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Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

BD com banda-sonora industrial

Exposição dos F.E.V.E.R.. Foto de Catarina Osório

 

Embora se centre na nona arte, o Amadora BD - Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora propõe iniciativas que a relacionam com outras áreas.

 

No caso da música, o evento contou com a actuação dos F.E.V.E.R. na noite de abertura e dedica uma exposição à novela gráfica da banda - que será editada juntamente com o novo disco em 2010.

 

Esta antevisão é um dos bons motivos para passar pelo Fórum Luís de Camões, na Brandoa, até 8 de Novembro, e conhecer a 20ª edição do festival.

No vídeo abaixo, deixo a conversa que tive com dois elementos do grupo a propósito da iniciativa:

 

 

Entrevista aos F.E.V.E.R.

 

Quem é Mocky?

 

O seu currículo inclui colaborações com Feist, Gonzales, Jamie Lidell, Jane Birkin ou Nikka Costa, mas nesta sexta-feira Mocky actua a solo no MusicBox, em Lisboa, onde apresenta o seu quarto disco, o recente "Saskamodie".

 

Menos imediato do que os antecessores, o novo álbum do canadiano está mais próximo do jazz do que do hip-hop e do funk, embora se espere que o concerto não esqueça outros momentos de uma discografia versátil - tão versátil que teve direito a um documentário ficcionado que tenta descobrir quem é Mocky, afinal (e que pode ser visto no vídeo abaixo).

 

Antes, os Tiguana Bibles abrem a noite com os temas de "Child of the Moon", um dos muitos (e quase sempre aconselháveis) EPs da Optimus Discos (disponível para download gratuito aqui).

 

Em disco, o quarteto de Coimbra revela-se sedutor em canções que tanto lembram Nancy Sinatra como os Elysian Fields ou os Shivaree (é difícil não aderir à voz da britânica Tracy Vandal). Ao vivo, poderá ser visto a partir das 23h30.

 

 

 

Estreia da semana: "Os Substitutos"

 

Adaptação da novela gráfica "Surrogates", de Robert Venditti e Brett Weldele, "Os Substitutos" une acção e ficção científica numa história ambientada num futuro próximo.

 

Em 2017, todos os seres humanos passam os dias em casa enquanto robôs tomam o seu papel na socidedade  - neste caso, réplicas perfeitas aos quais estão ligados mentalmente. Ou pelo menos é assim até ao dia em que um dos robôs é destruído, situação que gera também a morte do seu dono.

 

Através deste ponto de partida, Bruce Willis regressa aos papéis de acção que o celebrizaram, aqui na pele de um intrépido agente do FBI que vai tentar descobrir os reponsáveis pelo crime.

 

Jonathan Mostow, o realizador de serviço, não costuma ser especialmente entusiasmante - ver "Exterminador Implacável 3 - Ascensão das Máquinas" ou "Submarino U-571" -, mas se este for um blockbuster tão eficaz como "Die Hard 4.0 - Viver ou Morrer", a última aposta de Willis no género, já não será tempo perdido.

 

Outras estreias:

 

"BirdWatchers", de Marco Bechis

"Em Defesa da Terra 3D", de Aristomenis Tsirbas

"Michael Jackson's This Is It", de Kenny Ortega

"São Valentim Sangrento 3D", de Patrick Lussier

 

 

"This is It" e Bruce Willis a dobrar

 

Fundo de catálogo (39): The Cardigans

 

Depois de, a meio dos anos 90, terem vivido o pico da sua popularidade - muito por culpa de um single como "Lovefool", que se disseminou por todo o lado -, no final da década os Cardigans optaram por surpreender quem deles esperava mais três minutos de pop açucarada.

 

Não é que uma faceta mais negra não tenha estado presente até aí - basta ler as letras com atenção -, mas só em "Gran Turismo (1998), o seu quarto álbum, é que o quinteto sueco mergulhou em atmosferas mais sinuosas.

 

Com heranças do trip-hop e mesmo de alguma música industrial, o álbum é ainda o mais consistente e intrigante do grupo, e mesmo que não prescinda de alguns momentos imediatos (caso de "Erase / Rewind"), a maioria dos temas são óptimos exemplos de pop electrónica desafiante (comprovável na perfeição de "Paralyzed" ou "Explode").

 

No disco seguinte, "Long Gone Befor Daylight", (2004), a banda protagonizou outra viragem de 180º, com um conjunto de canções de travo mais folk e country, territórios em que tem apostado desde então (de forma interessante mas sem o mesmo brilho).

 

Para recordar fica aqui um dos momentos mais emblemáticos de "Gran Turismo", o single "My Favorite Game", cujo videoclip original foi censurado por algumas televisões mas pode ser visto aqui com os seus quatro finais (e todos demonstram que não será muito sensato emprestar o carro a Nina Persson):

 

Revisitações anteriores

 

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