Seg | 23 Abr 12
O regresso dos «Sopranos com espadas»

 

Entrevista a George R. R. Martin,  autor de «A Guerra dos Tronos»

 



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Seg | 12 Out 09
Fundo de catálogo (37): Pet Shop Boys

 

Os Pet Shop Boys editaram em Março o seu décimo disco de originais, "Yes", que apesar de irregular ainda é o melhor álbum da dupla britânica em muitos anos - ou não contasse com "Love Etc.", um dos singles mais fortes de 2009.

 

Mas este post não pretende centrar-se na fase mais recente de Neil Tennant e Chris Lowe, antes recordar um dos seus episódios da década passada.

 

Em 1994, uma brincadeira com samples da série televisiva "Absolutely Fabulous" acabou por dar origem a uma canção homónima e o resultado é um dos mais delirantes já gerados pelos Pet Shop Boys - que aqui, como noutros momentos da sua discografia, não têm medo de se atirar à electrónica mais duvidosa (para não dizer irresistivelmente chunga).

 

Embora editado como single, o tema não integra nenhuma compilação da banda, o que é mais um motivo para o revisitar. Abaixo fica o videoclip, onde participam as inimitáveis Jennifer Saunders e Joanna Lumley - mais conhecidas como Edina e Patsy:

 

 

Pet Shop Boys - "Absolutely Fabulous"

 

Revisitações anteriores

 



publicado por gonn1000 às 23:57
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Qua | 6 Mai 09
Estreia da semana: "Star Trek"

 

Agora que os blockbusters sobre as origens de personagens emblemáticas parecem estar na moda - basta olhar para as estreias da semana passada -, uma das maiores referências televisivas da ficção científica não é excepção.

 

Embora a saga "Star Trek" já tenha originado vários filmes, geralmente são considerados menos marcantes do que as aventuras dos tripulantes da Enterprise no pequeno ecrã. Ou pelo menos era assim até agora, já que a mais recente longa-metragem tem tido várias reacções positivas.

 

J.J. Abrams, o realizador, ainda não desapontou numa das séries que criou, "Perdidos", ainda que a sua estreia no cinema, em "Missão: Impossível 3", tenha deixado menos saudades. Espera-se, por isso, que a sua abordagem aos primeiros dias das aventuras do Capitão Kirk, Mr. Spock ou Scotty seja de facto mais convincente.

 

Outras estreias:

 

"A Zona", de Sandro Aguilar

"As Operações SAAL", de João Dias

"Cidade dos Homens", de Paulo Morelli

"Tyson", de James Toback

 

 

e-Cinema: Vida longa e próspera para Star Trek

 


música: "I Am Terrified", IAMX

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Ter | 1 Jul 08
Grande Chato

 

Ainda não vi nenhum episódio completo d' "Os Contemporâneos", mas só a excelente personagem do Chato, interpretada por Nuno Lopes, já mais do que justifica a existência do programa. Pelo menos nos sketches que originou até agora, incisivos e hilariantes como há muito não via no humor que se faz por cá.

 

Não admira que frases como "Queres é aparecer!" ou "Vai mas é trabalhar!" rapidamente se tenham instalado tanto em conversas entre copos, no metro ou no msn, e têm funcionado sempre muito bem nas diferentes vítimas que a personagem massacra de semana a semana.

A mais recente foi Pacman, dos Da Weasel, cujo vídeo deixo aqui, mas não resisto a relembrar também dois dos anteriores que não me canso de rever:

 

 

O Chato e Pacman

 

 

O Chato e a velhinha

 

 

O Chato e o anão

 


música: "When I Was Punk", Minitel Rose

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Seg | 14 Abr 08
Sexo, drogas e subúrbios

 

É caso raro, mas esta noite vale a pena ficar em casa em frente à televisão, e mais estranhamente ainda, a seguir um dos canais nacionais. O motivo? A RTP2 estreia duas das mais arrojadas, aplaudidas e politicamente incorrectas séries do momento, "Erva" (Weeds), às 22h40, e "Californication", às 23h10.

 

"Erva" não é novidade por cá, uma vez que as duas primeiras temporadas foram exibidas há poucos meses. A terceira, contudo, arranca hoje e, depois do final do último episódio da anterior, marcado por uma excelente e sufocante gestão do suspense, é aguardado com muita expectativa.

 

"Californication" tem hoje a sua estreia absoluta e possibilitou a David Duchovny afastar-se da personagem de Fox Mulder. Numa série nos antípodas de "Ficheiros Secretos", o protagonista tem de lidar com a sua dependência de álcool, drogas e sexo, situação que motiva invulgares cruzamentos de comédia e drama. A conferir daqui a algumas horas...

 


música: "Drive", Client

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Ter | 19 Fev 08
Heroes reborn

 

Com tantas séries para acompanhar, vi finalmente o primeiro episódio da segunda temporada de "Heroes", esta noite na Fox.

Parece que, tal como na anterior, as coisas vão demorar a aquecer, pelo menos a julgar por este arranque algo morno, que introduz duas personagens latinas um bocado estereotipadas e tem uma "surpesa" no final que não é lá muito inesperada. Ainda assim, como não faltaram motivos de interesse em alguns episódios da primeira temporada, esta merece o benefício da dúvida.


música: "Wired", We Start Fires

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Qua | 13 Fev 08
Haverá sangue

 

Depois de ter perdido a estreia na semana passada, hoje já consegui espreitar um episódio de "Dexter", para muitos uma das melhores séries do momento (sendo que a concorrência é muito forte).

 

Intrigou-me o suficiente para passar a estar atento à RTP2 nas noites de quarta-feira, embora não esperasse menos de algo que reúne o excelente Michael C. Hall, aqui com uma aura gélida e sarcástica muito distante do seu papel em "Sete Palmos de Terra", e Michael Cuesta, um dos meus novos realizadores preferidos ("L.I.E. - Sem Saída", "Aos 12 e Tantos"), que dirigiu os primeiros episódios.

A acompanhar para confirmar se o hype se justifica.



publicado por gonn1000 às 23:57
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Seg | 4 Fev 08
Mentes brilhantes

Neste domingo, antes e depois do trabalho tive tempo para ver no pequeno ecrã um regresso e uma revisitação a duas das masterminds mais intrigantes da televisão dos últimos anos - ainda que desta vez o tenham sido menos do que o habitual.

 

 

Mike Scofield volta à cela na terceira temporada de "Prison Break", cujo primeiro episódio - exibido à tarde na RTP1 - é um setup que apresenta competentemente o novo cenário e personagens e parece retomar o modelo inicial da série.

Apesar do contexto diferente não houve aqui grandes inovações, por isso espera-se que venham nos episódios seguintes, que têm a complicada tarefa de suceder a uma boa primeira temporada e a uma segunda que a superou e ofereceu uma quase imbatível gestão do suspense.

 

Também oriundo de uma série, embora de anime, Spike Spiegel é o protagonista de "Cowboy Bebop: The Movie", que finalmente apanhei, quase por acaso, no Hollywood já pela noite dentro. A experiência resulta melhor se encarada como um episódio mais extenso da série do que como uma longa-metragem, já que não há aqui nada que não pudesse ser contado por lá.

O protagonista continua a ser uma espécie de Corto Maltese high-tech e o filme preserva atmosfera entre o cool e o poético da série, com um bom equilíbrio de humor, drama e acção - com banda-sonora sempre a condizer -, mas arrisca menos do que esta e é vítima de um argumento demasiado formulaico.

 

É claro que, tanto um exemplo como o outro, mesmo estando longe dos seus melhores  momentos, ainda são do que mais recomendável há para ver na TV.


música: "Howl!", Bat For Lashes

publicado por gonn1000 às 02:43
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Seg | 20 Ago 07
ELAS ESTÃO DE VOLTA

Regressa hoje à RTP2 "A Letra 'L'" (The 'L' Word), série que retrata o dia-a-dia de um grupo de amigas lésbicas de Los Angeles. A segunda temporada será reexibida de segunda a sexta pelas 00h45, e em breve estreará por cá a terceira, que segundo consta acentua - e muito - a carga dramática já evidente na antecessora. Para ver ou rever, pelo menos quem conseguir suportar o horário algo tardio das emissões.
Hoje na 2 passa ainda a também recomendável "Erva" (Weeds), pelas 22h40. Ainda vai havendo serviço público, apesar de tudo...

Além do bom elenco e argumento, um dos pontos fortes de "A Letra 'L'" é a banda-sonora, que entre outros inclui temas das saudosas The Organ, que chegaram a actuar num episódio. Aqui fica a canção em causa:


The Organ - "Brother"



publicado por gonn1000 às 18:07
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Sex | 10 Ago 07
A FEBRE AMARELA, VINTE ANOS DEPOIS
Tudo começou em 1987, quando Matt Groening e James L. Brooks criaram curtas de animação de trinta segundos sobre uma peculiar família norte-americana, emitidas em "The Tracey Ullman Show". Três anos mais tarde, o crescente sucesso de Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie levou a que os Simpsons ganhassem a sua própria série televisiva, dando incício a um fenómeno que se alastrou da América para o mundo e fez não só destas cinco personagens mas dos restantes habitantes amarelos de Springfield ícones incontornáveis da cultura pop recente.

Dezoito temporadas e vinte anos depois, a série mantém o carisma e contribuiu para que surgissem múltiplas concorrentes que não escondem a sua influência, reforçando o seu papel de autêntica pedrada no charco no panorama televisivo das últimas décadas. O motivo? Ser uma proposta de animação capaz de agradar a um público infantil sendo contudo susceptível de segundas leituras que apelam a uma faixa adulta, fruto de um humor versátil, corrosivo e sempre actual.

Há muito falado mas também adiado, o filme chegou finalmente ao grande ecrã e diferenciou-se logo por uma campanha promocional atípica e imaginativa. Do acordo com as lojas Seven Eleven, que as transformou em Kwik-E-Mart com produtos presentes na série; ao site oficial, onde é possível criar uma réplica simpson à imagem do utilizador; ou no desenho de Homer no sul de Inglaterra, ao lado do Gigante de Cerne Abbas; o marketing foi certeiro no aguçar dos apetites para a primeira longa-metragem centrada na popular família. Apetites e também expectativas, que não eram poucas dadas as duas décadas de espera que os muitos fãs tiveram que suportar para verem os habitantes de Springfield no cinema.

"Os Simpsons: O Filme" (The Simpsons Movie) não está à altura da genial campanha promocional que o antecedeu, mas encontra-se igualmente longe de ser um trabalho que desiluda, já que contém os atributos que fizeram da série uma referência: personagens fortes e gags que conseguem um equilíbrio perfeito entre ligeireza e contundência, disparando críticas à conjuntura política, social e ambiental recente.

A escrita preserva a inteligência e acessibilidade habituais, e a equipa conseguiu fazer com que estes 90 minutos fossem um pouco mais do que um mero episódio longo, inserindo na narrativa alguns pormenores curiosos relacionados com essa diferença de formatos. Estes, assim como a qualidade reforçada da animação digital, permitem que o filme resulte numa experiência singular q.b., já que no argumento não se encontram grandes elementos que justificassem uma longa-metragem.
O ponto de partida é a fuga dos Simpsons de Springfield, após a cidade ter sido envolta por uma indestrutível redoma gigante e condenada à destruição devido a um incidente gerado por Homer, que aumentou os seus níveis de poluição. Embora mudem de residência para o Alaska, os cinco elementos da família regressam a casa na tentativa de salvar a população, tarefa que se avizinha árdua quando os adversários são os serviços secretos dos EUA.

O que se conta em "Os Simpsons: O Filme" não é nada que não coubesse nos trinta minutos semanais, mas a película tem fôlego suficiente para entreter e suscitar alguma reflexão enquanto dura, ganhando ainda pela densidade emocional na abordagem à importância da família.

O argumento não é especialmente surpreendente, embora também nem precise, pois a sua desenvoltura e eficácia fornecem o ritmo adequado para que se embarque sem medos nesta aventura, onde vários sorrisos vão sendo garantidos à medida que os protagonistas tentam salvar a sua cidade-natal.
Talvez fosse desnecessário um enfoque tão forte em Homer, já que a personagem acaba por eclipsar as restantes, assumindo-se como o centro dos acontecimentos e deixando-as entregues a enredos secundários e pouco desenvolvidos (como o do namoro de Lisa com o ambientalista Colin). Mesmo assim, todos os elementos da família Simpson têm espaço para brilhar, o que já não ocorre tanto com os restantes habitantes de Springfield, a que não é alheio o facto de grande parte da acção decorrer fora da cidade - de qualquer forma, seria difícil dar algum tempo de antena a todos eles, dada a vasta galeria criada na série.

Não acrescentando muito ao universo da criação de Matt Groening - tirando, claro, presença do porco de Homer e respectivos alter-egos -, "Os Simpsons: O Filme" é contudo uma comédia de animação conseguida e uma das mais recomendáveis do ano, conduzida com solidez por David Silverman, que se estreia na realização de longas-metragens a solo depois da colaboração em "Monstros e Companhia". E é também uma daquelas a ver mesmo do princípio ao fim, uma vez que entre as pequenas surpresas incluídas durante os créditos consta a primeira palavra dita por Maggie (e esta, de facto, só faria sentido num filme).
Uma boa forma de celebrar os vinte anos da família amarela mais famosa do mundo, que a julgar pelo que aqui se apresenta tem vitalidade para durar muitos outros.

E O VEREDICTO É: 3,5/5 - BOM


publicado por gonn1000 às 21:11
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Dom | 5 Ago 07
Pranchas e vinehtas no pequeno ecrã

“Salvem a chefe de claque, salvem o mundo”. Esta foi uma das frases que ajudou a que “Heroes” se tornasse numa das séries televisivas mais populares e aclamadas dos últimos anos, resultado de um considerável fenómeno “passa-a-palavra” que gerou expectativa em torno de um projecto com uma premissa intrigante.
Na sequência de múltiplos filmes inspirados nas aventuras de super-heróis dos comics, a série transportou esse universo para a televisão, e mesmo não sendo das primeiras a fazê-lo – ícones como Batman ou Super-Homem, por exemplo, já asseguraram lá presença desde há muito – conseguiu injectar ao género doses de criatividade e entusiasmo como raramente se têm encontrado nas adaptações cinematográficas.

Não é que Tim Kring, o seu autor, apresente aqui nada nunca antes visto. Pelo contrário, “Heroes” é bastante devedor de inúmeras referências da BD, adoptando características de personagens já conhecidas dentro desse meio - os poderes especiais dos protagonistas da série são todos decalcados de super-heróis já existentes – ou a sua lógica narrativa – o modo como os episódios estão estruturados, terminando sempre com um cliffhanger decisivo, é herdado dos issues de muitos comics, assim como a construção dos subplots.
A mais-valia está na forma como a série mistura essas influências na criação de uma nova mitologia que consegue ser refrescante, apresentado uma galeria de personagens carismáticas que se cruzam num argumento eficaz e surpreendente q.b.. De resto, Kring nem pretende enganar ninguém e é o primeiro a assumir as suas influências, ou não fosse uma série de banda-desenhada criada por um dos protagonistas, o desenhador Isaac Mendez, uma das peças essenciais para fazer arrancar a história.


Os próprios desenhos das telas de Isaac foram criados por Tim Sale, nome familiar para quem acompanha o universo dos comics, e o argumentista Jeph Loeb, do mesmo meio, foi um dos consultores executivos. Chris Claremont, nome incontornável na evolução das aventuras dos X-Men, é também homenageado ao partilhar o apelido com um empregado de uma loja, e até há um cameo de Stan Lee, outra figura histórica da Marvel Comics.

Embora contenha pormenores deliciosos para os adeptos da nona arte, “Heroes” está muito longe de ser um objecto dirigido somente a esse público, não contendo quaisquer restrições para que outros o possam apreciar.
As personagens, todas cidadãos aparentemente normais, não demoram a gerar familiaridade, e por isso é difícil não aderir aos vários arcos narrativos que vão sendo criados em torno delas à medida que vão descobrindo e reagindo às suas capacidades especiais. Do inimitável e adorável Hiro Nakamura, protagonista algumas sequências que, mais do que comics, respiram influências manga, aliando dinamismo e humor; à chefe de claque Claire Bennet, que do estereótipo só mantém o facto de ser loura; aos irmãos Peter e Nathan Petrelli, que não poderiam ser mais diferentes; ou ao misterioso e calculista Noah Bennet, que parece saber mais sobre os heróis do que eles próprios; não faltam aqui personagens interessantes, e vai sendo viciante acompanhar o seu processo de descoberta.

Um dos factores mais elogiados em “Heroes” é a ausência dos tradicionais uniformes e nomes de código, uma vez que os protagonistas nem sabem como lidar com os seus poderes e têm, ainda assim, de os adaptar à rotina do dia-a-dia, encontrando-se muito longe do papel de super-heróis tradicionais. Este elemento torna a acção mais verosímil e reforça a identificação do espectador com as personagens, já que também estas agem como pessoas normais – embora vão descobrindo que há algo que as distingue da maioria e não envolve necessariamente capacidades sobre-humanas.
Mais uma vez, esta tridimensionalidade não é novidade neste universo, tendo em conta que foi o que distinguiu as aventuras de Peter Parker/Homem-Aranha das de tantos outros super-heróis, e mesmo a inexistência de uniformes e identidades secretas já foi uma tendência na BD, sobretudo na década de 90, tanto nos comics mais alternativos – a linha Vertigo da DC – como mainstream – quando personagens como Jubileu ou Gambit aderiram aos X-Men (e até ocorreu no cinema, como o comprova “O Protegido”, de M. Night Shyamalan). Esta ausência de exclusividade em nada compromete, contudo, a consistência de “Heroes”, que possui um lado humano suficientemente vincado e onde as demonstrações dos poderes dos protagonistas nunca se sobrepõem à carga emocional que se vai desenvolvendo.

Nesta primeira temporada, intitulada “Genesis”, a incidência é sobretudo neste processo de auto-descoberta das personagens, e talvez por isso no final fique a sensação de que funciona principalmente enquanto porta de entrada para uma saga de maior fôlego e intensidade. É quase sempre entusiasmante seguir estas aventuras, mas lamenta-se que não haja maior interacção entre os vários heróis, que vão seguindo pistas diferentes e acabam por se reunir num acontecimento fulcral já no desenlace e antecipado muitos episódios antes.
A resolução da temporada é, de resto, um dos aspectos menos conseguidos, pois se nos últimos episódios há uma atmosfera de suspense bem construída o capítulo derradeiro termina de forma demasiado abrupta e anti-climática, o que gera alguma decepção considerando que grande parte da acção foi desenvolvida em função desse momento. Claro que isso não coloca em causa os muitos bons momentos ocorridos ao longo da série, alguns de antologia, mas acaba por reduzir algum do impacto desta enquanto um todo.
Tirando este aspecto, “Heroes” é uma série bastante recomendável, lúdica e desafiante como poucas, entretenimento inteligente capaz de agradar a um público alargado. E o melhor é que, a julgar pelo sugestivo epílogo, a segunda temporada promete ir ainda mais além, oferecendo oportunidades ilimitadas para o percurso de pelo menos um dos protagonistas. Enquanto esta não chega, vale a pena ir vendo e revendo a primeira.


E O VEREDICTO É: 3,5/5 - BOM


publicado por gonn1000 às 23:12
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Seg | 30 Jul 07
PRODUTO DO BOM

Neste caso, "Erva" (ou Weeds, no original), série que estreou discretamente na RTP2 na segunda-feira passada. Mantendo um bom equilíbrio entre drama e comédia, segue o dia-a-dia de uma mãe que, depois de ficar viúva, encontra no tráfico de marijuana a mais próspera forma de subsistência, actividade que contudo lhe traz alguns problemas de consciência e não só.
Com um olhar mais cru e seco sobre os subúrbios norte-americanos do que a comparável "Donas de Casa Desesperadas", "Erva" começou bem, com dois episódios marcados por uma escrita perspicaz e sem rodeios e um elenco em forma que inclui Mary-Louise Parker ou Elisabeth Perkins. Parece ser série a acompanhar, com mais dois episódios emitidos hoje pelas 22h40, e corre o risco de causar vício.


publicado por gonn1000 às 16:57
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'ETs In Da Bairro', de Joe Cornish
críticas: filmes de 2011


- "127 Horas", Danny Boyle
- "A Nossa Vida", Daniele Luchetti
- "A Pele Onde Eu Vivo", Pedro Almodóvar
- "Amigos Coloridos", Will Gluck
- "Blue Valentine - Só Tu e Eu", Derek Cianfrance
- "Cisne Negro", Darren Aronofsky
- "Drive - Risco Duplo", Nicolas Winding Refn
- "Green Hornet", Michel Gondry
- "Gritos 4", Wes Craven
- "Hanna", Joe Wright
- "Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2", David Yates
- "Insidioso", James Wan
- "Jane Eyre", Cary Fukunaga
- "Kaboom - Alucinação", Gregg Araki
- "Melancolia", Lars von Trier
- "O Amor é o Melhor Remédio", Edward Zwick
- "O Código Base", Duncan Jones
- "Os Agentes do Destino", George Nolfi
- "Os Bem-Amados", Christophe Honoré
- "Pequenas Mentiras Entre Amigos", Guillaume Canet
- "Sem Identidade", Pierre Morel
- "Sem Tempo", Andrew Niccol
- "Tournée - Em Digressão", Mathieu Amalric
- "X-Men: O Início", Matthew Vaughn