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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Um final de semana com nuestros hermanos

Fotograma de 'Lúcia e o Sexo', de Julio Medem

 

No post anterior falava-se de cinema e da crise económica. Neste os dois temas voltam a juntar-se numa iniciativa amiga da carteira, já que é de entrada livre.

 

A terceira edição do Ciclo de Cinema Espanhol arranca esta noite no Cinema São Jorge, em Lisboa, e além de ser gratuita tem a seu favor um cartaz apelativo.

 

Até domingo, passam pela sala da Avenida da Liberdade filmes de diferentes épocas e sensibilidades, ou não fosse esta mostra centrada nos contrastes entre a Espanha do passado e do presente.

 

Entre as obras mais antigas inclui-se "Bienvenido Mr. Marshall!", de Luis García Berlanga, o filme de abertura do ciclo. Já as mais recentes, em destaque no fim-de-semana, são quase todas de Julio Medem, mas ainda há espaço para (re)ver o muito recomendável "Mar Adentro", de Alejandro Amenábar, ou o também premiado "Tapas", de Juan Cruz e José Corbacho (inédito em salas nacionais). A programação completa, horários e sinopses podem consultar-se aqui. A espreitar, até porque não se paga mais por isso...

 

Estreia da semana: "Inside Job - A Verdade da Crise"

 

A crise toca a todos e o cinema não é excepção. E quem quiser vê-la - e compreendê-la - no grande ecrã talvez tenha uma proposta interessante em "Inside Job - A Verdade da Crise".

 

Para o norte-americano Charles Ferguson, a crise económica de 2008 podia ter sido contornada - ou pelo menos minimizada - e o seu documentário tenta mostrar como. E assim juntou aqui depoimentos de nomes fortes de várias frentes - política, economia, comunicação social - numa investigação agora conduzida pela voz de Matt Damon (não por acaso, um dos actores mais militantes de Hollywood).

 

Claro que para ver as suas conclusões há que deixar mais um pequeno rombo na carteira, mas talvez resulte num bom investimento.

 

Esta semana estreiam mais quatro filmes nas salas nacionais

 

 

e-Cinema: Bruce Willis lidera assassinos reformados

 

Fundo de catálogo (54): Interpol

 

 

Quase parece que foi editado ontem, mas o primeiro álbum dos Interpol conta já oito anos. E desde então, poucos discos revisitaram o pós-punk (na sua vertente mais sombria) tão bem como "Turn on the Bright Lights", ainda que não tenham faltado sucedâneos (e sucedâneos dos sucedâneos...).

 

As derivações tanto surgiram através de outras bandas como do próprio grupo de Paul Banks, que nunca quis mudar muito a matriz deixada na estreia. "Interpol", o seu quarto e novo álbum, mantém a tendência, e as suas canções poderão ouvir-se no concerto desta sexta-feira no Campo Pequeno, em Lisboa.

O regresso ao passado, contudo, não deverá ser esquecido, e clássicos como "Stella Was a Diver and She Was Always Down" são presença quase certa no alinhamento. Aqui fica um vídeo do tema ao vivo, em Saint Louis, quando o primeiro disco do grupo nova-iorquino somava ainda poucos meses:

 

 

Revisitações anteriores

 

Cats

 

 

Nunca se metam com um gato. O aspecto fofinho e um pêlo que pede festas escondem um animal tenaz, frio e impiedoso, embora com muito estilo. Ou pelo menos é isso que os Holy Fuck parecem pensar a julgar pelo videoclip de "Red Lights", o novo single do seu terceiro álbum, "Latin" (que, já agora, não é nada mau). Talvez esta abordagem não seja representativa de toda a espécie. Mas mesmo assim será melhor não arriscar, o cão da perseguição de carro que o diga:

 

 

Holy Fuck - "Red Lights"