Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

O sol nasce sempre

 

Quando editou o primeiro álbum, em 2007, James Chapman, AKA Maps, não demorou muito a ser recebido como (mais uma) nova sensação brit, sobretudo dentro de portas. O entusiasmo chegou a colocar "We Can Create" na lista de nomeados para o Mercury Prize (perderia para a estreia dos Klaxons), mas foi tão exagerado como o desinteresse quase consensual pelo seu sucessor, "Turning the Mind", de 2009.

 

Quatro anos depois, "Vicissitude" arrisca-se a ter o mesmo destino que o disco anterior, sobretudo quando, no departamento electrónico, revisitações à dream pop ou ou a ecos do shoegaze (versão polida e cristalina) encorajam menos hypes do que variações dubstep, R&B ou deep house.

 

Se o contexto de hoje é outro, a música de Maps pouco mudou. Continua a dever alguma coisa ao também esquecido Maximillian Hecker, aos longínquos Chapterhouse ou ao mais hermético Ulrich Schauss e a apostar em texturas etéreas e na voz sussurrante de Chapman. Ou seja, "Vicissitude" é mais uma entrada para a prateleira de discos bonitos, impondo-se em duas ou três canções adoráveis e fazendo por agradar, sem grandes sobressaltos, num alinhamento tão desigual como os dos álbuns antecessores. Mas quem aderiu a esses não dará o tempo por perdido e o arranque com "A.M.A.", o primeiro single, é um belo convite para o universo uplifting de Maps. O videoclip propõe uma viagem que nasce das sombras e encontra a luz, talvez o alicerce mais determinante do álbum:

 

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.