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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

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Reencontro de irmãs

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Por muito que Tatiana Maslany tenha, provavelmente, a interpretação mais fascinante do pequeno ecrã em anos - ao dar corpo a mais de meia dúzia de personagens sem nunca se repetir -, a terceira temporada de "ORPHAN BLACK" deixou a desejar e não fez inteira justiça ao talento da actriz canadiana, sobretudo na recta final. Demasiados suberenredos, demasiadas conspirações, demasiadas reviravoltas e demasiadas variações de tom foram deitando abaixo uma série que arrancou como um thriller urbano com traços de ficção científica e policial, além de doses generosas de humor, sempre escorreito e modesto q.b..

 

Apesar da overdose de clones (esses, até agora, não são demais), na simplificação é que pode estar o ganho e o primeiro episódio da quarta temporada segue por aí, ao voltar atrás para seguir em frente. Em vez de Sarah Manning, quase todo o tempo de antena de "The Collapse of Nature" pertence a Beth Childs, o motor da narrativa da saga embora mera nota de rodapé enquanto personagem... até aqui. A produção da BBC America (que chega cá pela Netflix) não precisa de muito mais de 40 minutos para lhe dar corpo e alma, mérito (mais uma vez) de Maslany mas também de John Fawcett e Graeme Manson, criadores da série que têm neste regresso (ou recomeço) a função de realizador e argumentista, respectivamente. Os pais estão mais presentes, as irmãs agradecem (há sempre espaço para mais uma - bem-vinda, M.K.) e os espectadores com saudades da frescura inicial desta história também...