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Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Uma noite, três sugestões

É verdade que o frio não parece querer deixar Lisboa tão cedo, mas o cartaz musical da capital apresenta argumentos para, pelo menos esta noite, enfrentar as temperaturas pouco convidativas. Aqui ficam três sugestões para dar as boas-vindas ao fim-de-semana:

 

Primeiro aniversário do Green Tone Bits

 

 

22h30 (e até às 02h00), Bar Ogâmico: As sessões de MP3Jing servidas pelo Ricardo Mestre (AKA Pseudónimo) arrancaram há um ano e, desde então, têm divulgado todos os meses nova música feita por artistas de netlabels.

Maioritariamente electrónica (embora em várias vertentes), cada sessão pode ser acompanhada online, em directo, mas quem passar pelo Ogâmico também pode levar a playlist para casa, já que esta está disponível para partilha (basta levar um leitor de MP3). A entrada é gratuita e para mais informações é só passar pelo site.

 

Paco Hunter

 

 

23h30, Cabaret Maxime: A dupla composta pelos irmãos PZ e Zé Nando Pimenta é uma das apostas da Meifumado Fonogramas, editou o disco de estreia, "Nº1 in Acapulco", no ano passado e tem andado a apresentá-lo em vários palcos.

Esta noite passa pelo do Maxime, ambiente que condiz bem com a sua mistura lânguida , descomprometida e espirituosa de rock, folk, jazz e country. Acima fica o videoclip de "Tishomingo" e há mais canções para escuta no myspace do duo.

 

Osso Vaidoso: Ana Deus + Alexandre Soares

 

 

00h00, Cinema São Jorge: Integrado no ciclo "Sexta, Meia Noite e Uma Guitarra", o espectáculo que junta dois terços dos Três Tristes Tigres promete canções inéditas com letras de Regina Guimarães - precisamente o outro elemento do trio que fez, nos anos 90, algumas das canções mais eloquentes da pop nacional.

Mas a actuação não assinala um regresso da banda, antes os primeiros passos de um novo projecto, segundo contou Ana Deus à Alice Barcellos na entrevista do vídeo acima.

 

Estreia da semana: "Um Homem Singular"

 

Até aqui conhecido como estilista, o norte-americano Tom Ford não tem recebido menos elogios na sua estreia como realizador. Em particular pela direcção de actores, já que "Um Homem Singular" deu a Colin Firth aquele que pode muito bem ser o papel da sua vida - num desempenho premiado em Veneza e nomeado para os Óscares - e tem ainda como trunfos Juliane Moore ou Nicholas Hoult (a criança - que entretanto cresceu - de "Era uma Vez um Rapaz", de Chriz Weitz).

 

Baseado no livro homónimo de Christopher Isherwood, este drama ambientado na década de 60 acompanha a rotina de um professor universitário (Firth) após a morte do seu companheiro. O apoio da sua amiga de longa data (Moore) não parece ajudá-lo a superar a perda, mas o contacto com um aluno (Hoult) oferece pistas para um recomeço - e a avaliar pelas muitas reacções positivas, Ford desenvolve-o de forma interessante.

 

Outras estreias:

 

"Bobby Cassidy: Counterpuncher", de Bruno de Almeida

"O Lobisomem", de Joe Johnston

"Um Homem Sério", de Ethan e Joel Coen

"Uma Outra Educação", de Lone Scherfig

 

 

e-Cinema: Os irmãos Coen de volta à comédia negra

 

25 anos dos Mão Morta (2): 5 anos, 4 discos

 

Em 1988 surpreenderam com a "rudeza" e "pedrada" do primeiro álbum, homónimo, gravado em apenas três dias. "Era um disco completamente diferente do que se fazia, do pouco que se fazia", recorda Adolfo Luxúria Canibal.

 

Em apenas cinco anos, os Mão Morta editaram mais três álbuns, do "disco de ressaca" "Corações Felpudos" (1990) ao "de urgência", "O.D. Rainha do Rock and Crawl" (1991).

Mas o melhor, na opinião do músico e de muitos fãs, guardou-se para o fim destes quatro anos. "Mutantes S.21" (1992) "foi o primeiro disco que fizemos em que o resultado final correspondeu ao que tínhamos idealizado", confessa o vocalista da banda de Braga, que recorda mais episódios desta primeira fase do grupo no vídeo abaixo:

 

 

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