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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

(Super)Banda em palco

 

 

João Peste (Pop Dell'Arte), Claudia Efe (Micro Audio Waves), Pedro D'Orey (Wordsong, Mler Ife Dada) e Anabela Duarte (Mler Ife Dada) são alguns dos artistas que constituem a ORGanização, um novo projecto que aglomera músicos de várias origens.

 

Tendo como elementos orientadores o improviso e o experimentalismo, a ORGanização estreia-se em palco amanhã no MusicBox, em Lisboa, num concerto que será gravado para edição digital. Ainda não há disco, mas algumas canções podem ser ouvidas aqui.

 

Amores de Verão (3): Cansei de Ser Sexy

 

 

"Donkey", o segundo disco dos Cansei de Ser Sexy, com edição prevista para Julho, é o disco mais aguardado do Verão por estes lados.

 

"Rat is Dead (Rage)" foi o primeiro tema do álbum a ser revelado e agora já tem videoclip, onde a banda brasileira está mais abrasiva do que nunca, o que terá algo a ver com a maior presença das guitarras. Está ali ao lado, recomenda-se e é um bom pretexto para revisitar o disco de estreia enquanto não chega o sucessor.

 

 

Cansei de Ser Sexy - "Rat is Dead (Rage)"

 

Taking Me Out

 

 

Ainda há poucas semanas decorreu em Lisboa mas já se instalou rapidamente na capital espanhola. O Rock in Rio Madrid arranca hoje e daqui a umas horas já deverei andar por lá, embora só daqui a uma semana é que actue o nome do cartaz que me desperta maior curiosidade.

Falo dos Franz Ferdinand, que enquanto não apresentam o sucessor de "You Could Have It So Much Better" ficam a tomar conta do blog até segunda-feira.

 

Irmão, onde estás?

Embora Nanni Moretti seja o único realizador italiano do momento cujas obras vão chegando regularmente ao circuito de estreias nacionais, há outros das mesmas origens que, mesmo com menor mediatismo, não são menos interessantes - antes pelo contrário.

 

A julgar por "O Meu Irmão é Filho Único" (Mio Fratello è Figlio Unico), Daniele Luchetti parece ser um desses casos, uma vez que a sua obra mais recente é um drama familiar com fortes contornos políticos que traduz um complexo olhar sobre o contexto italiano das décadas de 60 e 70 enquanto apresenta também um consistente estudo de personagens.

 

 

Alicerçado na relação conturbada de dois irmãos, o filme segue o percurso de ambos ainda que se debruce mais sobre o do mais novo, Accio, cuja desistência do seminário na adolescência reforça a sua problemática situação familiar, já que os pais, ambos operários, depositavam nessa via a solução para um futuro mais próspero.

 

O isolamento daí resultante leva-o a travar uma forte amizade com um vendedor que acaba por influenciá-lo a aderir a ideais fascistas, escolha que acentua o relacionamento conflituoso com o seu irmão, Manrico, comunista acérrimo considerado um líder nato por muitos.

À medida que entram na idade adulta, ambos defendem com maior convicção as suas ideologias ainda que, entre as recorrentes crispações, nunca destruam a cumplicidade que sempre os uniu, que volta a ser ameaçada quando Accio se apaixona pela namorada do irmão, Francesca.

 

 

 

Fazendo bem a ponte entre o cómico e o dramático e concedendo mais espaço às características e motivações do protagonista do que a quaisquer imposições políticas - o filme nunca favorece qualquer dos extremos -, "O Meu Irmão é Filho Único" desenvolve-se com perspicácia e sensibilidade mas não chega a ser a grande obra que se insinua nas primeiras cenas.

 

O problema é principalmente do argumento, que mesmo sendo coeso - o mínimo que se esperaria de Sandro Petraglia e Stefano Rulli, que assinaram o de "A Melhor Juventude", de Marco Tullio Giordana - poderia ir mais longe, em particular se desse mais tempo de antena a Manrico e Francesca.

Sendo personagens intrigantes, nunca chegam a ser tão aprofundadas como mereciam, embora também não comprometam que esta seja uma boa surpresa já que, em compensação, Accio garante que a carga emocional não fique comprometida.

 

 

 

Grande parte deste mérito é da interpretação de Elio Germano, nada abaixo do excelente, capaz de interligar vulnerabilidade, obstinação e desencanto e tornando-o num dos actores mais promissores do cinema europeu.

De resto, todo o elenco é irrepreensível, de onde se destacam também Riccardo Scamarcio e Diane Fleri, os outros vértices do jovem triângulo amoroso.

 

Não arrebatando nem mesmo inovando muito, "O Meu Irmão é Filho Único" é, ainda assim, quase sempre absorvente, oferecendo uma história bem escrita, filmada e superiormente interpretada, e essa assinalável solidez é mais do que suficiente para que este regresso ao passado com fortes ecos no presente seja não necessariamente uma prioridade, mas pelo menos um filme a ver.

 

 

Estreia da semana: "Speed Racer"

 

 

A julgar pelas imagens que têm chegado, presumo que a expressão das figuras acima seja a mesma de muitos espectadores quando se depararem com "Speed Racer". Ou pelo menos foi a minha quando vi "Matrix Revolutions", a triste confirmação da desilusão que o segundo filme da saga dos imãos Wachowski já antecipava.

 

O regresso da dupla faz-se num filme onde os efeitos especiais parecem adquirir ainda maior protagonismo, que segue as aventuras de um jovem piloto de automóveis com a missão de ganhar uma corrida e, assim, salvar o negócio da família.

A premissa está a milhas da da trilogia de Neo e, tal como o chimpanzé acima, parece mais indicada para um filme de domingo à tarde (ainda que com um orçamento bem mais avultado do que a maioria).

 

Seja como for, o elenco tem nomes estimáveis - Emile Hirsch, Christina Ricci, Susan Sarandon, John Godman - e, mesmo depois do desastre que foi o filme anterior, talvez ainda valha a pena dar aos dois realizadores o benefício da dúvida.

 

A outra estreia:

 

"Houdini - O Último Grande Mágico", de Gillian Armstrong

 

 

Trailer de "Speed Racer"

 

Amores de Verão (2): Tetine e conterrâneos

 

 

Pegue-se nos brasileiros Tetine (a dupla da foto acima) e nos seus manifestos baile funk-electro-sexuais, junte-se-lhes a não muito mais bem-comportada Deize Tigrona e abana-se tudo (leia-se remisture-se) com os também habitualmente espevitados Cansei de Ser Sexy.

 

O resultado é "I Go to the Doctor (CSS Remixxx)", devaneio tão rasteiro e inconsequente quanto divertido e alucinante (dependendo, muito provavelmente, das circunstâncias). Fica ali ao lado, com "videoclip" caseiro como convém, mas aposto que soa melhor na praia.

 

 

Tetine & Deize Tigrona - "I Go to the Doctor (CSS Remixxx)"

 

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