Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

VIVE LA FÊTE!


A 8ª Festa do Cinema Francês já chegou a Lisboa e até dia 28 passará por Évora, Coimbra, Almada, Faro e Porto, com 24 filmes inéditos por cá onde se incluem propostas entre a comédia e o drama, a animação e o documentário.
O São Jorge e o Instituto Franco-Português acolhem a inciativa na capital até dia 15, onde a Cinemateca recorda também o policial francês, indo da década 30 à de 90, e a RTP2 oferece uma programação especial com curtas e longas-metragens aos fins-de-semana.

A abertura fica a cargo do musical "As Canções de Amor", do cada vez melhor Cristophe Honoré ("Minha Mãe", "Em Paris"), hoje no cinema São Jorge, e quem não conseguir vê-lo aí pode - e deve - apanhá-lo numa sala a partir de dia 18, data da estreia nacional. Mais informações no site oficial.

A CASA DE CAMPO

"Pintar ou Fazer Amor" (Peindre ou Faire L'Amour) é o primeiro filme dos irmãos Arnaud e Jean-Marie Larrieu a estrear em Portugal, e mesmo que chegue com algum atraso - data de 2005 e concorreu à Palma de Ouro em Cannes no mesmo ano - ainda vem a tempo de evidenciar os méritos da dupla francesa.

É uma obra que merece relevo, desde logo por focar um tema não muitas vezes retratado: a relação de um casal de meia-idade, onde a sua vida sexual é alvo de considerável atenção. "O Odor do Sangue", de Mario Martone, que estreou por cá no início do ano, era outro dos raros títulos recentes a incidir na mesma temática, ainda que as situações e o tom dos filmes sejam bem distintos.

Outro motivo que joga a favor desta obra é o par protagonista, composto por dois nomes fortes do cinema francês: Daniel Auteuil, um dos seus rostos mais reconhecíveis, e Sabine Azéma, popularizada sobretudo pelos seus papéis em filmes de Alain Resnais.
O duo interpreta um casal de meia-idade que, depois de dar por terminada a vida profissional, muda-se da cidade para o campo, encetando uma amizade crescente com o presidente da junta de uma localidade vizinha e com a sua esposa.

"Pintar ou Fazer Amor" olha com complexidade e inteligência para a relação de um casal unido há décadas, focando a rotina em que o seu dia-a-dia acaba por cair mas também as tentativas de alteração do status quo, quando uma rebeldia quase adolescente convida a uma procura de novas experiências. Novas e com tanto de excitante como de inquietante, uma vez que impõem um teste ao equilíbrio e consistência da relação.

A acção decorre num cenário campestre, plácido e aprazível, embora os realizadores façam, pouco a pouco, a desconstrução de lugares-comuns associados à tranquilidade da vida rural, contaminando as situações com uma tensão emocional que se vai insinuando sem que nem o espectador nem as personagens se apercebam muito disso, pelo menos até ao ponto em que o contexto já mudou drasticamente.

A atmosfera vai passando de serena a lânguida, os protagonistas deixam de reconhecer ou decifrar parte dos seus comportamentos e do ritmo lento da narrativa emana, subtilmente, uma aura enigmática (o que não impede, ainda assim, que a monotonia tome conta de algumas sequências) .

Apesar de "Pintar ou Fazer Amor" relatar episódios da vida conjugal - e, como o título indica, sexual -, rege-se sempre por uma sobriedade assinalável, mantendo-se longe de cenas "sórdidas" e "escaldantes", provando que muitas vezes a sugestão funciona melhor do que a revelação, sendo graficamente discreto.

Recusando de dramatismos telenovelescos e demonstrando maturidade na caracterização das personagens - o elenco é também exemplar na transmissão de realismo -, este é um bom filme sobre adultos e para adultos, algo que não vai chegando muito ao grande ecrã, e que por isso merece não passar despercebido.

E O VEREDICTO É: 3/5 - BOM

DIA MUNDIAL DA MÚSICA



Os Cansei de Ser Sexy dizem mais ou menos o que acho (enfim, a parte em português já não subscrevo tanto). Bom dia e bons sons :)

From all the drugs the one i like more is music
From all the junks the one i need more is music
From all the boys the one I take home is music
From all the ladies, the one I kiss is music
Music is my boyfriend
Music is my girlfriend
Music is my dead end
Music's my imaginary friend
Music is my brother
Music is my great grand daughter
Music is my sister
Music is my favorite mistress

From all the shit the one I gotta buy is music
From all the jobs the one I choose is music
From all the drinks I get drunk of music
From all the bitches the one I wanna be is music
Music is my beach house
Music is my hometown
Music is my king size bed
Music's where I meet my friends
Music is my hot hot bath
Music is my hot hot sex
Music is my backrub
My music is where I'd like you to touch

Claro que sim, fui escoteira mirim
direto da escola não não ia cheirar cola
nem basquete, pebolim
o que eu gosto não é de graça
o que eu faço não é faaarsaaa
tem guitarra, bateria, computador saindo som
alguns dizem que é mais alto que um furacão

Perto dele eu podia sentir
saía de seu olho e chegava em mim
sentada do seu lado eu queria encostar
faria o Tigela até o sol raiar
debaixo do lençol ele gemia em ré bemol
fiquei tensa, mas tava tudo bem
tudo bem
ele é fodão mas eu sei que eu sou também
ele é fodão mas eu sei que eu sou também
ele é fodão mas eu sei que eu sou também
ele é fodão mas eu sei que eu sou também
ele é fodão mas eu sei que eu sou também

"Music Is My Hot Sex", Cansei de Ser Sexy

Pág. 6/6