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Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Estreia da semana: "Thor"

 

O filão dos super-heróis no grande ecrã parece inesgotável. Esta semana, o destaque é uma das personagens da Marvel que ainda não tinha tido oportunidade de brilhar - ou, neste caso, de trovejar.

 

"Thor" é a primeira (mas dificilmente a última) aventura do Deus do Trovão no cinema, quase 50 anos depois de ter sido criado por Stan Lee, Jack Kirby e Larry Lieber em 1962.

 

A realização do filme foi entregue a Kenneth Branagh, escolha algo inesperada, e entre o elenco encontram-se Natalie Portman, Anthony Hopkins ou o mais novato Chris Hemsworth no papel protagonista (que, pelo menos na fisionomia, parece estar à altura - literalmente - do que a personagem pedia).

 

O trailer sugere um blockbuster razoavelmente divertido e com efeitos especiais em abundância, mas espera-se que o filme valha por si e não seja apenas mais uma peça do crossover para a formação dos Vingadores - que chegam no próximo ano pela mão de Joss Whedon.

 

 Todas as estreias desta semana

 

 

 e-Cinema: Marvel leva o seu deus do trovão ao cinema

 

Dance, dance, dance

 

Começou por se fazer notar ao lado dos Hercules and Love Affair, mas nos últimos tempos Nomi Ruiz tem estado a preparar o álbum de estreia do seu projecto mais recente, Jessica 6.

 

"See the Light" tem edição prevista para 6 de Junho e, além da house, disco e R&B, vai buscar inspiração a fontes tão díspares como filmes de terror (sobretudo de Dario Argento) ou a pop sintética e luxuriante de Britney Spears (fase "Blackout").

 

"White Horse", o segundo dos seus temas a contar com videoclip (depois de "Fun Girl", no ano passado), sugere que o trio de Brooklyn está no bom caminho:

 

 

Fundo de catálogo (65): X-Ray Spex

 

Poly Styrene anunciou, em Fevereiro, que lhe tinha sido diagnosticado um cancro. E embora tenha encarado com confiança a batalha contra a doença, a cantora britânica acabou por falecer ontem, aos 53 anos.

 

A ex-vocalista dos X-Ray Spex, uma das bandas pioneiras do punk, teve assim pouco tempo para promover o seu segundo e novo disco a solo, "Generation Indigo", que alargou a paleta sonora do grupo e consta entre as boas surpresas deste ano.

 

Em vez de um dos temas recentes, a recordação da voz de Styrene serve-se com uma das faixas de "Germ Free Adolescents" (1978), o disco de estreia dos X-Ray Spex.

Conjunto de canções geralmente curtas, aceleradas, carregadas de atitude e sentido de urgência, o álbum abriu caminho para bandas com ingredientes semelhantes (descontando a presença do saxofone) e uma vocalista no centro - das Bikini Kill às Sleater-Kinney, dos Yeah Yeah Yeahs aos Crystal Castles. Uma canção como "Identity" é um bom exemplo dessa escola que ainda hoje ganha alunos:

 

 

 Revisitações anteriores

 

Eles vivem (e ainda gritam muito)

 

As primeiras cenas de "Gritos 4" condensam, em poucos minutos, tudo o que propostas como "Um Susto de Filme" (e derivados) gostariam de ser: uma paródia oportuna, irreverente e inteligente aos mecanismos dos slasher movies.

As sequências que se seguem não desmerecem um arranque de antologia, já que em vez de mais um episódio de uma saga moribunda, esta nova sátira de Wes Craven mostra-se mais certeira do que nunca, muito por culpa de um atrevimento que leva a metalinguagem dos antecessores a níveis tão excessivos como arriscados.

 

A overdose de personagens, tecnologias, ironia, pós-modernismo e suspeitos - afinal, há um novo assassino na cidadezinha de Woodsboro - ajuda a criar uma narrativa capaz de intrigar mesmo os mais cépticos em relação a esta adenda à saga - que chega a sugerir tratar-se de um novo começo, uma vez que coloca figuras clássicas da série ao lado de um elenco bem mais jovem.

 

O olhar crítico sobre a geração Youtube é, aliás, determinante para um final capaz de superar a concorrência com uma revelação que dificilmente se adivinha. E funciona ainda como um delirante ponto final - ou talvez ponto e vírgula? - para uma saga que aqui aprimora, com uma habilidade inesperada, a apetitosa combinação de terror e humor.

 

 

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