Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

QUERIDA FAMÍLIA

“A Jóia da Família” (The Family Stone), de Thomas Bezucha, chama desde logo a atenção pelos nomes carismáticos e talentosos que integram o seu elenco - como Sarah Jessica Parker, Diane Keaton, Claire Danes ou Luke Wilson -, e o facto de se tratar de uma comédia dramática e algo negra sobre as relações familiares desperta alguma curiosidade, uma vez que o tema, apesar de já muito explorado, é sempre material para retratos com potencial.

Infelizmente, após o visionamento do filme o que se constata é que este vale mesmo quase só pelos actores, uma vez que o argumento desaproveita uma premissa com algum interesse.

Sarah Jessica Parker interpreta Meredith, uma mulher cosmopolita e bem-sucedida que vai finalmente ser apresentada aos seus futuros sogros durante o jantar de Natal da família Stone, mas ao chegar a casa destes apercebe-se que as reacções à sua presença se tornam cada vez mais hostis e indelicadas, aumentando o seu já considerável nervosismo e tornando este primeiro contacto num concentrado de episódios embaraçosos.

“A Jóia da Família” aparenta, ao início, ser um filme suficientemente entusiasmante, mas aos poucos vai perdendo o fôlego por apresentar personagens que nunca chegam a convencer, situações forçadas e inverosímeis, uma mistura pouco coesa de drama e comédia e, sobretudo, cenas de um gritante moralismo, que levam a que a película se espalhe ao comprido quando tenta abordar assuntos polémicos e mediáticos como a homossexualidade (que dificilmente poderia ser tratada de uma forma mais politicamente correcta e manipuladora).

As supostas cenas de humor pisam demasiadas vezes o ridículo – embora haja alguns gags bem conseguidos - e enquanto drama o filme é bastante light e superficial, ancorando-se em personagens sem grande densidade.

Como os desempenhos dos actores são globalmente seguros e o ritmo da narrativa, assim como a realização, são geridos com competência, “A Jóia da Família” não se torna numa obra desagradável, mas no final a sensação que fica é sobretudo um misto de indiferença (por não se encontrar aqui nada de novo ou memorável), incredulidade (devido às abruptas reviravoltas amorosas, que só acontecem mesmo nos filmes) e alguma simpatia (pelas cenas entre Sarah Jessica Parker e Luke Wilson, ou por Rachel McAdams voltar a evidenciar, depois de "Red Eye" ou "Os Fura-Casamentos", que é uma das jovens actrizes mais luminosas de Hollywood).
E O VEREDICTO É: 2,5/5 - RAZOÁVEL

13 comentários

Comentar post

Pág. 1/2