1 - Os Homens Que Odeiam As Mulheres":

 



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Qui | 26 Jan 12
De Lisboa a Lissabon

 

"Lollipop Monster" mistura animação e imagem real e marca a estreia na realização de Ziska Riemann, até aqui mais conhecida como autora de BD. Além de despertar curiosidade, este drama adolescente é um dos destaques da KINO 2012 - Mostra de cinema de expressão alemã, que está de regresso ao Cinema São Jorge e ao Goethe-Institut, em Lisboa.

 

A nona edição da iniciativa é inaugurada esta noite na sala da Avenida da Liberdade, às 21h30, com a comédia "Almanya - Bem-vindos à Alemanha", de Yasemin Samdereli, e até 3 de Fevereiro apresenta sessões de manhã, à tarde e à noite.

 

Apostando nas secções "Next Generation Short Tiger 2011", "Mostra para Escolas" e "Cinema para Jovens" e tendo o "Ciclo Áustria" como tema principal, a KINO volta a trazer muito cinema germânico recente (e não só) que dificilmente veríamos por cá de outra forma. Se se mantiver como nas edições anteriores, a programação deverá reservar algumas boas surpresas.

 



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Qua | 25 Jan 12
O miúdo está de volta (e os Sleigh Bells também)

 

Power pop docinha é a proposta dos Sleigh Bells em "Comeback Kid", o primeiro avanço para "Reign of Terror".

 

O segundo álbum da dupla de Brooklyn (bairro que tem, cada vez mais, uma taxa de natalidade de bandas invejável) chega a 21 de Fevereiro e um single destes, directo e efervescente, é ideal para abrir o apetite. Eis o videoclip que o acompanha:

 



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Ter | 24 Jan 12
Os homens que adoram bandas sonoras

 

"The Girl with the Dragon Tattoo", a nova colaboração de Trent Reznor e Atticus Ross

 



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Dom | 22 Jan 12
O mundo em Lisboa (e com entrada livre)

 

Segunda-feira é dia de bilhetes mais baratos em muitos cinemas, mas no Ciclo Cinemas do Mundo, a decorrer no Institut français du Portugal, em Lisboa, a entrada consegue ser ainda mais apelativa (monetariamente falando, pelo menos), já que é gratuita.

 

A iniciativa arrancou na segunda-feira passada, com "Luna Papa" (1999), de Bakhtiyar Khudojnazarov, e continua nesta com "Bye Bye" (1995), de Karim Dridi, às 19 horas.

Até 27 de Fevereiro, o espaço da Avenida Luís Bívar propõe, todas as segundas-feiras (e em algumas quintas), dez filmes de origens e temáticas díspares, alguns inéditos em salas nacionais.

 

A selecção inclui "Transylvania" (2006), do francês Tony Gatlif, com Asia Argento (na foto); "O Silêncio de Lorna" (2008), dos belgas irmãos Dardenne; "Satin Rouge" (2002), da tunisina Raja Amari; ou "Un Homme qui Crie" (2010), do chadense Mahamat-Saleh Haroun. A programação completa, com horários e mais informações sobre os filmes, pode ler-se aqui.


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Sab | 21 Jan 12
Alexander Payne, versão crowd pleaser

 

Se começou por ser um dos queridinhos de alguma crítica (da norte-americana em particular), Alexander Payne é também, cada vez mais, um realizador virado para o grande público. "Sideways" (2004) já tinha sido uma alavanca importante nessa ambição e "Os Descendentes" não a contraria, com George Clooney a liderar o elenco de um drama familiar para (quase) toda a família.

 

Um bom drama familiar, diga-se: bem escrito, bem filmado, bem interpretado, mas sem o rasgo que se esperaria tendo em conta os muitos elogios - e consequentes nomeações e prémios -, sobretudo quando é assinado por alguém que já mostrou mais ousadia.

 

A narração em off ou alguma música, por exemplo, mais do que maneirismos, são muitas vezes facilitismos - mesmo assim, não impedem que a narrativa se acompanhe com interesse. Mais difícil de aceitar é o amigo de uma das filhas do protagonista, aparentemente roubado a uma comédia adolescente (e não das melhores), cuja relevância na história que "Os Descendentes" conta é quase nula. E além de parecer estar no filme errado, a personagem reforça as hesitações de tom de uma combinação de drama e humor demasiado ziguezagueante.

 

Mas se falha nessa, Paine acerta em cheio nas outras personagens principais, com Clooney e duas jovens actrizes a darem alma e coração (e algum azedume) a um pai e duas filhas. Aliás, até é caso para dizer que a filha ultrapassou o pai, porque Shailene Woodley, no papel da mais velha, merece todas as nomeações a que tiver direito - ao contrário de outros aspectos de um filme que cativa mais pela simpatia do que pelo génio.

 

 



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Sex | 20 Jan 12
Alguma coisa de "Something"

 

Os vídeos e canções abaixo parecem ter saído directamente dos anos 80, mas na verdade pertecem a um dos discos mais promissores do arranque de 2012: "Something", dos Chairlift.

 

O segundo álbum da dupla de Brooklyn, sucessor de "Does You Inspire You" (2008), é editado dia 24 e, a julgar por estas amostras, não se desvia muito dos ambientes da estreia, com ecos de uma synth e dream pop na fronteira entre a imediatez e a estranheza.

 

Enquanto o disco não chega, aqui ficam então "Amanaemonesia", o primeiro single, com um videoclip/aula de aeróbica algures entre Kate Bush e Jane Fonda de há três décadas, e uma versão ao vivo, em estúdio, do mais esparso "Sidewalk Safari", tema que abre o álbum:

 

 



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Ter | 17 Jan 12
Um jogo a meio gás

 

O melhor de "Moneyball - Jogada de Risco" é também, muito provavelmente, o que faz dele um dos filmes mais falados do momento: Brad Pitt. Já tinha sido assim, aliás, com "Capote", a obra anterior de Bennett Miller, carregada às costas pelo desempenho de Philip Seymour Hoffman. Se aí o realizador norte-americano tentava - e por vezes conseguia - fugir aos lugares comuns do biopic, desta vez aposta em contrariar os clichés dos filmes desportivos, partindo da história verídica de um manager de uma pequena equipa de basebol.

 

Reduzir "Moneyball - Jogada de Risco" a um filme sobre basebol seria injusto, não só porque a estratégia implementada pelo protagonista poderia aplicar-se a outros desportos (e não só), mas porque Miller se esforça por não limitar o protagonista à sua profissão. A tentativa é bem sucedida, já que o realizador encontrou em Brad Pitt um actor capaz de dar densidade, espontaneidade e humor a uma personagem de corpo inteiro, embora não chegue para salvar o filme.

 

Os secundários nunca vão além da caricatura - o que é pena quando Jonah Hill, um dos miúdos de "Super Baldas", prova que não se restringe à comédia e Philip Seymour Hoffman passa quase despercebido - e os longos, pormenorizados e recorrentes diálogos técnicos, se até começam por dar alguma força ao filme (uma das primeiras cenas, numa reunião, será irresistível para aspirantes a argumentistas), não demoram muito a torná-lo numa obra por vezes demasiado hermética, cerebral, mecânica... e aborrecida. Em alguns momentos, como as sequências do protagonista com a filha, as personagens - e o espectador - conseguem respirar, mas no geral "Moneyball - Jogada de Risco" acaba por ser um filme que, como muitos jogos, sairia a ganhar com um pouco mais de emoção e surpresa.

 

 



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Dom | 15 Jan 12
Fundo de catálogo (75): Clã

 

Foi já há dezasseis anos que os Clã cantaram e dançaram "Pois É", o espevitado single do seu primeiro disco, "LusoQualquerCoisa" (1996). Tal como noutras canções do álbum, nesta a banda portuense testou o funk ou o ska e, ao longo do alinhamento desse registo, aventurou-se ainda pelo hip-hop, rock ou acid jazz, num conjunto de temas que respira anos 90 por todos os poros.

 

Se algumas dessas sonoridades tornam o disco inevitavelmente datado - nada que comprometa o seu entusiasmo contagiante -, boa parte do que se canta faz, talvez, ainda mais sentido hoje em dia. E nem é preciso ir muito além deste single para se sentir isso, com versos como "É o caos, é o caos, o futuro a ser/ e ninguém sabe o que ele vai, ele vai trazer", "a gente vê, está a ver passar o filme/ o forte tem a força, sem a força da razão" ou "menos cegueira, economia e mais educação". É ou não é? "Pois É":

 



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Qui | 12 Jan 12
Novo single, novo feitiço

 

Depois de "Beat and the Pulse" e "Lose It", que abriram o apetite para um disco que não desiludiu, há agora mais um tema de Austra com direito a videoclip.

 

"Spellwork", a terceira aposta extraída de "Feel It Break", revela que o projecto da canadiana Katie Stelmanis continua a ter pontaria para escolher os singles. A canção é mais um dos pontos altos do álbum e o seu ambiente sinistro q.b. tem correspondência nas estranhas imagens que a acompanham, centradas num bosque com muito pouco de bucólico:

 



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A vaidade deste osso é música e poesia

 

Entrevista aos Osso Vaidoso sobre "Animal", o seu disco de estreia

 



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Ter | 10 Jan 12
Viagem ao fundo da terra

 

"Enterrado" é bem capaz de dever alguma coisa a Tarantino, que enterrou vivas duas personagens - a de Uma Thurman em "Kill Bill — A Vingança — Vol. 2 ", num dos momentos mais desconcertantes do filme, e um elemento da equipa de "CSI", em dois episódios da série. Mas se o espanhol Rodrigo Cortés foi buscar inspiração ao autor de "Pulp Fiction", terá sido só mesmo na premissa, já que a execução está muito longe das suas idiossincrasias.

 

Com um estilo enxuto e até um pouco anónimo, embora sempre eficaz, "Enterrado" é certamente preferível a "127 Horas", de Danny Boyle - outro filme recente centrado num protagonista preso e isolado, neste caso numa ravina -, que não se poupava a maneirismos para injectar tensão e claustrofobia.

 

Rodrigo Cortés também tem alguns truques na manga, mas nunca foge daquilo a que se propõe, mantendo o mesmo cenário sem se esquecer de alimentar o interesse do espectador. O telemóvel, além de surgir como ferramenta essencial neste propósito, amplifica as ambições de "Enterrado" e ajuda a moldar um olhar irónico - e também muito amargo - sobre as desesperantes burocracias que contaminam, ainda, a era digital.

 

Ryan Reynolds, mesmo sem deslumbrar, mostra que é melhor do que muitos dos filmes que tem feito e não deita por terra (passe a expressão) o talento do realizador - especialmente hábil na gestão do ritmo e dos jogos de luz (onde consegue fazer muito com muito pouco). No final, e mais uma vez mantendo as devidas distâncias, a sensação deixada por este thriller invulgarmente desafiante é a de que, tal como nos filmes de Tarantino, o estatuto de obra de culto é tão provável como merecido.

 

 



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Seg | 9 Jan 12
Da Islândia à Arábia

 

Com a agenda de edições discográficas ainda pouco preenchida neste início de 2012, vale a pena recuar uns meses e recordar um dos lançamentos algo discretos do ano passado.

 

"Arabian Horse", o sexto álbum dos islandeses Gus Gus (e o segundo da banda editado pela alemã Kompakt), embora longe de obrigatório, é talvez o melhor do grupo desde o saudoso "This Is Normal", de 1999. Sem a faceta pop desse disco, o novo registo mantém os ambientes techno, house e até trance dos antecessores mais próximos, assim como a produção fria e milimétrica indissociável do colectivo. "Over", o single mais recente, é um dos casos em que essa mistura dos Gus Gus continua a funcionar:

 



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Sab | 31 Dez 11
50 de 2011

Em 2011, no que toca a listas, não muda a sensação deixada por balanços de outros anos: daqui a uns meses (ou dias?), a selecção seria certamente diferente. E tendo em conta os discos que ficaram por ouvir (e por digerir - não é bem a mesma coisa), número que vai parecendo cada vez maior - o mesmo vale para os filmes -, o retrato só pode ser muito parcial. Mas deixando as habituais ressalvas de lado, de 2011 guardam-se sobretudo estes. Quaisquer recomendações são, como sempre, muito bem-vindas.

 

10 filmes

 

 

1 - "A Nossa Vida", Daniele Luchetti

2 - "X-Men: O Início", Matthew Vaughn

3 - "Cisne Negro", Darren Aronofsky

4 - "A Pele Onde Eu Vivo", Pedro Almodóvar

5 - "Tournée - Em Digressão", Mathieu Amalric

6 - "Sem Tempo", Andrew Niccol

7 - "Jane Eyre", Cary Fukunaga

8 - "Gritos 4", Wes Craven

9 - "Blue Valentine - Só Tu e Eu", Derek Cianfrance

10 - "Kaboom - Alucinação", Gregg Araki

 

10 discos internacionais

 

 

1 - "Let England Shake", PJ Harvey

2 - "Feel It Break", Austra

3 - "Wounded Rhymes", Lykke Li

4 - "Wolfram", Wolfram

5 - "Talk About Body", MEN

6 - "Nuit de Rêve", Scratch Massive

7 - "Le Danse", Slove

8 - "Gravity the Seducer", Ladytron

9 - "Share the Joy", Vivian Girls

10 - "Past Life Martyred Saints", EMA

 

10 discos nacionais

 

 

1 - "Automático", Mesa

2 - "Mútuo Consentimento", Sérgio Godinho

3 - "Disco Voador", Clã

4 - "Os Gloriosos Smix Smox Smux Derrotarão os Exércitos Capitalistas", Smix Smox Smux

5 - "In Loving Memory of...", Tiguana Bibles

6 - "Pés Frios", doismileoito

7 - "Animal", Osso Vaidoso

8 - "Com Todo o Respeito", Jorge Palma

9 - "Infectious Affectional", X-Wife

10 - "The Cherries That Went to the Police", Rita Braga

 

10 singles

 

 

1 - "What the Water Gave Me", Florence + The Machine

2 - "The Glorious Land", PJ Harvey

3 - "I Follow Rivers", Lykke Li

4 - "Painted Eyes", Hercules and Love Affair

5 - "The Words That Maketh Murder", PJ Harvey

6 - "Vanessa", Grimes

7 - "Time of My Life", Patrick Wolf

8 - "City Grrrl", Cansei de Ser Sexy

9 - "Take Me There", Scratch Massive feat. Jimmy Somerville

10 - "Marked", EMA

 

10 concertos

 

 

1 - Arcade Fire no Super Bock Super Rock

2 - Hercules and Love Affair no Lux

3 - Crystal Castles no Ritek Paredes de Coura

4 - Kele no Optimus Alive

5 - Cut Copy no Coliseu dos Recreios

6 - EMA no Vodafone Mexefest

7 - Cansei de Ser Sexy no TMN ao Vivo

8 - Lykke Li no Super Bock Super Rock

9 - PJ Harvey na Aula Magna

10 - The Chemical Brothers no Optimus Alive

 



publicado por gonn1000 às 03:27
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'Drive - Risco Duplo', de Nicolas Winding Refn
críticas: filmes de 2011


- "127 Horas", Danny Boyle
- "A Nossa Vida", Daniele Luchetti
- "A Pele Onde Eu Vivo", Pedro Almodóvar
- "Amigos Coloridos", Will Gluck
- "Blue Valentine - Só Tu e Eu", Derek Cianfrance
- "Cisne Negro", Darren Aronofsky
- "Green Hornet", Michel Gondry
- "Gritos 4", Wes Craven
- "Hanna", Joe Wright
- "Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2", David Yates
- "Insidioso", James Wan
- "Jane Eyre", Cary Fukunaga
- "Kaboom - Alucinação", Gregg Araki
- "Melancolia", Lars von Trier
- "O Amor é o Melhor Remédio", Edward Zwick
- "O Código Base", Duncan Jones
- "Os Agentes do Destino", George Nolfi
- "Os Bem-Amados", Christophe Honoré
- "Pequenas Mentiras Entre Amigos", Guillaume Canet
- "Sem Identidade", Pierre Morel
- "Sem Tempo", Andrew Niccol
- "Tournée - Em Digressão", Mathieu Amalric
- "X-Men: O Início", Matthew Vaughn