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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Concerto-relâmpago

 

Depois de M.I.A. e Santogold chega Ebony Bones, que trouxe este sábado a Lisboa a pop tribal da primeira combinada com o pós-punk colorido da segunda.

A acreditar em boa parte da imprensa britânica, esta é uma das figuras com mais potencial em 2008, apesar de ainda não ter nenhum álbum editado e da rápida impressão assentar nas escassas canções divulgadas e em elogios de gente como Timbaland.

 

O pouco material gravado foi evidente no concerto do MusicBox, que não contou com mais de meia dúzia de temas e dificilmente terá chegado aos 40 minutos.

Não impediu, ainda assim, que a actuação tenha sido eficaz, já que a cantora londrina não deixou de se movimentar freneticamente no palco e de incentivar grande parte do público a acompanhar os seus passos, o que quase disfarçou a pouca duração do concerto e a excessiva semelhança entre as canções.

 

A overdose de energia, com direito a apitos e percussão endiabrada, soube bem mas também a pouco, e deixou uma desagradável sensação de que a cantora e a banda estavam ali só para despachar mais um concerto - o que não será grande táctica para conquistar admiradores num início de carreira, convenhamos.

 

Mais longa e, estranhamente, com mais público, a primeira parte ficou a cargo de Romi Anauel, vocalista dos Terrakota que se apresentou pela primeira vez ao vivo com o seu projecto a solo. Não dispensou, contudo, a colaboração de vários músicos, e entre momentos sedutores e outros algo monótonos apresentou uma curiosa mistura de dub, reggae, jazz ou electrónica. A acompanhar.

 

 

Ebony Bones - "Don't Fart on my Heart (Live)"

 

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