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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

A festa e a cidade

É uma das surpresas televisivas da temporada: "SUBSOLO", a nova websérie da RTP, traz um retrato da juventude lisboeta (ou parte dela) mais solto e credível do que grande parte da ficção nacional enquanto mostra como aliar o conceito ao formato. E nem pede muito tempo em troca...

 

Subsolo

 

"Verão Danado", o primeiro filme de Pedro Cabeleira, deu que falar no ano passado ao procurar novos olhares sobre jovens portugueses do aqui e agora, com o aqui a centrar-se no lado mais hedonista da noite de Lisboa. E partindo da espontaneidade do elenco e de uma energia visual invulgar no cinema que se faz por cá, conseguiu distinções fora de portas (como no Festival de Locarno), conquistando um espaço próprio no retrato de uma certa juventude urbana e contemporânea - e até aí sem muita expressão no grande ou pequeno ecrã.

 

Mas Cabeleira não parece estar sozinho, como o confirma a nova aposta da produtora Videolotion, à qual está associado. "SUBSOLO", a terceira websérie da RTP, aproxima-se de alguns ambientes desse filme e volta a mergulhar em alguns espaços da capital pouco frequentados por outras produções - elegendo os arredores da Avenida Almirante Reis como cenário. E até o faz com um equilíbrio que "Verão Danado" não era capaz de manter, já que passava de um arranque envolvente e com rasgo para uma segunda hora repetitiva e exasperante.

 

Subsolo João

 

Propondo cinco episódios de pouco mais de dez minutos cada, cada um centrado numa personagem diferente (e todas entre os 16 e os 26 anos), a websérie adopta um formato narrativo em mosaico que, não sendo original, serve bem o olhar amplo q.b. sobre a geração "millennial", nascida depois de 1990. A unir as histórias individuais está uma festa em casa de um dos protagonistas, momento-chave de todos os capítulos que contribuiu para a coesão do conjunto - embora cada episódio possa ser visto isoladamente.

 

O apelo da festa é, aliás, o motor dos retratos iniciais, o que chega a sugerir que "SUBSOLO" até está demasiado próximo de "Verão Danado", limitando-se a funcionar como mera variação. E, pior, que ameaça escorregar para a irreverência inconsequente de "Casa do Cais", a frustrante websérie anterior da RTP (vendida como a primeira série LGBTQ nacional mas no fundo a resultar numa colecção de estereótipos sem graça nem alma). "Amor Amor", o novo (e meritório) filme de Jorge Cramez, também é outro ponto de contacto possível, sobretudo nas cenas de celebração colectiva regadas a álcool, música e dança.

 

Subsolo Nazim

 

Mas como acaba por ir revelando, "SUBSOLO" está afinal pouco interessada em fazer a apologia de um hedonismo desenfreado, embora também se mantenha longe de um moralismo (muito televisivo) que procure condená-lo. Propõe antes um olhar justo e atento de uma Lisboa descrita como "marginal e alternativa", aceitando várias perspectivas narrativas mas também culturais, pessoais e emocionais - através de protagonistas com experiências e prioridades mais vastas do que o início da série dá a entender.

 

Essa abertura é especialmente conseguida nos dois últimos episódios, centrados num rapaz de ascendência indiana e numa dealer, respectivamente (e com ela, Diana Narciso, a impor-se como uma das presenças mais fortes de um jovem elenco promissor, defendendo uma personagem imune aos clichés de muitos filmes, séries e telenovelas).

 

Além dos actores e do argumento (que recusa assentar em picos dramáticos, mantendo-se verosímil), o mérito é dos cinco realizadores (Tiago Simões, Joana Peralta, Maria Inês Gonçalves, Victor Ferreira e Marta Ribeiro), cada um a cargo de um episódio mas todos a conseguirem traduzir um realismo à flor da pele, mais cinematográfico do que televisivo, visível na atenção ao elenco ou no lado sensorial dos espaços (sobretudo face a muitas outras apostas da ficção nacional do pequeno ecrã). O resultado talvez não vá mudar a vida de ninguém, mas não se sai nada mal a captar pequenos momentos que vão fazendo a diferença.

 

"SUBSOLO" pode ser vista na íntegra na RTP Play e no Youtube.

 

3/5

 

 

No escurinho da TV

Ao chegar à quarta temporada, "BLACK MIRROR" continua igual a si própria: um dos laboratórios de ideias mais efervescentes do pequeno ecrã, que mesmo quando falha (ou não acerta tanto) é mais desafiante do que quase tudo o resto.

 

Metalhead

 

Os mais cépticos com a mudança da criação de Charlie Booker do Channel 4 para a Netflix podem ficar descansados: a quarta temporada da série britânica arranca com um dos seus melhores episódios de sempre, o que aliás também já tinha acontecido com a anterior (a primeira desenvolvida através do serviço de streaming). Por outro lado, "USS CALLISTER" é tão bom que também acaba por impor um patamar que os restantes cinco capítulos desta safra, estreados a poucos dias do final de 2017, não chegam a atingir por completo - mesmo que alguns sirvam sequências ao seu nível.

 

Carta de amor à ficção científica, o episódio dirigido por Toby Haynes ("Doctor Who", "Sherlock") começa como uma homenagem sentida à saga "Star Trek", mas em vez de se ficar pelo pastiche levezinho (como a também recente "The Orville", série de Seth MacFarlane), deixa um retrato mais inventivo e desconcertante que cruza uma história de solidão com limites éticos associados à inteligência artifical.

 

Black Mirror

 

À medida que acompanha o codirector de uma marca de videojogos e a sua rotina quase inescapável entre o trabalho e o lar, "USS CALLISTER" vai desviando, pacientemente, a simpatia do espectador para os seus colegas - até daqueles que à partida pareciam ostracizá-lo -, através de uma combinação de drama urbano, aventura espacial e um sentido de humor que nunca trai a força da vertente mais angustiante deste relato.

 

Esse tom, impecavelmente gerido por Haynes e auxiliado por um elenco imediatamente icónico (com destaque para Jesse Plemons e Cristin Milioti), é talvez o maior trunfo de uma das ideias mais felizes da ficção científica recente, aqui defendida num episódio mais longo do que o habitual (76 minutos) e quase com fôlego de longa-metragem - ou talvez de super-episódio piloto para um spin-off deste universo do qual já se fala...

 

4,5/5

 

Black Mirror

 

Um arranque do calibre de "USS Callister" já justificaria por si só o regresso de "BLACK MIRROR", mas há mais olhares sobre a relação com a tecnologia a motivar o investimento nesta segunda vida na Netflix. "HANG THE DJ", outra aposta na realidade virtual, leva ao limite a dependência das aplicações de encontros num embate contínuo entre romantismo e frustração. Realizado por Tim Van Patten ("BoarDwalk Empire", "Os Sopranos") e protagonizado pelos óptimos Georgina Campbell ("Murdered by My Boyfriend") e Joe Cole ("Peaky Blinders"), que mantêm uma química decisiva para o resultado final, o quarto episódio da temporada é bem capaz de ser a comédia romântica mais contagiante de 2017. não admira que muitos fãs o encarem como descendente espiritual de "San Junipero", capítulo de referência da série (e em modo optimista, uma raridade).

 

 4/5

 

Crocodile

 

Num comprimento de onda completamente diferente, "CROCODILE" é um exemplo das visões mais pessimistas e sufocantes de "BLACK MIRROR", à medida de um realizador como John Hillcoat ("A Proposta", "Dos Homens Sem Lei"), que assina este ensaio sobre culpa sem redenção possível. O que começa com um homicídio involuntário torna-se num ciclo alimentado pelo confronto entre o remorso e a auto-preservação, exercício de suspense de cortar à faca que ameaça cair num calculismo demasiado denunciado mas é salvo, em grande parte, pela excelência da actrizes protagonistas - Andrea Riseborough num papel tão ingrato como marcante, Kiran Sonia Sawar a dar algum capital de simpatia a um dos contos mais negros de Charlie Booker.

 

 3/5

 

Metalhead

 

Negríssimo é também "METALHEAD". Literalmente, até, pela fotografia a preto e branco (com curiosas variações púrpura) a forrar uma abordagem com aura de série B pós-apocalíptica, despachada nuns muito sucintos 41 minutos. Em parte uma variação de "Alien" - protagonista continuamente perseguida por criaturas mortíferas num cenário inóspito -, surge como confirmação algo tardia do que de muito bom se dizia de David Slade na altura do seu primeiro filme, "Hard Candy" (2005), antes de o britânico ter chegado à saga "Twilight". Mas aqui parece ter reencontrado o seu lado primitivo e impiedoso, numa das viragens mais inesperadas da colheita recente de "BLACK MIRROR".

 

 3/5

 

Arkangel

 

Embora estes quatro episódios mostrem a série no seu melhor ou, pelo menos, num patamar recomendável, a nova temporada acaba por ser algo irregular, aliás como as anteriores. "ARKANGEL", drama entre mãe e filha ancorado nas possibilidades e ameaças do controlo parental, segue-se com algum interesse (ter Rosemarie DeWitt entre as protagonistas ajuda), mas Jodie Foster parece não ter mão para levar esta história para territórios tão inexplorados quanto isso. O problema nem é que a tecnologia aqui lembre a do superlativo "The Entire History of You", outro mergulho em memórias alheias avançado por "BLACK MIRROR", antes a forma previsível e até moralista como a realizadora a trabalha - e sobretudo como encerra um drama a caminho do dramalhão -, mesmo que este argumento de Booker também não seja dos mais aventureiros.

 

 2,5/5

 

Black Mirror

 

Pouco entusiasmante é também "BLACK MUSEUM", capítulo ambicioso mas que nunca consegue dar grande densidade às suas personagens. Pelo contrário, é dos casos em que estas são pouco mais do que marionetas de conceitos especialmente extremos, algures entre o terror gráfico q.b. e a sátira escarninha uns tons ao lado. Fechar uma temporada de uma série antológica com uma antologia de três histórias é apenas o ponto de partida do episódio mais auto-referencial de "BLACK MIRROR", assinado por Colm McCarthy ("Peaky Blinders", "Injustice"), embora as piscadelas de olho aos fãs não cheguem a aprimorar uma combinação requentada - com cereja em cima do bolo numa reviravolta final inócua e facilmente antecipável.

 

 2/5

 

As quatro temporadas de "BLACK MIRROR" estão disponíveis na íntegra na Netflix.

 

 

A melhor defesa é baixar as expectativas

Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro finalmente juntos no pequeno ecrã, depois de aventuras em nome próprio? O encontro é o maior trunfo de "OS DEFENSORES", mas também é quase o único de uma minissérie que não tem muito para oferecer.

 

Os_Defensores

 

A montanha pariu um rato, embora o problema já venha de trás. Se a primeira temporada de "Demolidor", estreada há dois anos, pareceu impor um novo patamar nas adaptações de super-heróis, numa parceria promissora entre a Marvel e a Netflix que trouxe um tom mais urbano, realista e adulto, as apostas seguintes do serviço de streaming no mesmo universo não se mostaram tão aliciantes.

 

"Jessica Jones", embora muito elogiada pela suposta vertente feminista, arrastou-se ao longo de 13 episódios assentes sempre no mesmo vilão e em personagens secundárias a milhas das da saga de Matt Murdock. "Luke Cage" valeu pelo olhar sobre a comunidade afro-americana, mas também teve dificuldades em justificar a duração face ao que tinha para dizer. "Punho de Ferro", a adaptação mais criticada, seguiu por um caminho juvenil e despretensioso sem deixar grandes saudades. Já a segunda temporada de "Demolidor" até ficou na memória pela versão credível do Justiceiro, novidade infelizmente sabotada por uma Elektra esquecível.  

 

Um dos problemas de "OS DEFENSORES" é, aliás, o regresso da anti-heroína criada por Frank Miller, que não teve grande sorte na BD (a Marvel nunca soube o que fazer com ela depois das primeiras aventuras) e muito menos nos ecrãs. A versão televisiva pode não ter sido tão desastrosa como a cinematográfica, mas a actriz Élodie Yung está longe de emanar o lado esquivo, empolgante e sinuoso que a personagem pedia, embora o argumento também não a ajude muito.

 

Marvel's The Defenders

 

O reencontro de Elektra e Matt Murdock limita-se a repetir a dinâmica que já não era convincente na segunda temporada de "Demolidor" e que aqui se torna ainda mais cansativa. Pior ainda, o envolvimento com a Mão faz com que essa organização milenar e poderosa seja reduzida a um grupelho de vilões amadores, resultado especialmente penoso quando um dos principais motivos para insistir nos dois primeiros episódios (os mais dispersos e soporíferos) é Sigourney Weaver, que acaba por ser desperdiçada no papel de Alexandra, a nova antagonista (personagem que vive mais da entrega da actriz do que do esmero do argumento).

 

Incapaz de dar condimentos especiais à enésima ameaça a Nova Iorque, "OS DEFENSORES" sai-se melhor quando se concentra nas interacções da equipa, entre avanços e recuos, conflitos de personalidade e cumplicidades insperadas (mais para as personagens do que para fãs que reconhecerão algumas alianças da BD, de protagonistas como Luke Cage e Punho de Ferro a secundárias como Misty Knight e Colleen Wing).

 

Os_Defensores_2

 

A reunião até traz um pormenor visual curioso, ao conjugar na mesma saga as tonalidades reconhecíveis das séries de cada super-herói (escarlate para "Demolidor", azul para "Jessica Jones", dourado para "Luke Cage", verde para "Punho de Ferro"). Quando as histórias individuais se cruzam num restaurante chinês, ao quarto episódio, a iluminação do espaço vai-se moldando à paleta cromática associada às personagens, numa escolha que revela uma atenção ao detalhe sem paralelos num argumento rotineiro ou numa realização geralmente indistinta (e quanto menos se falar de alguns diálogos, melhor).

 

Em vez de ficar como uma saga marcante, "OS DEFENSORES" lembra os muitos encontros inconsequentes de super-heróis na BD, onde a graça está mais na junção das personagens do que no que as envolve. Se não se esperar mais do que isso, até diverte. E como só tem oito episódios em vez dos habituais 13, também não chega a maçar assim tanto...

 

2/5

 

 

O Inverno do nosso descontentamento

O mais surpreendente da sétima temporada de "A GUERRA DOS TRONOS" talvez seja o número (ainda elevado) de personagens que sobreviveram até aqui. Falta de risco de uma série conhecida por não poupar quase ninguém, doa a quem doer?

 

Sansa_Stark

 

O fim está próximo, garante "A GUERRA DOS TRONOS". O aviso não é novo e até tem sido repetido desde a primeira temporada da produção da HBO. Mas o desenlace da sétima época não deixa dúvidas, até porque depois da (impressionante) destruição da Muralha só faltam mesmo seis episódios até dizer adeus de vez aos Sete Reinos de Westeros - ou pelo menos até os quatro (ou mais) spin-offs lá voltarem para outras aventuras num passado remoto.

 

Um dos aspectos muito comentados da recta final tem sido, aliás, o ritmo bem mais acelerado do que aquele a que a série era associada - nem sempre de forma elogiosa, com alguns fãs a queixarem-se do tempo em que algumas personagens iam de A a B. A mudança é compreensível, tendo em conta o número limitado de horas reservado para o fecho da saga, mas em certos momentos a sétima temporada deixou a sensação de quebra do pacto narrativo com o espectador.

 

No sexto capítulo, "Beyond the Wall", esse contraste foi especialmente gritante e ajudou a tornar uma das jornadas mais promissoras (a que acompanhou o "Esquadrão Suicida" de Jon Snow nos domínios dos White Walkers) numa das mais frustrantes, embora nem tanto pelos quilómetros percorridos por várias personagens à velocidade da luz, mas pela preguiça de um argumento encostado a soluções Deus Ex Machina durante a grande batalha no gelo - com o regresso tão abrupto como conveniente de um Stark a destacar-se como manobra mais insultuosa.

 

Lannisters

 

No mesmo episódio, os guionistas jogaram ainda mais pelo seguro ao pouparem quase todas as personagens de uma missão particularmente perigosa, despachando apenas a mais irrelevante - e pela qual poucos fãs terão suspirado. Nada que não se tenha mantido ao longo de toda a temporada, que exceptuando Olenna Tyrell (numa despedida feita ao seu nível, deliciosamente truculenta) insistiu em livrar-se apenas de figuras mal amadas, das Sand Snakes a Littlefinger.

 

E falando do mestre da manipulação, a sua trama com Arya e Sansa Stark foi um exemplo infeliz de derrapagem para territórios de telenovela ou de mau romance de cordel, com uma reviravolta forçada que além de enganar Lorde Baelish, fez batota com o que mostrou ao espectador (mas podia ter sido pior e, pelo menos, a natureza das irmãs saiu incólume no final).

 

Também menos espontânea do que seria desejável, a aproximação entre Jon Snow e Daenerys Targaryen deixa dúvidas sobre se dar a muitos fãs aquilo que eles querem (ou esperam) será a melhor opção - não ajuda que Kit Harington e Emilia Clarke sejam dos actores menos convincentes do elenco. Por outro lado, enquanto algumas das personagens mais intrigantes tiveram uma participação reduzida - pobres Brienne of Tarth ou Melisandre, com tão pouco para fazer -, outras com mais tempo de antena são já meras muletas do argumento (Bran Stark, numa função que já vem de trás) ou estão a caminho disso (Sam Tarly e a sua nada credível cura de Jorah Mormont).

 

Theon_Greyjoy

 

Se entre tantas limitações o balanço pode parecer negativo, no seu melhor "A GUERRA DOS TRONOS" mostrou ser mesmo um caso à parte na televisão actual - e merecedora do culto invulgar que tem consolidado. Os primeiros episódios da temporada conseguiram conjugar intriga palaciana e injecções de adrenalina com uma habilidade assinalável, deixando momentos altos no ataque de Euron Greyjoy ao navio dos sobrinhos ou na batalha que opôs o exército de Jaime Lannister à Mãe dos Dragões.

 

Os reencontros dos Stark, há muito ansiados, sobressaíram entre os laços refeitos (tendência alargada no início do último episódio) enquanto que Cersei Lannister, sendo ou não a rainha, segue bem posicionada na corrida a vilã mais memorável da saga. A personagem da excelente Lena Headey é ainda das que têm um percurso mais coerente, ao lado do mais subestimado Theon Greyjoy, cujo caminho entre a perdição e a redenção manteve todas as nuances que ajudam esta saga a fazer a diferença. O maior desafio da oitava e última temporada, mais do que encher o olho com um combate entre os vivos e os mortos, é mesmo ser capaz de olhar desta forma para tantas (óptimas) personagens em tão poucos episódios...

 

3,5/5