
Entrevista a George R. R. Martin, autor de «A Guerra dos Tronos»

Os Pet Shop Boys editaram em Março o seu décimo disco de originais, "Yes", que apesar de irregular ainda é o melhor álbum da dupla britânica em muitos anos - ou não contasse com "Love Etc.", um dos singles mais fortes de 2009.
Mas este post não pretende centrar-se na fase mais recente de Neil Tennant e Chris Lowe, antes recordar um dos seus episódios da década passada.
Em 1994, uma brincadeira com samples da série televisiva "Absolutely Fabulous" acabou por dar origem a uma canção homónima e o resultado é um dos mais delirantes já gerados pelos Pet Shop Boys - que aqui, como noutros momentos da sua discografia, não têm medo de se atirar à electrónica mais duvidosa (para não dizer irresistivelmente chunga).
Embora editado como single, o tema não integra nenhuma compilação da banda, o que é mais um motivo para o revisitar. Abaixo fica o videoclip, onde participam as inimitáveis Jennifer Saunders e Joanna Lumley - mais conhecidas como Edina e Patsy:
Pet Shop Boys - "Absolutely Fabulous"

Assinala-se hoje o Dia Mundial Contra a Pena de Morte, e para marcar a data o Canal História exibe, às 16h e às 23h, o documentário "O Último Condenado", centrado no tema e em particular na experiência do espanhol Joaquín José Martínez, que esteve quatro anos no corredor da morte, nos EUA, até provar a sua inocência.
O ex-condenado estará, de resto, presente em Portugal (Lisboa, Porto e Coimbra) na próxima semana para participar em três conferências promovidas pela Amnistia Internacional.
Abaixo deixo a reportagem que fiz sobre o tema, com entrevistas aos autores do documentário, Alexandrina Pereira e Rui Pinto de Almeida, e ao criminologista César Afonso:

Ainda não vi nenhum episódio completo d' "Os Contemporâneos", mas só a excelente personagem do Chato, interpretada por Nuno Lopes, já mais do que justifica a existência do programa. Pelo menos nos sketches que originou até agora, incisivos e hilariantes como há muito não via no humor que se faz por cá.
Não admira que frases como "Queres é aparecer!" ou "Vai mas é trabalhar!" rapidamente se tenham instalado tanto em conversas entre copos, no metro ou no msn, e têm funcionado sempre muito bem nas diferentes vítimas que a personagem massacra de semana a semana.
A mais recente foi Pacman, dos Da Weasel, cujo vídeo deixo aqui, mas não resisto a relembrar também dois dos anteriores que não me canso de rever:
O Chato e Pacman
O Chato e a velhinha
O Chato e o anão

É caso raro, mas esta noite vale a pena ficar em casa em frente à televisão, e mais estranhamente ainda, a seguir um dos canais nacionais. O motivo? A RTP2 estreia duas das mais arrojadas, aplaudidas e politicamente incorrectas séries do momento, "Erva" (Weeds), às 22h40, e "Californication", às 23h10.
"Erva" não é novidade por cá, uma vez que as duas primeiras temporadas foram exibidas há poucos meses. A terceira, contudo, arranca hoje e, depois do final do último episódio da anterior, marcado por uma excelente e sufocante gestão do suspense, é aguardado com muita expectativa.
Já "Californication" tem hoje a sua estreia absoluta e possibilitou a David Duchovny afastar-se da personagem de Fox Mulder. Numa série nos antípodas de "Ficheiros Secretos", o protagonista tem de lidar com a sua dependência de álcool, drogas e sexo, situação que motiva invulgares cruzamentos de comédia e drama. A conferir daqui a algumas horas...


Já tinha ouvido falar da entrevista que a brasileira Marília Gabriela tinha feito a Madonna por alturas do lançamento de "Ray of Light" (1998), sobretudo pelos comentários algo depreciativos que a jornalista fez à cantora, mas nunca a tinha visto.
Tal como mil outras coisas de que já ninguém se lembra, está obviamente no YouTube, e depois de ver as cinco partes da conversa não sei o que é mais constrangedor: se o inglês ou a maioria das perguntas da entrevistadora.
E eu que pensava que a entrevista mais embaraçosa para a rainha da pop tinha sido aquela interrompida por Courtney Love...

Com tantas séries para acompanhar, vi finalmente o primeiro episódio da segunda temporada de "Heroes", esta noite na Fox.
Parece que, tal como na anterior, as coisas vão demorar a aquecer, pelo menos a julgar por este arranque algo morno, que introduz duas personagens latinas um bocado estereotipadas e tem uma "surpesa" no final que não é lá muito inesperada. Ainda assim, como não faltaram motivos de interesse em alguns episódios da primeira temporada, esta merece o benefício da dúvida.

Depois de ter perdido a estreia na semana passada, hoje já consegui espreitar um episódio de "Dexter", para muitos uma das melhores séries do momento (sendo que a concorrência é muito forte).
Intrigou-me o suficiente para passar a estar atento à RTP2 nas noites de quarta-feira, embora não esperasse menos de algo que reúne o excelente Michael C. Hall, aqui com uma aura gélida e sarcástica muito distante do seu papel em "Sete Palmos de Terra", e Michael Cuesta, um dos meus novos realizadores preferidos ("L.I.E. - Sem Saída", "Aos 12 e Tantos"), que dirigiu os primeiros episódios.
A acompanhar para confirmar se o hype se justifica.
Neste domingo, antes e depois do trabalho tive tempo para ver no pequeno ecrã um regresso e uma revisitação a duas das masterminds mais intrigantes da televisão dos últimos anos - ainda que desta vez o tenham sido menos do que o habitual.

Mike Scofield volta à cela na terceira temporada de "Prison Break", cujo primeiro episódio - exibido à tarde na RTP1 - é um setup que apresenta competentemente o novo cenário e personagens e parece retomar o modelo inicial da série.
Apesar do contexto diferente não houve aqui grandes inovações, por isso espera-se que venham nos episódios seguintes, que têm a complicada tarefa de suceder a uma boa primeira temporada e a uma segunda que a superou e ofereceu uma quase imbatível gestão do suspense.
Também oriundo de uma série, embora de anime, Spike Spiegel é o protagonista de "Cowboy Bebop: The Movie", que finalmente apanhei, quase por acaso, no Hollywood já pela noite dentro. A experiência resulta melhor se encarada como um episódio mais extenso da série do que como uma longa-metragem, já que não há aqui nada que não pudesse ser contado por lá.
O protagonista continua a ser uma espécie de Corto Maltese high-tech e o filme preserva atmosfera entre o cool e o poético da série, com um bom equilíbrio de humor, drama e acção - com banda-sonora sempre a condizer -, mas arrisca menos do que esta e é vítima de um argumento demasiado formulaico.
É claro que, tanto um exemplo como o outro, mesmo estando longe dos seus melhores momentos, ainda são do que mais recomendável há para ver na TV.



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