Ter | 29 Dez 09
Discos dos 00s (5): "Black Market Music"

 

Álbum: "Black Market Music", 2000

Artista: Placebo

 

"Without You I'm Nothing" (1998) já era um grande disco, mas o terceiro álbum dos Placebo conseguiu elevar ainda mais a fasquia e continua a ser a obra-prima do trio.

 

Muito longe do desgaste dos registos mais recentes, aqui as canções mostram-se mais negras e sedutoras do que nunca, tanto as que permanecem fiéis aos modelos dos primeiros dias como as que acolhem saudáveis contaminações electrónicas (que nunca roubam o protagonismo às guitarras).

 

Ecléctico mas coeso, "Black Market Music" ancora-se, tal como os antecessores, na densidade (e ambiguidade) lírica e interpretativa de Brian Molko, aqui menos colada a influências (assumidas) e mais capaz de definir um rumo próprio e intrigante. Perderia esse encanto poucos álbuns depois, é certo, mas aqui mantém-se ainda muito aconselhável.

 

 

Placebo - "Taste in Men"

 



publicado por gonn1000 às 14:44
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Qua | 25 Fev 09
A vinda de Brian

 

Parece que é neste que os Placebo vão mesmo regressar. Não só aos discos - o novo álbum, produzido por David Bottrill (Tool, dEUS) é editado em Junho -, mas também aos palcos, numa digressão que inclui Portugal.

 

O site oficial da banda de Brian Molko anunciou hoje que o trio actua no Festival Alive!09, no Passeio Marítimo de Algés, a 10 de Julho, mas espera-se que desta vez o grupo não se fique por um decepcionante meio-concerto, como ocorreu na sua última passagem por cá - há dois anos, no Creamfields.

E já agora, que o novo álbum seja mais inspirado do que o último, o desequilibrado "Meds" (2006).

 

Mas se não for esse o caso, que pelo menos o concerto não deixe de contar com algumas das suas melhores canções. Esta, por exemplo:

 

 

Placebo - "Taste in Men"

 



publicado por gonn1000 às 22:15
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Ter | 9 Dez 08
Fundo de catálogo (24): Placebo

 

Foram uma das melhores revelações do rock da década passada, mesmo que os discos que editaram nos últimos anos estejam longe de atingir as expectativas geradas nos primeiros.

Não é que tenham deitado tudo a perder - embora o mais recente, "Meds" (2006), não ande longe disso -, mas também não mantiveram a carga de intensidade e surpresa demonstrada, por exemplo, no notável "Without You I'm Nothing", que no mês passado completou dez anos.

 

A confirmar a boa impressão deixada na estreia homónima, dois anos antes, foi o álbum que melhor uniu os muitos traços da identidade dos Placebo, desde a escrita inquieta e ambígua de Brian Molko (como a imagem, de resto) à combinação de indie, punk e glam rock com uma electrónica subtil que teria maior protagonismo nos álbuns seguintes (sobretudo no igualmente superlativo "Black Market Music", de 2000).

 

"Every You Every Me" ou "You Don't Care About Us" ficaram como alguns dos temas mais populares da discografia do trio, e outros não tão mediáticos - como "Allergic (To Thoughts of Mother Earth)" ou "Ask for Answers" - são dos melhores que fizeram.

"Pure Morning", o primeiro single e tema de abertura do álbum, pode enquadrar-se em ambas as categorias, e contou ainda com um dos videoclips mais conseguidos e memoráveis da banda:

 

 

Placebo - "Pure Morning"

 

Revisitações anteriores

 


música: "Ask for Answers", Placebo

publicado por gonn1000 às 01:14
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Qua | 23 Mai 07
PARAGEM ANTERIOR: ENTRE CAMPOS
Música de dança e algum rock na primeira edição do Creamfields em Portugal, entre música suficientemente recomendável - Soulwax em grande! - e alguma desorganização. O resumo pode ser lido aqui.

 


 


Reportagem sobre o festival

 

Entrevista a Stefan Osdal, baixista dos Placebo
 


publicado por gonn1000 às 17:47
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Ter | 13 Jun 06
PERSEGUIDOS PELO PASSADO
Em 2003, os Placebo interromperam, com “Sleeping With Ghosts”, um percurso marcado por um nível de qualidade crescente de disco para disco, expondo alguma estagnação e não acrescentando muito a uma personalidade que, apesar de singular, começou a tornar-se cansativa.

Três anos depois, o trio regressa com “Meds” e constata-se que esses sintomas de repetição voltam a manifestar-se, desta vez de forma ainda mais evidente e com resultados menos profícuos. Exemplo disso é “Because I Want You”, o primeiro single, uma canção esquemática com uns Placebo em piloto-automático, bem longe da frescura e efervescência dos tempos de “Nancy Boy”, “You Don’t Care About Us” ou “Taste in Men”.

Felizmente, nem todos os temas do disco são tão insípidos como este primeiro avanço, mas também nenhum está à altura dos melhores momentos de registos anteriores. A canção que dá título ao disco, com a participação de Alison Mosshart, dos The Kills, inicia-o de forma cativante, mantendo o sentido de urgência e a carga dramática pelos quais os Placebo se notabilizaram, num momento curto mas incisivo.
“Drag” é igualmente escorreito e directo, mas poderia constar do álbum de estreia, e “Post Blue”, apesar das semelhanças com “English Summer Rain”, também é um atestado de eficácia e dinamismo.

 

O viciante “One of a Kind” apresenta uma feliz interligação com a electrónica, em que o grupo tem apostado ultimamente mas de forma desigual, e “Blind” e “In the Cold Light of Morning”, atmosféricos e melancólicos, são belos episódios ritmicamente mais apaziguados mas não desprovidos de vibração emocional. Semelhante intensidade encontra-se em “Song to Say Goodbye”, que fecha "Meds" em alta, combinando apelo pop e uma genuína vulnerabilidade.
É certo que nestes temas os Placebo não inovam, mantendo a sonoridade que os caracteriza e abordando questões já sobre-exploradas nos quatro álbuns anteriores – maioritariamente ligadas às drogas, solidão, sexo e desilusões amorosas –, mas tal não impede que as canções não sejam sólidas e convincentes.
O mesmo já não se pode dizer de passos em falso como “Follow the Cops Back Home” e “Pierrot the Clown”, baladas indistintas e preguiçosas; “Broken Promise”, desapontante colaboração com Michael Stipe, dos R.E.M.; ou “Space Monkey” e “Infra Red”, que não destoariam num disco dos one-hit wonders Babylon Zoo (o que não é propriamente auspicioso).

Dadas as aventuras paralelas de Brian Molko com projectos como os Alpinestars, Timo Maas ou Trash Palace (cujo mentor, Dimitri Tikovoi, colabora aqui com o trio como produtor), esperar-se-ia que pelo menos as texturas electrónicas proporcionassem algum valor acrescentado ao álbum, mas tal só ocorre pontualmente.

Mais acessível, genérico e linear do que os seus antecessores, “Meds” ainda consegue impor-se como um registo interessante, pois os momentos banais não chegam a superar os recomendáveis, mas é o menos coeso e desafiante da discografia da banda. Espera-se que os Placebo não venham a tornar-se tão inócuos como o fármaco ao qual adoptaram o nome, mas com discos hesitantes como este é difícil afastar essa suspeita.

E O VEREDICTO É: 3/5 - BOM

 




Placebo - "Song to Say Goodbye"



publicado por gonn1000 às 23:45
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Seg | 13 Mar 06
EFEITO PLACEBO?
Após uma semana de pousio (que pareceu ter durado um mês, mas isso é assunto para outro post), este blog retoma agora a actividade, e o primeiro destaque vai para o novo álbum dos Placebo, "Meds", que é editado hoje.

Infelizmente, o quinto disco de originais do grupo de Brian Molko não está à altura de nenhum dos anteriores, reforçando a repetição de fórmulas que "Sleeping With Ghosts" já evidenciava. "Because I Want You", o primeiro single, é prova disso, apresentando uns Placebo iguais a si próprios, embora canções como "One of a Kind" ou "In the Cold Light of Morning" exibam alguma frescura e vitalidade.

 

Outro dos bons momentos do álbum é "Song to Say Goodbye", cujo vídeo roda ali no canto superior direito e é dirigido por Michel Gondry, o realizador do brilhante "O Despertar da Mente". A escolha do cineasta prova que a banda sabe requisitar boas companhias - VV, dos The Kills e Michael Stipe, dos R.E.M., participam no disco -, mas isso não é suficiente para disfarçar o sabor a mais do mesmo, que não chega a ser desagradável mas também não é especialmente cativante.

A propósito do lançamento de "Meds", a revista francesa Les Inrockuptibles apresentou a primeira de uma série de edições especiais sobre nomes marcantes do rock e afins, dedicada aos Placebo, que inclui 100 páginas de entrevistas, biografias e críticas. Um excelente documento, altamente recomendado para fãs e curiosos, elaborado por uma publicação que sabe do que fala e que apoiou a banda desde o início.


publicado por gonn1000 às 12:25
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Ter | 9 Nov 04
CANÇÕES COM ALMA

Depois dos Nirvana, os Placebo são, muito provavelmente, um dos mais profícuos e carismáticos trios de rock nascidos na década de 90, tendo construído uma carreira que facilmente congrega públicos alternativos e mainstream. A imagem, aqui indissociável da música, é um dos factores que ajudou a distinguir a banda de tantas outras, mas desde a estreia com o promissor disco homónimo, em 1996, o grupo tem provado que a sua vertente musical possui também uma considerável personalidade, apesar das muitas influências.

Aglutinando referências rock, punk, pop, indie, alguma electrónica e uma atitude descendente do glam, os Placebo destacam-se como um projecto que tem abordado a questão da identidade, conflitos interiores, relações conturbadas e um complexo universo sexual, espelhando as ambíguas experiências do cantor/compositor Brian Molko.

"Once More With Feeling: Singles 1996-2004" recolhe todos os singles do trio, mas não é propriamente um best of, embora se assemelhe a esse formato. Funciona antes como uma eventual porta de entrada para curiosos e novos admiradores, apresentando-lhes alguns dos temas mais mediáticos e "orelhudos" da banda. O disco dá, assim, continuidade à aproximação a territórios mais comerciais que tem marcado os últimos álbuns do grupo (sobretudo o quarto, "Sleeping With Ghosts", que exibiu alguma estagnação no percurso musical da banda). Por isso, estas não serão, necessariamente, as melhores canções dos Placebo, mas permitem conhecer a evolução do projecto através da apresentação de quatro temas de cada disco.

Assim, momentos como "Nancy Boy" (o primeiro single do grupo) e "36 Degrees", retirados de "Placebo", expõem o entusiasmo adolescente dos primeiros passos do trio; "Pure Morning" e "Every You Every Me" são excertos do atmosférico e introspectivo "Without You I`m Nothing", o soberbo segundo disco do projecto; "Taste in Men" e "Black Eyed" exibem a amálgama entre a electrónica e o rock do portentoso "Black Market Music"; enquanto que "The Bitter End" e "Special Needs", retirados de "Sleeping With Ghosts", são dois exemplos dos Placebo iguais a eles próprios. Quem já conhece bem a obra do grupo tem também direito a algumas surpresas como "Protege Moi", uma versão em francês de "Protect Me From What I Want", ou os dois temas inéditos "I Do" e "20 Years" (sendo este último o novo single da banda).

Com o Natal a aproximar-se, aumentará decerto a tendência para o lançamento de inúmeras compilações e colectâneas best of, mais ou menos oportunistas. Seria bom que todas apresentassem um conjunto de canções tão auspicioso e convincente como este...

E O VEREDICTO É: 4/5 - MUITO BOM



publicado por gonn1000 às 01:06
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'ETs In Da Bairro', de Joe Cornish
críticas: filmes de 2011


- "127 Horas", Danny Boyle
- "A Nossa Vida", Daniele Luchetti
- "A Pele Onde Eu Vivo", Pedro Almodóvar
- "Amigos Coloridos", Will Gluck
- "Blue Valentine - Só Tu e Eu", Derek Cianfrance
- "Cisne Negro", Darren Aronofsky
- "Drive - Risco Duplo", Nicolas Winding Refn
- "Green Hornet", Michel Gondry
- "Gritos 4", Wes Craven
- "Hanna", Joe Wright
- "Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2", David Yates
- "Insidioso", James Wan
- "Jane Eyre", Cary Fukunaga
- "Kaboom - Alucinação", Gregg Araki
- "Melancolia", Lars von Trier
- "O Amor é o Melhor Remédio", Edward Zwick
- "O Código Base", Duncan Jones
- "Os Agentes do Destino", George Nolfi
- "Os Bem-Amados", Christophe Honoré
- "Pequenas Mentiras Entre Amigos", Guillaume Canet
- "Sem Identidade", Pierre Morel
- "Sem Tempo", Andrew Niccol
- "Tournée - Em Digressão", Mathieu Amalric
- "X-Men: O Início", Matthew Vaughn