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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Masoquista, eu?

Foto @José Sena Goulão/Lusa

 

Arcade Fire no Super Bock Super Rock, o concerto do ano? Os Hercules & Love Affair que me perdoem, mas para já diria que sim.

Na 17ª edição do festival do Meco viu-se, pelo menos, outra grande actuação, em mais um feliz regresso de Lykke Li a Portugal. E até uns Strokes e Portishead alguns furos abaixo do esperado - os primeiros a meio gás, os segundos deslocados - são melhores do que muita coisa.

 

Nota positiva, também, para boas apostas nacionais (X-Wife, PAUS, Noiserv ou The Legendary Tigerman), a confirmar que o melhor do SBSR foi sem dúvida parte do cartaz, porque de resto... do omnipresente pó aos acessos, passando pelas condições do campismo, restauração ou iluminação (em alguns espaços, simplesmente inexistente), tentar fazer um elogio torna-se num desafio hercúleo (e mesmo em relação aos concertos, o som e a visibilidade deixaram a desejar nos do Palco Super Bock).

 

Os Arcade Fire foram muito bons, sim senhor, e ir vê-los até poderia justificar um ou outro sacrifício, mas há diferenças entre um sacrifício pontual e filas e filas de masoquismo festivaleiro. Seja como for, valerá a pena reclamar quando não parecem estar a ouvir-nos?