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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Elogio aos Metric

 

No seu álbum anterior, "Fantasies", os Metric dispensaram os préstimos de uma editora sem que a vida deixasse de lhes correr bem: dos muitos e concorridos concertos à participação nas bandas sonoras de "Scott Pilgrim Contra o Mundo" ou "Twilight: Eclipse", o disco foi pelo menos tão bem sucedido como os anteriores.

 

Agora, prestes a editar o seu novo registo, "Synthetica", a banda canadiana tomou uma decisão capaz de causar urticária às vozes mais conservadores da indústria (aquelas que insistem em apontar a internet como um alvo a abater): disponibilizou o álbum na íntegra para audição, no SoundCloud, juntamente com todos os antecessores. Não há como não agradecer, sobretudo quando se tratam de cinco bons discos que raramente se encontram em muitas lojas (nas portuguesas, procurar os mais antigos é um autêntico desafio).

 

As primeiras impressões de "Synthetica" confirmam que o álbum, a editar a 12 de Junho, não foge à regra: a voz de Emily Haines continua adorável e muitas canções são perigosamente catchy. "Youth Without Youth", o primeiro single, serve-se no vídeo abaixo numa versão acústica, gravada para a Rolling Stone, seguido de "The Police and the Private", também ao vivo, retirado do excelente DVD "Live at Metropolis". Mas excelente, excelente era podermos ver os Metric por cá, que a espera já vai longa:

 

Fundo de catálogo (83): Rockers Hi-Fi

 

Há alguns álbuns que, por um motivo ou por outro, combinam particularmente bem com dias de calor. No caso dos Rockers Hi-Fi, essa associação a ambientes estivais estende-se a toda a sua discografia, sempre entre o enérgico e o lânguido, que ajuda a contar parte da história da música de dança dos anos 90.

 

Em "Rockers to Rockers" (1995), "Mish Mash" (1997) e "Overproof" (1998), os britânicos partiram do dub, do hip-hop ou do reggae para chegarem ao trip-hop ou a combinações nem sempre de catalogação óbvia, mas nenhum momento cristalizou essa linguagem de forma tão certeira como "Push Push".

 

Single do primeiro álbum, contou com um sample vocal de "Plague of Zombies", do jamaicano Scientist (que por sua vez samplava "He Can Surely Turn the Tide", do conterrâneo John Osbourne), foi de longe o tema mais popular do grupo e teve repercussão forte nas pistas durante vários anos. Com ou sem sol a acompanhar (mas de preferência com, já agora), vale sempre a pena revisitá-lo:

 

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