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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

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Entre a festa e a introspecção

Quando editaram, há dois anos, o seu segundo álbum, os Hot Chip foram um dos nomes mais elogiados do momento e "The Warning" acabou por ir parar a muitas listas de melhores do ano. Já o recente "Made in the Dark" dificilmente repitirá o feito, uma vez que tem sido acolhido de forma menos consensual ainda que nem seja um registo menos interessante.

 

 

Se é verdade que o seu antecessor arrancava de forma inspirada, também esgotava as ideias ao fim das primeiras quatro canções e acusava depois alguma redundância, o que já não acontece aqui mesmo que o alinhamento ainda não esteja imune a desequilíbrios.

O single "Ready for the Floor" foi dos que mais exigiu audições repetidas no início de 2008, mas não só não é muito representativo do que os restantes temas têm para oferecer como também não são assim tantos os que se aproximam do seu nível qualitativo.

 

"Made in the Dark" intercala canções festivas como essa com momentos mais calmos e o balanço dessa união é irregular, pois a banda revela eficácia nas primeiras, dominadas pela electrónica, e algum comodismo nas segundas, de introspecção acústica.

 

 

Há, contudo, recomendáveis exemplos de ambas as experiências, tanto no imprevisível "Shake a Fist", talvez o tema mais arriscado do disco, no igualmente cativante "Don't Dance", apetitoso devaneio para as pistas de dança, ou na bela "We're Looking for a Lot of Love", que corta a agitação rítmica e cede espaço a uma convincente atmosfera tranquila e melancólica.

 

Canções como "Out at the Pictures" ou "Bendable Poseable" já são menos entusiasmantes e "Whistle for Will" e "In the Privacy of Our Love" chegam mesmo a convidar ao bocejo, encerrando o álbum com a energia e criatividade em baixa.

A alternância entre o dançável e o intimista faz de "Made in the Dark" um álbum indeciso e sem a fluidez capaz de encorajar uma audição integral, funcionando bem melhor em pequenas doses, até porque a limitada voz de Alexis Taylor acaba por se tornar cansativa.

Ainda assim, fica um disco interessante com dois ou três momentos de excepção.

 

 

 

Hot Chip - "Ready for the Floor"

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