Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

O fantástico Andrew Garfield

 

Apenas dez anos depois do início da trilogia de Sam Raimi, era mesmo necessário regressar à origem do Homem-Aranha? Nem por isso - ou não, de todo -, sobretudo quando o primeiro filme dessa saga já a tinha contado tão bem. O problema é que o alter ego de Peter Parker é, muito provavelmente, a personagem mais popular da Marvel e o filão dos super-heróis ainda parece ir funcionando no grande ecrã (monetariamente, pelo menos), motivos que terão levado a que "O Fantástico Homem-Aranha" propusesse um recomeço.

 

Admita-se, no entanto, que para um filme desnecessário o resultado poderia ter sido bem pior. Marc Webb, que assina aqui a sua segunda longa-metragem depois do simpático "(500) Days of Summer", dá um tom mais leve e juvenil à saga sem a tornar oca ou infantilizada: ao contrário de outras adaptações dos comics, a essência da personagem mantém-se e o Homem-Aranha continua a ser protagonista de um blockbuster com coração.

 

Andrew Garfield ajuda bastante, confirmando-se como uma escolha certeira para um Peter Parker mais novo (aqui ainda nos tempos do liceu, como no arranque da BD) e um Homem-Aranha mais espevitado e tagarela (no capítulo do número de piadas por cena de pancadaria, o filme até sai a ganhar aos de Raimi). Quando tira a máscara, faz faísca com Emma Stone, uma Gwen Stacy com mais atitude do que a Mary Jane de Kirsten Dunst, e nem algumas opções discutíveis (como o skate sempre debaixo do braço) lhe retiram o lado nerd do Peter Parker que conhecemos.

 

Se a narrativa conta com ligeiras variações, a nível técnico o filme não tem o efeito surpresa dos da saga anterior, mas não é por isso que as sequências em que o Homem-Aranha saltita entre os prédios de Nova Iorque deixam de impressionar. Felizmente, essas ideias visuais, além de inspiradas q.b., nunca se sobrepõem ao principal: uma mistura convidativa de drama, comédia, romance e acção, ingredientes geridos de forma escorreita por Webb e defendidos por um actor que faz, apesar da relutância inicial, dar o voto de confiança ao desenrolar desta nova teia.

 

 

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.