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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Fundo de catálogo (70): Madonna

 

"Everybody, come on, dance and sing!", pedia a rainha da pop no seu primeiro single, editado em 1982. Na altura, poucos diriam que Madonna Louise Ciccone ainda nos faria dançar e cantar quase trinta anos depois, ao fim de tantos singles, discos, digressões, polémicas e supostas sucessoras. Já hoje, são poucos os que encontrarão outro nome capaz de ameaçar competir com o seu reinado...

 

Enquanto o seu álbum de estreia, homónimo, não completa três décadas de vida, a cantora celebra hoje 53 Primaveras - ou Verões, mais precisamente. E o Verão será a altura mais apropriada para (re)descobrir "Madonna" (1983), disco que além de "Everybody" contém outros singles clássicos como "Holiday" ou "Burning Up" e é provavelmente o melhor da sua autora da colheita de 80.

 

Estas canções poderão ser ainda uma boa banda-sonora para o compasso de espera até ao seu próximo álbum, o décimo segundo, que de acordo com alguns rumores terá William Orbit na produção (nome essencial para que "Ray of Light", de 1998, se mantenha ainda insuperável na sua discografia).

Como se isso não bastasse, David Guetta negou outro rumor - estamos na época deles, afinal - que o apontava como mais um dos produtores do disco. Parabéns por isso também, Madonna, e vamos ficar à espera de algo que devolva esta energia à pop dançável:

 

 

A rainha da pop na saga do homem-morcego

 

Há alguns meses Christopher Nolan revelou querer Cher como Catwoman no filme sucessor de "O Cavaleiro das Trevas", e entretanto foi hoje confirmada a presença de Madonna no papel de Poison Ivy na nova aventura de Batman.

 

Em entrevista à "Variety", o realizador salienta que a personagem da supervilã foi mal aproveitada em "Batman & Robin", de Joel Schumacher (onde foi interpretada por Uma Thurman), mas acredita que agora a cantora conseguirá fazer-lhe justiça.

 

Se Scarlett Johansson como Black Widow na sequela de "Homem de Ferro" é uma aposta arriscada, esta então é ainda mais curiosa. Nada contra o louvável empenho de Madonna, claro, que a julgar pela foto acima já se encontra a ensaiar para o papel numa estufa com o seu Robin pessoal.

 

Rainha do hip-hop?

 

Pelo menos tem a ajuda de dois magos da produção do género, Timbaland e Pharrell Williams, assim como participações de Justin Timberlake ou Kanye West.

Mas esta galeria de ilustres não basta para disfarçar que "Hard Candy", editado hoje, é bem capaz de ser o disco mais fraco de Madonna desde "Bedtime Stories" (1994), optando por seguir os modelos do mainstream actual em vez de arriscar como no relativo experimentalismo do subvalorizado "American Life" (2003) e estando muitos furos abaixo da introspecção electrónica de "Ray of Light" (1998).

 

Acrescentando pouco à obra da cantora e ainda menos à dos produtores, e tendo a estratégia de imagem mais desinspirada e previsível de Madonna em muitos anos, "Hard Candy" não chega, mesmo assim, a ser o falhanço que o single "4 Minutes" sugeria.

Canções como "Miles Away", "Heartbeat" ou "She's Not Me" ainda resultam e as primeiras impressões deixadas pelo disco não são más, embora também não sejam as melhores. Mas nada como ouvi-lo mais algumas vezes para confirmar a suspeita...