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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Rock e electrónica com vista para o campo

 

Daqui a umas horas e durante os próximos dias devo andar algures pelo cenário da foto acima.

Consta que Patrick Wolf, Franz Ferdinand, Howling Bells, Blood Red Shoes ou, claro, os Nine Inch Nails também (pelo menos assim espero).

E se o concerto dos Kap Bambino for tão bom como os dos habitualmente comparados Crystal Castles, talvez volte do Minho como o rapaz deste vídeo:

 

 

Kap Bambino - "Hey!"

 

Até já ou até .

 

Mãe e filho

"A Mãe" é o novo disco de Rodrigo Leão & Cinema Ensemble. Como o título sugere, o álbum é dedicado à mãe do músico e entre os convidados inclui nomes como Stuart Staples (Tindersticks), Neil Hannon (Divine Comedy) ou Melingo.

 

Para saber mais sobre os motivos destas escolhas é só espreitar esta entrevista:

 

 

Entrevista a Rodrigo Leão

 

guest (play)list #11

Blue Tone Bits

 

 

Cranes - Everywhere

Curve - Low and Behold

Slowdive - Missing You

Elastica - Miami Nice

Kleerup feat. Lykke Li - Until We Bleed

The Cardigans - Slow

Elk City - Nighttime

Emily Jane White - Wild Tigers I Have Known

Flunk - True Faith

School of Seven Bells - Connjur

Orbital - Halcyon + On + On

Crystal Castles - Crimewave (xcuse.fi!ippa Remix)

Bat For Lashes - Daniel (Death Metal Disco Scene Remix)

Telepathe - Chrome's On It (The Mae Shi Remix)

Kylie Minogue - Light Years

Soft Cell - ....So

 

Mais uma vez parabéns, Ricardo, e obrigado pela festa de aniversário que de blue só teve o interior da piscina.

 

Quarteto (ocasionalmente) fantástico

Nos últimos tempos, a Austrália e proximidades têm revelado várias surpresas centradas na pop electrónica - sobretudo dentro da facção dançável e festiva -, devidamente representada por nomes como os Cut Copy, Presets (estes menos festivos, é certo), Ladyhawke, Van She ou Empire of the Sun.

 

Mas como não há regra sem excepção, nem todas as exportações recomendáveis estão ligadas a esta "família", e o segundo álbum dos Howling Bells aí está para o provar.

"Radio Wars", o novo disco do jovem quarteto australiano, exibe maiores afinidades com outras referências, de resto já presentes no registo de estreia homónimo, editado há três anos.

 

 

Em vez da pulsão rítmica as canções do grupo percorrem antes domínios de um rock de linhagem indie, com as guitarras a reclamarem protagonismo, ou de uma dream pop insinuante, o principal ingrediente dos episódios mais atmosféricos.

 

Não se afastando muito das coordenadas do primeiro álbum, a banda também não se limita a replicar a fórmula e aposta aqui em canções mais directas. Se no antecessor só dois ou três temas (com "Low Happening" à cabeça) demonstravam maior potencial radiofónico, em "Radio Wars" quase todos têm perfil de single.

 

 

Mas bons singles, felizmente, mesmo que a sua fácil digestão obrigue a um descréscimo dos ambientes intrigantes e nebulosos que dominavam a estreia.

As influências da folk e do shoegaze, assim como a propagação de uma aura quase gótica, são agora menos evidentes, surgindo de forma pontual num disco de arestas limadas e com um alinhamento mais homogéneo.

 

A voz, essa, mantém-se intacta, neste caso a de Juanita Stein, séria candidata a musa indie. Sempre doce e sedutora, por vezes inebriante, a vocalista concede personalidade a canções que noutra voz poderiam soar genéricas, oferecendo ainda uma vulnerabilidade que se conjuga bem com a carga intensa das guitarras.

 

 

Em "Treasure Hunt", tema de abertura do disco (e um dos melhores), traz à memória uma Shirley Manson dos primeiros tempos dos Garbage, ainda que na maioria dos restantes lembre antes Kristin Hersh (com maiores doses de candura) ou Jennifer Turner, dos Furslide - tudo elogios, sublinhe-se.

 

As canções, embora recomendáveis, é que nem sempre estão à sua altura, por isso espera-se que um eventual terceiro álbum dos Howling Bells contenha mais momentos próximos do encanto de "Let's Be Kids", da inquietação de "Golden Web" ou da urgência de "Into the Chaos".

Mas independentemente de um possível sucessor, "Radio Wars" destaca-se já como um segundo disco muito pouco desapontante e ocasionalmente viciante.

 

 

 

Howling Bells - "Cities Burning Down"

 

Três pontos

Depois da recente reedição do seu disco de estreia, "Magnífico Material Inútil", Os Pontos Negros têm andado por alguns palcos nacionais e todos os seus elementos encontram-se ainda a desenvolver projectos a solo.

 

Na entrevista abaixo, três membros do quarteto de Queluz falam desses e de outros planos para este Verão e dos álbuns que têm ouvido ultimamente:

 

 

Os Pontos Negros em entrevista

 

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