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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Desconstruindo Larry

 

"Tudo Pode Dar Certo", o regresso de Woody Allen a Nova-Iorque depois de quatro filmes na Europa, está longe de apresentar resultados condizentes com o título.

 

A revisitação da cidade de eleição do autor de "Annie Hall" ou "Manhattan" surge associada a um argumento demasiado familiar - para não dizer preguiçoso e acomodado - onde o velho intelectual neurótico volta a ser agraciado com uma jovem inversamente estonteante e aérea (Evan Rachel Wood, geralmente brilhante embora aqui não muito confortável como menina da província doce e ingénua).

 

É verdade que há, pelo menos, uma mudança forte no elenco: em vez do realizador, desta vez coube a Larry David encarnar o protagonista. Mas se Allen a interpretar-se a si próprio já era cansativo, acompanhar os desabafos do criador da série "Curb Your Enthusiasm" resulta ainda pior - convém ter mesmo alguma paciência para aguentar alguém tão intratável e irritante durante hora e meia.

 

Também não ajuda que os sogros do protagonista caiam de pára-quedas a meio do filme, o que poderia funcionar caso não fossem apenas bonecos a disputar a reviravolta mais disparatada.

 

"Tudo Pode Dar Certo" não chega a ser uma total perda de tempo porque Allen ainda é capaz de oferecer alguns diálogos inspirados como poucos, mesmo que aqui não ultrapassem os mínimos olímpicos. Mas não lhe faria mal ter ficado mais uns tempos em Espanha, já que o anterior "Vicky Cristina Barcelona" era muito mais fresco e sugestivo do que isto.

 

 

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