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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Quarteto (ainda) fantástico

Ladytron 2018

 

Estava demorado, mas afinal parece que é mesmo desta... Os LADYTRON estão de volta, sete anos depois do quinto álbum, "Gravity the Seducer" (2011), e por agora revelaram o primeiro single de um disco a editar mais para o final de 2018 - cujo processo de gravação pode ser acompanhado de perto por quem aderir à campanha de crowdfunding.

 

"THE ANIMALS" é reconhecivelmente LADYTRON logo aos primeiros segundos, com uma mistura de teclados e sintetizadores a embalar a voz de Helen Marnie num single tão denso como propulsivo. A produção, tal como a das canções que se seguem, fica a cargo de Jim Abbiss, que ajudou a moldar a viragem sonora de "Witching Hour" (2005), talvez o melhor álbum do quarteto de Liverpool e a partir do qual aliou o electrónico ao eléctrico, com o reforço das guitarras e de influências góticas, industriais ou shoegaze - dando novos mundos ao que já tinha começado como uma proposta synthpop entre as mais aliciantes de inícios do milénio.

 

O novo tema segue essa linha atmosférica e está longe da faceta mais orelhuda e redonda de Marnie a solo, o único contacto possível com um universo próximo da banda nos últimos anos. Daniel Hunt também manteve ligações à música, como produtor das novas canções dos Lush ou do arranque dos Tamoios, enquanto Mira Aroyo colaborou com os The Projects e John Foxx e The Maths. Já Reuben Wu tem-se dedicado a um percurso como fotógrafo. Mas apesar desses caminhos dispersos, "THE ANIMALS" sugere que a dinâmica de grupo continua proveitosa muitos anos depois do surpreendente "604" (2001). Venham mais assim e pode estar aqui um dos regressos de 2018:

 

 

Mulher do século XXI

Retrato familiar a partir de uma mulher à beira de um ataque de nervos, "COMO NOSSOS PAIS" é já a quarta longa-metragem de Laís Bodanzky mas a primeira a ter honras de estreia por cá. E parece dar razão a quem vê na realizadora um dos nomes a não deixar passar do cinema brasileiro dos últimos anos.

 

Como Nossos Pais

 

Autora de títulos elogiados como "Bicho de Sete Cabeças" (2000) ou "As Melhores Coisas do Mundo" (2010), além de curtas e documentários, Laís Bodanzky conta com um currículo prolífico desde finais da década de 90 - que inclui também passagens pelo pequeno ecrã -, embora deste lado do Atlântico não tenha tido grande repercussão. Mas no ano passado o seu drama mais recente, "COMO NOSSOS PAIS", foi acolhido com algum entusiasmo no Festival de Berlim e terá funcionado como porta de entrada para a obra da realizadora junto de muitos - daquelas que deixam curiosidade em conhecer o que está para trás.

 

No papel, a situação de Rosa, a protagonista, não é muito diferente das de mulheres de muitas telenovelas, tendo em conta o caos instalado na sua vida pessoal e profissional. O filme arranca logo com um almoço de família que se pretende harmonioso mas no qual, claro, tudo vai de mal a pior. E entre a chuva que se intromete, as discussões dos adultos e as birras das crianças, ainda há espaço para uma revelação capaz de destruir relações, cortesia da mãe de Rosa - que juntamente com o marido da protagonista, parede destinada a personagem pronta a odiar.

 

Como Nossos Pais 2

 

A notícia acaba por ser a machadada final num ciclo de ansiedade que, como o filme vai dando conta, já domina a vida desta mulher perto da casa dos 40 há muito e chega agora a um ponto de viragem, obrigando-a a reavaliar todos os seus laços e compromissos - seja com um emprego na qual não se sente realizada (e que a força a adiar a paixão pela escrita de ficção), com um homem que fica aquém das responsabilidades familiares e financeiras ou com a mãe, figura de temperamento e postura nos antípodas dos seus.

 

Se este ponto de partida pode sugerir um dramalhão, "COMO NOSSOS PAIS" vai revelando mais nuances do que aquilo que o primeiro embate dá a entender, mostrando-se tão realista quanto perspicaz enquanto segue uma protagonista que tenta lidar com as expectativas criadas por si e pelos outros. E deste fosso entre controlo e liberdade, ordem e transgressão, sai um olhar sobre a classe média brasileira capaz de um compromisso entre o singular e o universal, ao qual Laís Bodanzky confere especificidade sem impedir que os dilemas de Rosa correspondam ao de muitas mulheres fora de portas.

 

Como Nossos Pais 3

 

A ligação da protagonista ao clássico "Casa de Bonecas", de Henrik Ibsen, não é muito subtil ao fazer a ponte entre os desafios das mulheres de hoje e os que enfrentavam há dois séculos, mas felizmente o filme também não promove Rosa (nem outras figuras femininas) a joguetes de um panfleto feminista ou de um estudo sociológico. As personagens são, aliás, dos maiores trunfos de "COMO NOSSOS PAIS", já que nem a principal é caracterizada como vítima das circunstâncias nem as secundárias ficam reféns dos seus momentos menos felizes. E o elenco está à altura, de Maria Ribeiro como protagonista incansável e inquieta a uma imperial Clarisse Abujamra, na pele de mãe que não pede desculpa por ser como é, passando por Paulo Vilhena como marido demasiado ausente mas imune a julgamentos do argumento.

 

Embora estique a corda da plausibilidade em duas ou três ocasiões (nos subenredos do desvendar de um segredo do passado ou de uma nova hipótese de relacionamento amoroso), Bodanzky sai-se muito bem nas cenas domésticas, como as do casal protagonista ao lado das filhas (algumas das mais comoventes, seja nos episódios mais doces ou nos mais tensos) e compensa uma certa dispersão em duas ou três lições de economia narrativa - visíveis na sequência de um funeral ou nos planos fixos que focam dois quartos da casa de Rosa em simultâneo. E ao conciliar esse rigor formal com uma história claramente dirigida ao grande público, "COMO NOSSOS PAIS" vem dar continuidade a outros retratos familiares da classe média (e com mulheres no centro) nos quais o cinema brasileiro tem sido relativamente fértil em tempos recentes - de "Que Horas Ela Volta?", de Anna Muylaert, a "Aquarius", de Kleber Mendonça Filho. Alguns realizadores portugueses bem lhes podiam prestar atenção...

 

3,5/5

 

"COMO NOSSOS PAIS" é o filme de abertura do FESTin 2018, que arranca esta terça-feira no Cinema São Jorge, em Lisboa, e tem estreia nacional a 15 de Março.

 

 

Há uma luz que nunca se apaga... e já brilha há 20 anos

Ray_of_Light

 

O álbum imprescindível da rainha da pop? Se não o é, foi pelo menos dos mais decisivos para que MADONNA conseguisse manter esse estatuto. Editado a 22 de Fevereiro de 1998, "RAY OF LIGHT" tem aura de clássico luminoso, 20 anos depois.

 

Como responder à polémica escaldante de "Erotica" e do livro "Sex" (1992) e à recepção morna ao já de si morno "Bedtime Stories" (1994), que dominaram o percurso de Madonna durante boa parte da década de 90? A solução não era óbvia, mas se muitos talvez apostassem num reforço da provocação, a "material girl" inverteu as expectativas ao abraçar a serenidade depois de ter sido mãe (de Lourdes Maria, em 1996). Ou a serenidade possível, já que "Ray of Light" recupera a paixão da cantora pela música de dança, mais vincada nos seus primeiros álbuns, à luz (passe a expressão) das tendências electrónicas de final de milénio.

 

Num dos momentos em que se mostrou mais certeira na escolha das companhias, teve no britânico William Orbit (vindo de projectos relativamente marginais como Bassomatic ou Strange Cargo) o aliado ideal para se atirar tanto à house, ao techno e até ao trance como a cenários mais contemplativos. "I traded fame for love/ Without a second thought", cantava na faixa de abertura, "Drowned World/Substitute for Love", na qual aceitava contaminações trip-hop num dos episódios mais cristalinos desta reinvenção inesperada.

 

Madonna_1998

 

Onde estava quem tinha entoado "put your hands all over my body" de forma tão decidida uns anos antes? Deixava ecos, ainda assim tímidos, numa delícia (esquecida?) de guitarras e sintetizadores como "Candy Parfum Girl", mas em "RAY OF LIGHT" predomina o olhar introspectivo de pérolas na linha de "To Have and Not to Hold", "Sky Fits Heaven" ou "Skin", mesmo que em moldura de pulsão rítmica (à lista poderia juntar-se a mais tranquila "Has to Be", infelizmente remetida para lado B). E se dá vontade de perguntar como é que nenhuma foi single, é difícil reclamar dos temas que tiveram esse privilégio. Sobretudo de "Frozen" e "The Power of Good-Bye", baladas tão frescas e memoráveis (ambas com arranjos de cordas de Craig Armostrong) que levam a desculpar o escorregão ocasional para o misticismo new age de algumas letras (ainda que o videoclip da primeira, a cargo de Chris Cunningham, tenha aproveitado ambientes esotéricos para ficar entre os mais icónicos do seu tempo).

 

Além de ser um dos pontos de paragem obrigatória da carreira de MADONNA, o seu sétimo álbum foi facilmente dos melhores desse ano (o que não é dizer pouco quando 1998 teve regressos muito inspirados dos Garbage, Massive Attack, Smashing Pumpkins, Hole ou Placebo) e abriu portas para a fase electrónica da sua discografia. E se a produção electroacústica de "Music" (2000) e sobretudo "American Life" (2003) até foi mais arrojada (cortesia de Mirwais) e "Confessions on a Dance Floor" (2005) potenciou a última grande reinvenção, enquanto colecção de (grandes) canções "RAY OF LIGHT" continua imbatível - parabéns também por isso.

 

 

 

O outro lado do paraíso

Começou como um programa de viagens centrado na comunidade LGBTQ, sugerido por Ellen Page, mas resultou num olhar bem mais vasto, incisivo e urgente sobre discriminação e resiliência. Ao fim de duas temporadas, "GAYCATION" já merece ter lugar entre a melhor televisão dos últimos tempos.

 

Gaycation

 

A ideia surgiu de uma proposta de Spike Jonze a Ellen Page, com o realizador a desafiar a actriz para um novo programa da rede VICELAND, da qual é director criativo. E foi colocada em prática a partir de 2015, quando Page e um dos seus melhores amigos, o jornalista e curador Ian Daniel - ambos homossexuais - começaram a percorrer vários destinos turísticos por todo o mundo, daqueles muitas vezes associados a férias de sonho.

 

Mas em vez de um relato de viagens paradisíacas, "GAYCATION" acabou por se afastar da ligeireza de outros formatos televisivos dedicados a férias exóticas, tendo muito pouco de montra turística do circuito LGBTQ. A dupla que conduz os espectadores propõe.antes explorar como é ser gay, lésbica, bi ou transexual em países tão diferentes como o Japão, Brasil, Jamaica ou EUA, destinos da primeira temporada da série, ou a Ucrânia, Índia, França e novamente os EUA - mas com ênfase na realidade sulista -, na segunda época.

 

O cenário, como cada episódio de cerca de 45 minutos vai revelando, está longe de ser idílico, embora o braço de ferro entre a intolerância e os focos de resistência seja variável de local para local, dos quais emergem obstáculos sociais, culturais, políticos ou jurídicos que continuam a condicionar (e em alguns casos, a punir de forma gritante) a liberdade da comunidade LGBTQ (e não só, como olhares laterais sobre o lugar da mulher na Índia ou o de muitos imigrantes nos EUA também atestam).

 

Gaycation Japan

 

Esse ponto de situação raramente terá sido feito de forma tão imersiva como em "GAYCATION", através de um formato que combina os moldes do programa de viagens com linguagens do documentário ou até do reality show (aqui numa manobra arriscada, mas bem sucedida, como quando acompanha um rapaz japonês que revela à mãe que é homossexual sem cair no voyeurismo de outras propostas).

 

A complementar esta abordagem está um rigor jornalístico evidente na pesquisa dos muitos locais em foco, sempre aberta a várias a vozes, incluindo as mais contraditórias. Se é verdade que Ellen Page e Ian Daniel denunciam alguns casos de atentados à dignidade humana, não se ficam pelo apontar de dedo e parecem movidos por uma curiosidade genuína que os leva a tentar dialogar com entidades que são, em parte, responsáveis por essas situações ou que as defendem e encorajam. É o que acontece quanto abordam figuras políticas ou religiosas dos países por onde vão passando (destaque para as questões lançadas por Page a Ted Cruz, com especial eco nas redes sociais), embora o contacto mais desconcertante talvez seja o que a dupla tem com um ex-polícia homofóbico que revela ter assassinado vários homossexuais no Rio de Janeiro.

 

Além do Brasil, onde muitas pessoas trans têm a vida particularmente dificultada (apenas com tréguas parciais no Carnaval), os retratos da Índia e da Jamaica serão os mais vincados pela intolerância, com a pena de morte a surgir entre as ameaças. Mas nem aí "GAYCATION" abdica da empatia e da esperança como motores de um activismo nada fundamentalista e que escapa ao refúgio na vitimização.

 

Gaycation Special

 

Ellen Page e Ian Daniel celebram conquistas em todos os destinos, por mais pequenas que sejam, com cada testemunho angustiante a ser complementado por outros de triunfos individuais, familiares ou comunitários. E quando a dupla partilha algumas das suas próprias experiências, à medida que vai conhecendo as de terceiros, o impacto emocional destas viagens torna-se ainda mais forte. Um dos melhores exemplos é quando Ian regressa à sua cidade natal, no interior dos EUA, e encontra adolescentes tão homofóbicos como os seus colegas durante os tempos de estudante - mas a forma como lida com eles comprova que está aqui uma série capaz de ajudar a mudar alguma coisa.

 

Esclarecedora sem cair em excessos didácticos, contundente sem ser sisuda (e com viragens quase sempre oportunas para momentos espirituosos), "GAYCATION" só se torna desequilibrada em episódios talvez demasiado digressivos, que acabam por deixar algumas figuras e situações por explorar ao terem de saltar para outras. Mas é uma limitação compreensível no meio de tantos retratos conseguidos, sobretudo quando Page e Daniel vão perdendo alguma timidez inicial e revelam maior desenvoltura ao conjugarem os papéis de visitantes, apresentadores, entrevistadores e repórteres (e se o amigo da actriz parece uma presença acessória nas primeiras viagens, conquista o seu espaço nas últimas, chegando a conduzir alguns capítulos sozinho).

 

Complementadas por dois especiais (dedicados ao atentado na discoteca Pulse, em Orlando, e à administração Trump), as duas temporadas de "GAYCATION" podem partir de um universo aparentemente restrito - aqui com uma oportunidade de visibilidade rara -, mas não há motivo para não chegarem a um público mais amplo. Até porque não é fáci encontrar televisão tão socialmente consciente enquanto se mostra capaz de entreter e de comover desta forma - e sempre sem perder de vista o motivo da viagem.

 

"GAYCATION" foi exibida em Portugal no Odisseia.

 

  4/5

 

 

A festa e a cidade

É uma das surpresas televisivas da temporada: "SUBSOLO", a nova websérie da RTP, traz um retrato da juventude lisboeta (ou parte dela) mais solto e credível do que grande parte da ficção nacional enquanto mostra como aliar o conceito ao formato. E nem pede muito tempo em troca...

 

Subsolo

 

"Verão Danado", o primeiro filme de Pedro Cabeleira, deu que falar no ano passado ao procurar novos olhares sobre jovens portugueses do aqui e agora, com o aqui a centrar-se no lado mais hedonista da noite de Lisboa. E partindo da espontaneidade do elenco e de uma energia visual invulgar no cinema que se faz por cá, conseguiu distinções fora de portas (como no Festival de Locarno), conquistando um espaço próprio no retrato de uma certa juventude urbana e contemporânea - e até aí sem muita expressão no grande ou pequeno ecrã.

 

Mas Cabeleira não parece estar sozinho, como o confirma a nova aposta da produtora Videolotion, à qual está associado. "SUBSOLO", a terceira websérie da RTP, aproxima-se de alguns ambientes desse filme e volta a mergulhar em alguns espaços da capital pouco frequentados por outras produções - elegendo os arredores da Avenida Almirante Reis como cenário. E até o faz com um equilíbrio que "Verão Danado" não era capaz de manter, já que passava de um arranque envolvente e com rasgo para uma segunda hora repetitiva e exasperante.

 

Subsolo João

 

Propondo cinco episódios de pouco mais de dez minutos cada, cada um centrado numa personagem diferente (e todas entre os 16 e os 26 anos), a websérie adopta um formato narrativo em mosaico que, não sendo original, serve bem o olhar amplo q.b. sobre a geração "millennial", nascida depois de 1990. A unir as histórias individuais está uma festa em casa de um dos protagonistas, momento-chave de todos os capítulos que contribuiu para a coesão do conjunto - embora cada episódio possa ser visto isoladamente.

 

O apelo da festa é, aliás, o motor dos retratos iniciais, o que chega a sugerir que "SUBSOLO" até está demasiado próximo de "Verão Danado", limitando-se a funcionar como mera variação. E, pior, que ameaça escorregar para a irreverência inconsequente de "Casa do Cais", a frustrante websérie anterior da RTP (vendida como a primeira série LGBTQ nacional mas no fundo a resultar numa colecção de estereótipos sem graça nem alma). "Amor Amor", o novo (e meritório) filme de Jorge Cramez, também é outro ponto de contacto possível, sobretudo nas cenas de celebração colectiva regadas a álcool, música e dança.

 

Subsolo Nazim

 

Mas como acaba por ir revelando, "SUBSOLO" está afinal pouco interessada em fazer a apologia de um hedonismo desenfreado, embora também se mantenha longe de um moralismo (muito televisivo) que procure condená-lo. Propõe antes um olhar justo e atento de uma Lisboa descrita como "marginal e alternativa", aceitando várias perspectivas narrativas mas também culturais, pessoais e emocionais - através de protagonistas com experiências e prioridades mais vastas do que o início da série dá a entender.

 

Essa abertura é especialmente conseguida nos dois últimos episódios, centrados num rapaz de ascendência indiana e numa dealer, respectivamente (e com ela, Diana Narciso, a impor-se como uma das presenças mais fortes de um jovem elenco promissor, defendendo uma personagem imune aos clichés de muitos filmes, séries e telenovelas).

 

Além dos actores e do argumento (que recusa assentar em picos dramáticos, mantendo-se verosímil), o mérito é dos cinco realizadores (Tiago Simões, Joana Peralta, Maria Inês Gonçalves, Victor Ferreira e Marta Ribeiro), cada um a cargo de um episódio mas todos a conseguirem traduzir um realismo à flor da pele, mais cinematográfico do que televisivo, visível na atenção ao elenco ou no lado sensorial dos espaços (sobretudo face a muitas outras apostas da ficção nacional do pequeno ecrã). O resultado talvez não vá mudar a vida de ninguém, mas não se sai nada mal a captar pequenos momentos que vão fazendo a diferença.

 

"SUBSOLO" pode ser vista na íntegra na RTP Play e no Youtube.

 

3/5

 

 

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