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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

O jogo do toca e foge

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Começou bem, dentro da Muralha, com o luto (temporário?) de Jon Snow, e continuou ainda melhor, ainda em tom invernoso, numa sequência de perseguição a elevar as expectativas. Em poucos minutos, com a correria na floresta entre a neve e água gelada, as cenas de Sansa e Theon conseguiram a urgência que faltou, por exemplo, às quase três horas de "The Revenant: O Renascido", que se arrastaram pelos mesmos ambientes.

 

Um grande regresso? Infelizmente, não chegou lá. E nesta altura, a entrar na sexta temporada com o hype maior do que nunca, "A GUERRA DOS TRONOS" não pode fazer a coisa por menos, mesmo que um episódio morno seja preferível aos mais inspirados de muita concorrência. Entre a energia dos primeiros momentos e uma muito falada revelação no final, cortesia de Melisandre, ficou pouco mais do que um ponto de situação às vezes interessante (Cersei e Jaime, os Bolton), outras redundante (Arya, Daenerys, Tyrion e Varis) e num caso especialmente frustrante (as cenas com os Martell, mais próximas de uma série duvidosa com argumentistas e elenco a preço de saldo, sobretudo quando as Sand Snakes aparecem e abrem a boca).

 

Se esta vai ser mesmo a melhor temporada de sempre, com a equipa da HBO tem garantido, então ainda vai ter de melhorar muito, e a narrativa saltitante e dispersa - cinco ou dez minutos por reino - que minou o episódio anterior não ajuda. Mas é esperar para ver, já que nesta altura ainda não sabemos (quase) nada...