
"Tudo acaba", diz a frase promocional de "Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2". E parece que, pelo menos por agora, é mesmo desta que a saga do jovem feiticeiro criado por J.K. Rowling tem um ponto final - para gáudio de muitos e tristeza de outros tantos, como na maioria dos fenómenos.
Mas para despedida, o oitavo filme da série sabe a pouco. Pior: não deixa grande sabor, embora dure mais de duas horas. Como alguns episódios anteriores, o que este tem para oferecer é pouco mais do que um jogo de pistas onde a arbitrariedade parece ser lei, os vistosos valores de produção tentam ofuscar a realização impessoal de David Yates e os diálogos são quase todos explicativos e mecânicos.
Ainda assim, não se pediriam grandes ideias de cinema caso o entretenimento estivesse assegurado, tarefa que o filme raramente cumpre: este universo já foi explorado até à exaustão e, por isso, dificilmente surpreenderá alguém. Dos ambientes aos truques, já está tudo visto e revisto, situação que nem uma revelação forte, na segunda metade do filme, consegue compensar.
Sobram as personagens, e é por alguma afeição que possamos ter por elas que "Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2" merece ser visto - mesmo que o desenvolvimento do trio protagonista saísse a ganhar no filme anterior, mais denso e contemplativo.
"Tudo acaba", diz a frase promocional. Neste caso, ainda bem.
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