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Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

A união faz a força

Muse no Pavilhão Atlântico.  Foto de João Godinho

 

Visualmente esmagador, o concerto dos Muse, ontem no Pavilhão Atlântico, nem sempre teve canções à altura da elaborada componente cénica.

 

"The Resistance", o novo disco, mantém os desequilíbrios já palpáveis no anterior "Black Holes and Revelations" e infelizmente esses dois registos dominaram o alinhamento do espectáculo.

 

Claro que a pouca atenção dada aos primeiros álbuns não impediu a histeria de um público rendido à partida, que já tinha começado a festa antes da banda entrar em palco e assim continuou ao longo de quase duas horas.

 

Mais fotos da actuação, um comentário mais aprofundado e o alinhamento do concerto podem ser vistos aqui.

 

 

 

Vídeos via Eclectismo Musical

 

Grunge à portuguesa

Com um novo álbum a caminho depois de uma boa estreia com "Uma Vida a Direito", editado no ano passado, os Feromona apresentaram ontem no Santiago Alquimista alguns temas novos, onde continuam a apostar em letras em português e em crónicas do quotidiano urbano (de tom sarcástico q.b.).

 

Bem recebidos por um público entusiasta - com muitos adolescentes junto ao palco e espectadores um pouco mais velhos no piso de cima -, o trio dos irmãos Diego e Marco Armés e de Bernardo Barata não teve por isso muitas dificuldades em incendiar os ânimos.

 

 

 

Num ambiente espirituoso, o grupo dirigiu-se várias vezes ao público e, além da música, também o futebol funcionou como elo, com picardias entre o Sporting e o Benfica incitadas pela banda.

 

Nem sempre tão fortes, as reacções às novas canções foram ainda assim positivas, em particular em "Courtney Love", dedicada aos anos 90 - dos quais a música da banda é assumidamente devedora - e "Alfama", que faz a ponte entre o grunge e Jorge Palma no relato de uma noite de copos em Lisboa (e entra directamente para a lista de melhores temas do grupo).

 

 

Outras composições mais recentes, como "Assassina" ou "Film Noir", partilharam o alinhamento com alguns momentos fortes de "Uma Vida a Direito".

Destes, "Mustang" e o muito requisitado single "Psicologia" (já no primeiro de dois encores) resultaram especialmente bem, despoletando um misto de amor e fúria (saudavelmente controlada) que teve o momento áureo no mosh e crowd surfing junto ao palco - mais uma vez com os anos 90 ali por perto.

 

Tal como no concerto no Maxime, em Janeiro, também a versão de "Budapeste", dos Mão Morta, foi solicitada para os momentos derradeiros, e fechou bem uma actuação directa, despojada e eficaz. Venha agora o próximo disco.

 

 

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