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Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Os Azeitonas

"The E.N.D. (Energy Never Dies)", o quinto e novo disco dos Black Eyed Peas, não será propriamente essencial mas talvez ainda se destaque como o mais interessante do quarteto norte-americano.

 

Canções como "Boom Boom Pow" ou "Rock That Body" remetem mais para uns Buraka Som Sistema produzidos pela Ed Banger do que para os êxitos anteriores da banda e Boys Noize chega a produzir um tema - também anda por lá David Guetta, é verdade, mas não se pode acertar sempre...

 

No vídeo abaixo dois elementos do grupo, Taboo e apl. de. ap, falam sobre esta vertente mais electrónica do disco e da forma como se reflecte nos concertos da digressão actual:

 

 

Entrevista aos Black Eyed Peas

 

Geração xx

 

E quando já se julgava impossível, em 2009 ainda há bandas que resgatam ambientes do pós-punk e são capazes de surpreender.

 

É o caso dos londrinos The xx, cujas canções evocam atmosferas urbanas e soturnas mas contam também com um sabor indie pop doce e aconchegante  - e que têm em nomes tão díspares como Aaliyah, Chromatics ou The Cure influências assumidas.

 

O resultado, no entanto, soa a um eventual encontro entre The Kills, Piano Magic e uns The Blow mais sombrios, comparação que ainda assim é redutora.

 

Por isso, nada como ouvir "xx", o disco de estreia deste quarteto adolescente (os elementos mais velhos têm apenas 19 anos), com edição agendada para o próximo dia 17. 

 

Aqui fica o videoclip do primeiro single:

 

 

The xx - "Crystalised"

 

Pop à prova de bala

Primeiro foi "Quicksand". Depois, "In for the Kill". E, mais recentemente, "Bulletproof". Estes três singles, bem recebidos por algumas rádios e televisões e ainda mais por inúmeros blogs, tornaram o disco de estreia dos La Roux num dos mais aguardados de 2009 - pelo menos dentro da electrónica de maior visibilidade.

 

Depois da espera, o álbum homónimo serve agora um dos mais eficazes concentrados de synth pop do ano, com canções cujo apelo melódico e vertente dançável pouco ou nada ficam a perder na comparação com os dos temas de avanço.

 

 

 

Embora a face visível dos La Roux seja a vocalista e compositora Elly Jackson - a ruiva que dá nome ao projecto -, o disco surge da sua colaboração com Ben Langmaid, teclista e produtor que raramente se mostra aos media.

 

Originária de Brixton, em Inglaterra, a dupla tem suscitado comparações com outros duos que marcaram a pop britânica há duas décadas, caso dos Soft Cell e sobretudo dos Yazoo. E percebe-se porquê, com a voz atípica e nem sempre imediata de Jackson a lembrar o também peculiar registo de Alison Moyet.

 

Mas por aqui passam ainda ecos de uns Eurythmics, já que a imagem da metade feminina dos La Roux herda traços dos dias mais estilizados e andróginos da também ruiva Annie Lennox. Estas fortes marcas do passado não invalidam paralelismos com nomes mais recentes ao longo do alinhamento.

 

 

"Tigerlily" podia passar por um dos momentos mais in your face dos Ting Tings e tanto "Colourless Colour" como "As If by Magic" não andam longe do que se ouve no disco de estreia de Ladyhawke.

"La Roux" percorre, assim, territórios sonoros familiares, e esse cenário reconhecível manifesta-se ainda mais nas letras, todas monotemáticas e com as habituais reflexões sobre relações amorosas - apesar de Jackson garantir, em "I'm Not Your Toy", que esta não é só mais uma história de rapazes e raparigas.

 

A familiariedade é, no entanto, orgulhosamente assumida num disco despretensioso capaz de oferecer, a espaços, alguns retratos envolventes - ouça-se o melodrama tão imberbe quanto irresistível de "Cover My Eyes" ou a urgência de "Growing Pains".

E a voz mutante de Jackson, que vai do falsete extremo (e por vezes cansativo) a um tom mais delicodoce, consegue conferir personalidade suficiente a um apelativo conjunto de canções.

Pode não ser disco para relembrar no final do ano, mas por agora dá-se muito bem com estes dias (e noites) de Verão.

 

 

 

La Roux - "Bulletproof"

 

Estreia da semana: "Inimigos Públicos"

 

Como se não bastasse ser realizado por Michael Mann ("Miami Vice", "Colateral"), "Inimigos Públicos" é protagonizado por Johnny Depp e Christian Bale, fortes argumentos para o tornarem numa das estreias com mais potencial desta temporada de Verão.

 

Por isso, talvez valha a pena abdicar de umas horas de praia ou esplanada e dedicar algum tempo a este thriller centrado no período da Grande Depressão, onde um agente do FBI (Bale) procura um líder de gangsters (Depp), considerado o Inimigo Público Número Um.

 

E já que na semana passada não se fez por aqui o habitual destaque à estreia da semana (Paredes de Coura meteu-se à frente), fica a ainda a sugestão para um dos filmes mais recomendáveis em cartaz: "Duplo Amor", de James Gray, belo sucessor de "Nós Controlamos a Noite" (o melhor filme de 2008).

 

A outra estreia:

 

"17 anos, Outra Vez!", de Burr Steers

 

 

e-Cinema: Os gangsters estão de volta

 

Que bem que se esteve no campo (mesmo em modo workaholic)

 

O cartaz de Paredes de Coura deste ano pode não ter sido dos melhores de sempre do festival, mas ainda assim o balanço foi satisfatório.

 

Desde os cabeças de cartaz - todos defenderam muito bem o título - a boas supresas ou confirmações como os Blood Red Shoes, Kap Bambino ou Howling Bells (na foto), os quatro dias de música levaram bons concertos ao Minho.

 

Aqui ficam os links para os artigos com o acompanhamento diário e os vídeos de alguns concertos e entrevistas, feitos por mim e pelo Eduardo Santiago (que também tirou fotos):

 

29 de Julho: A hora do lobo

30 de Julho: Ontem à noite: Franz Ferdinand!

31 de Julho: Uma noite de regresso e de despedida

1 de Agosto: O melhor guardou-se para o fim

 

 

Patrick Wolf

 

 

Franz Ferdinand

 

 

Supergrass

 

 

Nine Inch Nails

 

 

Peaches

 

 

Mundo Cão

 

 

The Hives

 

 

Portugal. The Man em entrevista

 

 

Praia sem banhos

 

 

Os artistas mais concorridos

 

 

O ambiente de Paredes de Coura

 

 

Piruças, o cão mais popular do festival

 

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