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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

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Mapa para as estrelas

Sorry

Apostar na next big thing britânica é sempre um exercício difícil e não faltam grandes esperanças que acabaram condenadas a tiros ao lado. Mas da amostra recente os SORRY têm ficado entre as bandas a acompanhar, graças a uma mão cheia de canções na linhagem de um rock alternativo que vai dos Sonic Youth aos conterrâneos Wolf Alice - o quarteto londrino já assegurou, aliás, as primeiras partes de alguns concertos de Thurston Moore.

Com uma receita à base de guitarras distorcidas e da voz tensa e insinuante de Asha Lorenz, a música do grupo junta ainda influências grunge e pós-punk, embora a escola dos anos 90 saia a ganhar à da década de 80. Uma mistura a comprovar nos singles editados até agora, do óptimo e fulminante "Showgirl" ao contido "2 Down 2 Dance", percurso que tem em "STARSTRUCK" um novo exemplar enquanto não chega o álbum de estreia. E é das canções mais orelhudas dos britânicos, sem abdicar do nervo e estranheza que também passam por um videoclip tão lo-fi como os anteriores:

É preciso ter calma (mas ir dançando na mesma)

Jake Shears 2018

 

O primeiro álbum a solo de JAKE SHEARS, homónimo, está entre as boas estreias do ano, sobretudo para quem tinha saudades da fase inicial dos Scissor Sisters. E uma das canções que mais se aproxima desses tempos é "EVERYTHING I'LL EVER NEED", que arranca como uma balada e a meio ganha outro embalo rítmico, algures entre os acessos mais vitaminados dos Queen, Elton John ou mesmo Rufus Wainwright.

 

Não admira, por isso, que o tema tenha sido escolhido como novo single do disco, depois de "Creep City" e "Big Mushy Moustache", até porque o videoclip, que tem um cabaret e as ruas de Nova Orleães como cenário, oferece mais uma oportunidade para atestar as capacidades performativas do nova-iorquino.

 

A canção nasceu numa fase com a depressão à espreita e "é sobre saber que temos todas as ferramentas de que precisamos para sermos bem sucedidos e ultrapassarmos as dificuldades", como explicou SHEARS à Paper Magazine. "Parece que consegui", confessou. E será difícil discordar, a julgar por esta e outras aventuras em nome próprio: