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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Fundo de catálogo (84): Nitzer Ebb

 

Apesar de terem um ar frágil, para não dizer imberbe, em imagens promocionais como a que ilustra este post, os Nitzer Ebb foram, sobretudo nos primeiros discos, bastante intimidatórios nas sonoridades que praticaram.

 

"That Total Age" (1987), "Belief" (1989) e "Showtime" (1990) ajudaram a criar, ou pelo menos a consolidar, a matriz da EBM (electronic body music), com uma união reconhecível entre nervo industrial e pulsão dançável nascida das palavras de ordem de Douglas McCarthy, das programações e sintetizadores de Vaughan Harris e da percussão certeira de David Gooday.

 

Ao lado dos conterrâneos Depeche Mode (também naturais de Essex, Inglaterra), para quem fizeram as primeiras partes de vários concertos, levaram as suas canções mais longe e nos álbuns seguintes, em inícios dos anos 90, acabariam por assimilar traços da banda de Dave Gahan (a assimilição, de resto, foi recíproca).

 

Mas seria por temas como "Control, I'm Here" (1988), single do seu segundo disco, que os Nitzer Ebb abririam caminho para gente como os Nine Inch Nails, não muito depois, Rammstein ou até os mais recentes Light Asylum. Este foi então o videoclip da canção, aluno aplicado da escola Anton Corbijn:

 

Enfim sós

 

Embora tenham editado o terceiro álbum, "Bent", no ano passado, os SSION acabaram por ganhar mais destaque através de "City Grrrl", colaboração com os Cansei de Ser Sexy (e um dos melhores momentos de "La Liberación") cujo videoclip foi realizado por Cody Critcheloe, vocalista e mentor do projecto norte-americano (que também já assinou vídeos para Peaches, Gossip, Liars ou Santigold).

 

Se ao lado de Lovefoxxx a banda mostrava saber fazer uma festa, o seu disco confirma que consegue dar conta do recado sem ela, com uma pop electrónica dançável e despretensiosa a meio caminho entre uns Hot Chip, Scissor Sisters ou Fischerspooner. É o que acontece em "Earthquake", o novo single, com um videoclip simultaneamente surreal e sobrenatural:

 

O sabor da cereja

 

Já passaram 16 anos desde o último disco a solo de Neneh Cherry, "Man" (1996) - o tal que a catapultou de vez para as rádios e televisões com "Woman" e "Seven Seconds" (ao lado de Youssou N'Dour), de longe os temas mais populares a que deu voz.

 

Não esteve parada entretanto: depois da viragem do milénio, a cantora sueca assinou colaborações de boa memória com os Gorillaz, Groove Armada, Kleerup ou 1 Giant Leap e até formou uma banda, CirKus, com o marido (o produtor Cameron McVey) e a filha.

 

Mas é agora, com "The Cherry Thing", que mais se aproxima de um regresso a sério, mesmo que o disco resulte de uma parceria com o (também escandinavo) trio jazz The Thing.

 

Distante dos hinos pop que a levaram a um público alargado em finais dos anos 90, o álbum parece recuperar o gosto pela diluição de fronteiras que fez de "Raw Like Sushi" (1989) e "Homebrew" (1992) discos marcantes - e precursores do que viria a chamar-se trip-hop.

 

Entre os temas do alinhamento, quase todos versões, encontra-se "Dream Baby Dream", releitura do tema os Suicide que conta já com uma remistura de Kieran Hebden (ou seja, Four Tet), disponível no vídeo abaixo. Para ver e ouvir fica também "Accordion", versão de Madvillain/MF Doom e um single muito menos radiofriendly do que os de outros tempos:

 

 

 

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