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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Sim, mais um post sobre os Ladytron

 

Mas acho que se justifica, já que é para avisar que "Velocifero", o seu quarto disco, pode ser ouvido na íntegra no myspace da banda embora só seja editado a 3 de Junho. É de aproveitar, pelo menos por estes lados tem lugar cativo no melhor que a música de 2008 trouxe até agora.

 

Como ainda não há videoclips de nenhum tema novo - mas já se sabe que "Ghosts" é o primeiro single -, deixo aqui o de "Sugar", um dos mais trepidantes temas do antecessor "Witching Hour".

 

 

Ladytron - "Sugar"

 

Missão por cumprir

Com o primeiro filme estreado em 1980, desde então Johnnie To tem realizado dois a três por ano, uma média que o inscreve entre os cineastas mais prolíficos do momento e, também, entre os mais aplaudidos, já que títulos como "A Hero Never Dies" (1998), "Exiled" (2006) ou "The Mission" (1999) alcançaram um aplauso quase global.

 

Este último move-se num dos seus géneros de eleição, o thriller, que facilmente se distingue do de muitos realizadores conterrâneos de Hong Kong, ainda que nem sempre para melhor. No argumento o filme não acrescenta muito, focando cinco assassinos encarregues de proteger um poderoso chefe do crime que sobreviveu por pouco a uma tentativa de homicídio e mantém-se como um alvo a abater.

 

 

Formalmente, To demonstra em alguns momentos aquilo que muitos o levam a considerá-lo como um dos mais elegantes estetas do cinema asiático actual, através de cenas de acção que substituem a adrenalina a um ritmo mata-cavalos por um sequências de suspense mais pausadas e lacónicas. Uma sequência de tiroteio num centro comercial é disso exemplo, minuciosamente orquestrada e com direito a alguns enquadramentos fulgurantes.

 

É pena que esta ocasional subtileza visual raramente tenha contraponto na construção de personagens, que só lá para o final é que começam a afastar-se de frágeis caricaturas, numa banda-sonora nem sempre oportuna (e frequentemente anacrónica) ou num argumento genérico que também só entusiasma nos últimos vinte minutos - embora não muito, fechando com um desenlace que se julga surpreendente mas que acaba por cair na inconsequência.

 

 

Há ideias que resultam individualmente, como as cenas temperadas com um humor peculiar - as do cigarro "pirotécnico" ou de um discreto jogo de futebol improvisado num escritório -, lufadas de ar fresco num pouco imaginativo jogo do gato e do rato que se esgota ao fim de algum tempo.

 

Como um todo, "The Mission" é um filme desequilibrado que nunca chega a explorar convenientemente questões de honra, lealdade e companheirismo entre o quinteto protagonista, que apenas são abordadas com algums intensidade na recta final - mesmo que aí já seja tarde demais e a forma como contrastam com a leveza dramática dos momentos anteriores quase levem a pensar que se trata de outro filme. Mas não, é o mesmo, e infelizmente faz parte dos desapontantes.

 

 

"The Mission" é um dos filmes da programação da quinta edição do IndieLisboa

 

Estreia da semana: IndieLisboa

A completar a sua meia década de vida, o IndieLisboa arranca hoje e está até dia 4 de Maio no Fórum Lisboa, Teatro Maria Matos e cinemas Londres e São Jorge.

Johnnie To, José Luis Guerín e o Novo Cinema Romeno são os Heróis Independentes deste ano e a programação do festival inclui mais de 230 filmes inéditos distribuídos pelas já habituais secções Observatório, Competição, Laboratório, IndieMusic, IndieJúnior ou Director's Cut.

 

Tal como no ano passado e nos anteriores, andarei por lá e deixarei aqui diariamente impressões do que for vendo (haja fôlego para isso, mas é uma overdose benigna). Se estão a considerar ir mas não sabem por onde começar, podem ver os trailers de alguns filmes divididos por dia.

 

Entretanto eu e a Inês andámos em correrias ao tentarmos falar com algumas figuras associadas ao cinema independente. O resultado possível está no vídeo abaixo (e nas entrevistas à realizadora Cláudia Tomaz e ao jornalista da "Sight and Sound" Charles Gant):

 

 

Afinal o que é ser indie?

 

Conspiração Z

aqui falei do CineBox, a iniciativa mensal desenvolvia pelo MusicBox em que é exibido um filme escolhido por Bruno de Almeida (realizador do recente "The Lovebirds"). Desta vez a obra contemplada é "Z", de Costa-Gavras, considerado por muitos um dos melhores títulos da filmografia do cineasta.

 

 

Vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1969 (e nomeado para o de Melhor Filme), este thriller político baseia-se numa conspiração governamental e é um dos casos onde a realidade é mais estranha do que a ficção, uma vez que se inspira no assassinato do líder pacifista grego Gregoris Lambrakis.

 

"Z" é exibido esta noite, pelas 22h30, e a entrada é gratuita.