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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Tensão pós-milénio

 

Num ano de muitos regressos musicais, alguns inesperados e quase todos celebrados - David Bowie, My Bloody Valentine, Daft Punk, Justin Timberlake -, o de Tricky acabou por passar quase despercebido. Foi pena, porque "False Idols" não só se revelou mais interessante do que novidades mais mediáticas como é o melhor álbum do britânico desde a década de "Maxinquaye" (1995).

 

"Hey Love", por exemplo, não traz a surpresa desses dias mas sugere que a colaboração de Adrian Thaws com vocalistas escolhidas a dedo ainda tem muito para dar - neste caso, a eleita foi a já habitual Francesca Belmonte. E entre óbvias reconfigurações do trip-hop, a canção não destoa ao lado do que se faz na electrónica actual e subterrânea q.b. com berço em Londres e arredores (algo nem sempre garantido pelos últimos discos). Essa impressão só melhora ao lado do novo videoclip, capaz de manter o misto de sedução e claustrofobia dos momentos mais fortes da lenda (revigorada) de Bristol: