
PJ Harvey fala sobre a criação de "Let England Shake"

PJ Harvey, uma artista completa

PJ Harvey actua quarta e quinta-feira em Lisboa

"On Battleship Hill" talvez seja, juntamente com "The Glorious Land", o momento mais arrepiante do novo disco de PJ Harvey, "Let England Shake".
A canção, como outras do álbum, conta também com a voz de John Parish, tão discreta e determinante como a combinação de guitarra e piano desta reflexão sobre a "cruel" natureza humana.
Mais uma vez, o videoclip, com ecos de cenários bélicos, é realizado por Seamus Murphy:

Fecha o novo disco de PJ Harvey, "Let England Shake", e é a mais recente canção a ter imagens a acompanhar.
Ode a um soldado desaparecido, "The Colour of the Earth" surge em dose dupla no videoclip realizado por Seamus Murphy: primeiro numa versão a capella, depois na que pode ouvir-se no álbum. E resulta bem das duas formas:
PJ Harvey - "The Colour of the Earth"

"The Glorious Land" é já o quarto tema de "Let England Shake", o novo disco de PJ Harvey, a contar com um videoclip assinado por Seamus Murphy. Não será o melhor acompanhamento visual dos quatro apresentados até agora, mas em compensação a canção é um dos pontos altos do álbum:
PJ Harvey - "The Glorious Land"

"Let England Shake" é editado esta segunda-feira

"Written on the Forehead" e "The Last Living Rose", os primeiros temas de avanço para o novo disco de PJ Harvey, já eram sugestivos, mas "The Words That Maketh Murder" vem reforçar muito o apetite por "Let England Sleep".
Tal como as duas novidades anteriores, é uma canção menos sombria do que os últimos discos da voz de "To Bring You My Love" e aumenta seriamente a fasquia. O refrão irresistível, tão imediato como os melhores de "Stories from the City, Stories from the Sea", ajuda muito, e as segundas vozes sublinham a apreciável costela pop. Se o resto do álbum mantiver este brilho, parece que é desta que 14 de Fevereiro se torna numa data relevante:
PJ Harvey - "The Words That Maketh Murder"

Álbum: "Stories from the City, Stories from the Sea", 2000
Artista: PJ Harvey
Não é dos álbuns mais ousados de PJ Harvey, antes pelo contrário, mas estará entre os mais consistentes da sua fértil discografia. Assim como entre os mais optimistas, longe do negrume que caracterizou episódios anteriores - e que marca presença, apesar de tudo, em rajadas de fúria como "Big Exit" ou "The Whores Hustle and the Hustlers Whore".
"You Said Something" ou "A Place Called Home" apontam para um rumo inesperadamente luminoso - que nunca soa forçado - e as três colaborações com Thom Yorke, dos Radiohead, continuam ainda na lista das mais belas canções que Polly Jean já interpretou. Como esta, que no vídeo abaixo é cantada a solo:
PJ Harvey - "One Line (Live)"
Chama-se "Black Hearted Love" e é o tema de apresentação de "A Woman A Man Walked By", o novo álbum de PJ Harvey e John Parish, a editar a 30 de Março.
Será também, muito certamente, uma das canções do alinhamento do concerto da dupla na Casa da Música, no Porto, a 2 de Maio, o tal que esgotou em meia hora.
O single não entra, pelo menos às primeiras audições, para a lista de melhores canções da autora de "Rid of Me", mas ainda assim reforça a vontade de ouvir o disco.
Aqui fica o videoclip:
PJ Harvey & John Parish - "Black Hearted Love"

Mais concretamente PJ Harvey e John Parish, a 2 de Maio, segundo revela o site oficial da cantora.
A dupla voltou a reunir-se após "Dance Hall At Louse Point" (1996) para "A Woman A Man Walked By", disco a editar no final de Março cuja digressão inclui, felizmente, Portugal.
O site não revela, por enquanto, se há mais datas confirmadas para outras salas nacionais, mas só esta confirmação já é uma óptima notícia - sobretudo para quem nunca teve oportunidade de ver Polly Jean ao vivo (é o caso).
Tendo em conta que a cantora é autora de canções como a do vídeo abaixo, está aqui um dos concertos imperdíveis do ano:
PJ Harvey - "One Line"
Ao sexto disco de originais, um dos nomes mais prestigiados do rock alternativo actual volta a convencer e a acrescentar mais um interessante capítulo a uma relativamente curta, mas versátil, carreira.
Figura ímpar no panorama musical de hoje, PJ Harvey tem conseguido captar as atenções de um público cada vez mais alargado sem nunca perder o respeito dos fiéis seguidores que a elogiam desde o início e a tornaram numa artista de culto. Essa aproximação a cenários mainstream verificou-se sobretudo em "Stories From the City, Stories From the Sea", de 2000, o seu álbum mais acessível, com uma considerável carga pop, mas nem por isso menos desafiante. "Uh Huh Her", o seu sucessor, revela-se menos directo e imediato, voltando a exibir marcas dos registos iniciais da cantora.
O primeiro single "The Letter" acentuou o regresso a um rock ríspido e potente, semelhante a alguns momentos de discos como "Dry" ou "Rid of Me", e parte dos restantes temas do novo álbum - "Who the Fuck", "Cat on the Wall - exibem essa visceralidade presente nos trabalhos de estreia de PJ Harvey. De resto, "Uh Huh Her" revisita muitas das etapas da discografia da artista, apresentando canções que não destoariam em discos anteriores. As etéreas e densas "It`s You" ou "The Desperate Kingdom of Love" relembram episódios do incontornável "To Bring You My Love", a hipnótica e atmosférica "The Slow Drug" revisita os ambientes claustrofóbicos de "Is This Desire?" e as belíssimas "Shame" e "You Came Through" seguem as tonalidades mais melódicas e apelativas de "Stories From the City, Stories From the Sea".
Esta ligação de "Uh Huh Her" a marcas sonoras do passado não esgota, contudo, o disco num mero exercício de "mais do mesmo", uma vez que a maioria dos temas são suficientemente consistentes para ultrapassarem essa limitação. O problema é que, por vezes, o álbum parece demasiado fragmentado e pouco coeso, dada a diversidade de domínios contrastantes das canções. Apesar de sólido, "Uh Hur Her" não consegue, por isso, ser tão forte e contagiante como alguns dos seus antecessores, sendo penalizado por alguma falta de fluidez. Mesmo assim, há por aqui consideráveis doses de surpresa e inquietação que justificam múltiplas audições, comprovando a vitalidade de PJ Harvey e da sua peculiar amálgama de rock, blues, pop, indie e punk.
E O VEREDICTO É: 3,5/5 - BOM
O novo álbum desta senhora - como todos os outros - vale a pena...
Comentário mais alargado ao disco em breve...
SHAME
I don't need no rising moon
I don't need no ball and chain
I don't need anything but you
Such a shame, shame, shame
Shame, shame, shame
Shame is the shadow of love
You changed my life
We were as green as grass
And I was hypnotized
From the first 'til the last
Kiss of shame, shame, shame
Shame is the shadow of love
I'd jump for you into the fire
I'd jump for you into the flame
Tried to go forward with my life
I just feel shame, shame, shame
Shame, shame, shame
Shame is the shadow of love
If you tell a lie
I still would take the blame
If you pass me by
It's such a shame, shame, shame
PJ Harvey - "Shame" - Uh Huh Her
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