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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Aceitam-se reclamações

L7

 

Depois de terem regressado no ano passado com "Dispatch From Mar-a-Lago", canção que atirava algumas farpas a Donald Trump, as L7 voltam a mostrar-se iguais a si próprias no segundo tema original desde "Slap Happy", álbum de 1999.

 

"I CAME BACK TO BITCH" diz ao que vem logo no título e encontra as californianas insatisfeitas com o estado das coisas, mas sem abdicarem do sentido de humor, num single com alguns ambientes de Wall Street (e aparentados) na mira. A crítica à ganância desenfreada e à apropriação (que a banda vê como abusiva) do termo "rock star" tem moldura sonora na linha de discos como "Smell the Magic" (1991), através de um rock directo e orelhudo guiado pela voz espinhosa de Donita Sparks, ainda com ecos da escola riot grrrl.

 

Nada de novo, é verdade, mas o carisma mantém-se e a atitude é tão bem-vinda como em meados dos anos 90, quando o quarteto foi dos maiores símbolos de guitarras no feminino. "L7: Pretend We’re Dead", documentário de Sarah Price estreado em Outubro passado (sem distribuição em Portugal), já era, tal como a primeira canção nova, sinal de que a segunda vida da banda estava aí para durar, depois de um hiato em 2011.

 

A partir de Abril deste ano o regresso também passa pela estrada, com alguns concertos já agendados - por enquanto, só nos EUA -, que sugerem um novo álbum a caminho. Por agora, podemos ver Sparks e companhia no videoclip de "I CAME BACK TO BITCH", em modo tão do it yourself como nos primeiros dias do grupo. Neste caso, também nem é preciso mais: