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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Eles ainda estão aqui (e mais inspirados do que nunca)

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Expectativas altas para o regresso dos JUST MUSTARD. O terceiro álbum dos irlandeses, "WE WERE JUST HERE", chega esta sexta-feira, 24 de Outubro, e parece seguir as pistas mais empolgantes e viscerais deixadas por "Wednesday" (2018) e "Heart Under" (2022). 

Banda elogiada por gente como os Cure ou Fontaines D.C., com quem já partilhou palcos (e vai voltar a acompanhar o grupo de Robert Smith em algumas datas próxima digressão), tem oferecido um cruzamento de doçura e ruído que não é alheio à escola do shoegaze.

Mas o quinteto surgido em Dundalk não se limita a revisitar um dos géneros mais caros da nação alternativa dos anos 90, redescoberto nos últimos tempos por fiéis do Tik Tok. Nesta música também cabem estilhaços industriais, atmosferas dream pop ou nervo pós-punk, às vezes todos na mesma canção. Que o digam os primeiros singles, todos efervescentes e robustos, apesar da vulnerabilidade da voz de Katie Ball (que continua a lembrar muito a de Alison Shaw, dos demasiado esquecidos Cranes, uma das glórias indie de finais do milénio). 

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"POLYANNA", "WE WERE JUST HERE" e "ENDLESS DEATHLESS" abrem caminho da melhor forma, entre melodismo e distorção, e tanto se prestam ao headbanging desregrado como à escuta atenta com headphones, mais indicada para quem quiser explorar os muitos detalhes e idiossincrasias destas texturas. Óptimos sinais para um disco que, segundo a banda, tem influência da pista de dança e procura um estado de euforia caloroso reforçado por uma sonoridade mais imediata. Só fica mesmo a faltar um palco em Portugal...