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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Animais nocturnos

jamiroquai

 

"Automaton" (2017), o oitavo álbum dos JAMIROQUAI, esteve longe de ser um mau regresso, mas o excelente single de apresentação e faixa-título não chegou a ter correspondência num alinhamento que mostrava, afinal, uma banda (ainda) demasiado igual a si própria - e a contrariar assim o travo mais sintético e futurista do primeiro avanço.

 

De qualquer forma, um passo que foi sobretudo um exemplo de evolução na continuidade ainda trouxe outros momentos meritórios, que embora não sejam capazes de disputar com os singles clássicos dos britânicos justificam que continuemos da dar-lhes alguma atenção.

 

Foi o caso de "NIGHTS OUT IN THE JUNGLE", um dos temas mais hedonistas do álbum e prova de que o grupo ainda consegue ser uma máquina muito bem oleada entre o electrofunk e o disco, com um novelo instrumental onde sintetizadores, baixo, guitarra, flauta ou percussão se entrelaçam e intercalam o protagonismo, lado a lado com o falsete de Jay Kay.

 

O mentor da banda está também no centro do videoclip, incursão nocturna bem menos selvagem do que o título da canção pode dar a entender - e desta vez com o vocalista e apostar no smoking enquanto deixa novos (ou velhos) chapéus em casa:

 

 

Para não desistir da synthpop

Martial Canterel

 

Quando não está ao lado de Liz Wendelbo nos Xeno & Oaklander, Sean McBride dedica-se ao projecto a solo MARTIAL CANTEREL, também ele centrado nos universos da synthpop e da coldwave. Mas esta aventura paralela, além de dispensar a voz feminina, é ligeiramente mais nervosa e sombria, pegando nas pistas que uns Cabaret Voltaire ou Throbbing Gristle começaram a deixar há quatro décadas.

 

Depois de várias edições desde o início do milénio interrompidas no muito recomendável "Gyors, Lassú" (2014), o cantor, compositor, músico e produtor nova-iorquino regressou no final do ano passado com "Lost At Sea", álbum no qual mantém intactos os seus ambientes e influências. E nem precisa de trazer grandes novidades sonoras quando continua a mostrar-se um nome de confiança dentro de uma electrónica analógica, tensa mas dançável, com potencial para também ser abraçada pelos fãs dos Depeche Mode ou OMD.

 

"GIVING UP", o single mais recente, é uma amostra esclarecedora disso mesmo. E tem direito a videoclip apropriadamente nocturno realizado pela colega de McBride, Liz Wendelbo, enquanto convida a descobrir um dos bons discos esquecidos de 2017:

 

 

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