A new rave morreu, viva a new rave!

Klaxons e Dusk at the Mansion actuaram no MusicBox
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Klaxons e Dusk at the Mansion actuaram no MusicBox

Os singles de "Night Work" podem induzir em erro. O primeiro, "Fire With Fire", é talvez a canção menos interessante do álbum, com um tom épico que soa a uma resposta à também cansativa "Human", dos Killers. O segundo, "Any Which Way", mantém o tom boémio que os Scissor Sisters sedimentaram nos dois álbuns anteriores, mas é dos poucos momentos que se esgota num simpático pastiche dos Bee Gees.
As referências desta vez são outras, com um eclectismo que tanto sugere os Talking Heads (na acelerada "Running Out") como os Fischerspooner (nos rodopios viciantes de "Something Like This"), os Soft Cell (no negrume vertiginoso de "Sex and Violence") ou os Goldfrapp (nos sussurros aveludados de "Skin This Cat").
O resultado final, no entanto, soa inequivocamente a Scissor Sisters, naquele que é o seu álbum mais consistente. E também o mais denso, já que, mesmo não sendo assumidamente conceptual, centra-se quase sempre em relatos de aventuras nocturnas e urbanas - nem sempre tão optimistas como a música por vezes sugere, ainda que a banda não abdique do sentido de humor.
A produção de Stuart Price amarra um alinhamento que poderia cair na dispersão e sir Ian McKellen é a cereja em cima do bolo, cujo spoken work dá brilho ao já de si glorioso final com "Invisible Light". Posto isto, fica a dúvida: disco pop do ano?


El Guincho, Toro Y Moi e Noiserv actuaram no MusicBox

21ª edição do Amadora BD arranca hoje

François Ozon já foi da comédia descabelada - e não muito engraçada ("8 Mulheres") - ao thriller psicológico e intertextual ("Swimming Pool") passando pelo folhetim de época mais ou menos irónico ("Angel"), e isto só nos seus filmes mais mediáticos.
Mas foi através do drama conjugal ou existencial - "5x2" e "O Tempo que Resta", respectivamente - que deixou algumas das suas obras mais conseguidas, pelo menos das que chegaram a salas portuguesas.
Felizmente, "O Refúgio" parece inserir-se nestas últimas categorias, concentrando-se no quotidiano de uma jovem grávida que se instala numa casa de campo isolada enquanto lida com a morte recente do namorado... até que a chegada do irmão deste anuncia um eventual virar de página.
Protagonizado por Isabelle Carré, Louis-Ronan Choisy e Melvil Poupaud, o filme teve passagem recente por cá na Festa do Cinema Francês e a partir de hoje pode ser visto em mais salas (mas não muitas, para não variar...).
Além de "O Refúgio", ha mais sete estreias esta semana.
e-Cinema: Os mistérios de um filme português premiado