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Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Masoquista, eu?

Foto @José Sena Goulão/Lusa

 

Arcade Fire no Super Bock Super Rock, o concerto do ano? Os Hercules & Love Affair que me perdoem, mas para já diria que sim.

Na 17ª edição do festival do Meco viu-se, pelo menos, outra grande actuação, em mais um feliz regresso de Lykke Li a Portugal. E até uns Strokes e Portishead alguns furos abaixo do esperado - os primeiros a meio gás, os segundos deslocados - são melhores do que muita coisa.

 

Nota positiva, também, para boas apostas nacionais (X-Wife, PAUS, Noiserv ou The Legendary Tigerman), a confirmar que o melhor do SBSR foi sem dúvida parte do cartaz, porque de resto... do omnipresente pó aos acessos, passando pelas condições do campismo, restauração ou iluminação (em alguns espaços, simplesmente inexistente), tentar fazer um elogio torna-se num desafio hercúleo (e mesmo em relação aos concertos, o som e a visibilidade deixaram a desejar nos do Palco Super Bock).

 

Os Arcade Fire foram muito bons, sim senhor, e ir vê-los até poderia justificar um ou outro sacrifício, mas há diferenças entre um sacrifício pontual e filas e filas de masoquismo festivaleiro. Seja como for, valerá a pena reclamar quando não parecem estar a ouvir-nos?

 

Um adeus sem magia

 

"Tudo acaba", diz a frase promocional de "Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2". E parece que, pelo menos por agora, é mesmo desta que a saga do jovem feiticeiro criado por J.K. Rowling tem um ponto final - para gáudio de muitos e tristeza de outros tantos, como na maioria dos fenómenos.

 

Mas para despedida, o oitavo filme da série sabe a pouco. Pior: não deixa grande sabor, embora dure mais de duas horas. Como alguns episódios anteriores, o que este tem para oferecer é pouco mais do que um jogo de pistas onde a arbitrariedade parece ser lei, os vistosos valores de produção tentam ofuscar a realização impessoal de David Yates e os diálogos são quase todos explicativos e mecânicos.

 

Ainda assim, não se pediriam grandes ideias de cinema caso o entretenimento estivesse assegurado, tarefa que o filme raramente cumpre: este universo já foi explorado até à exaustão e, por isso, dificilmente surpreenderá alguém. Dos ambientes aos truques, já está tudo visto e revisto, situação que nem uma revelação forte, na segunda metade do filme, consegue compensar.

 

Sobram as personagens, e é por alguma afeição que possamos ter por elas que "Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2" merece ser visto - mesmo que o desenvolvimento do trio protagonista saísse a ganhar no filme anterior, mais denso e contemplativo.

 

"Tudo acaba", diz a frase promocional. Neste caso, ainda bem.

 

 

 

30 de 2011

Manda a tradição - ou simplesmente a vontade - que a meio do ano se façam as inevitáveis e muito relativas listas de melhores filmes, discos ou concertos, que pecam quase sempre por defeito. 2011 não foi excepção e, até agora, deixou já muita coisa por ver e ouvir. Algumas falhas serão devidamente corrigidas até finais de Dezembro, noutros casos já não há mesmo nada a fazer. De qualquer forma, aqui fica o balanço possível do primeiro semestre, aberto a sugestões:

 

10 filmes

 

 

1 - "Cisne Negro", Darren Aronofsky

2 - "X-Men: O Início", Matthew Vaughn

3 - "Tournée - Em Digressão", Mathieu Amalric

4 - "Blue Valentine - Só Tu e Eu", Derek Cianfrance

5 - "Jane Eyre", Cary Fukunaga

6 - "Gritos 4", Wes Craven

7 - "Kaboom - Alucinação", Gregg Araki

8 - "O Amor é o Melhor Remédio", Edward Zwick

9 - "Os Agentes do Destino", George Nolfi

10 - "Sem Identidade", Jaume Collet-Serra

 

10 discos

 

 

1 - "Let England Shake", PJ Harvey

2 - "Feel It Break", Austra

3 - "Wounded Rhymes", Lykke Li

4 - "Darkbloom", D'eon & Grimes

5 - "Share the Joy", Vivian Girls

6 - "Wolfram", Wolfram

7 - "Talk About Body", MEN

8 - "Blood Pressures", The Kills

9 - "Generation Indigo", Poly Styrene

10 - "All You Need is Now", Duran Duran

 

10 concertos

 

 

1 - Hercules and Love Affair no Lux

2 - Cut Copy no Coliseu dos Recreios

3 - PJ Harvey na Aula Magna

4 - The Legendary Tigerman no Coliseu dos Recreios

5 - Asian Dub Foundation no Santiago Alquimista

6 - Lamb no Centro Cultural de Belém

7 - Glasser no Musicbox

8 - Glass Candy no Lux

9 - Katy Perry no Campo Pequeno

10 - The Young Gods no Santiago Alquimista

 

Kele está bem vivo e recomenda-se

 

Merecia mais público, mas actuar num recinto quase despido não parece ter intimidado Kele. E foi também por essa dedicação que o vocalista dos Bloc Party assinou, no Palco Super Bock, um dos concertos mais contagiantes do Optimus Alive!11 (e de longe o personal favorite por aqui).

 

Felizmente, houve outros argumentos para passar pelo Passeio Marítimo de Algés nos últimos quatro dias: Chemical Brothers, Jane's Addiction, Patrick Wolf, Friendly Fires, Primal Scream, Foals, Da Chick e mais uns quantos (como os Kaiser Chiefs, que continuam a não saber dar maus concertos).

 

Para o ano há mais, mas só durante três dias, como nas edições anteriores do festival. Entretanto é tempo de parar, descansar e ir a correr para os próximos, que podem acompanhar-se, passo a passo, na versão 2.0 do SAPO On The Hop.