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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

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A época (e a música) das bruxas

Kaelan Mikla - Copy.jpg

O Halloween está aí à porta e, talvez não por acaso, o novo álbum das KAELAN MIKLA também. A música do trio islandês parece ter sido feita para o Dia das Bruxas, mas tem a vantagem de ser uma banda sonora igualmente envolvente para a estação Outono/Inverno em geral. E a nova fornada chega já esta semana: "Undir köldum norðurljósum", o quarto álbum, tem lançamento agendado para 15 de Outubro e é o primeiro desde o registo que deu maior projecção internacional ao grupo de Reiquiavique, o surpreendente "Nótt eftir nótt" (2018) - que contou com os Cure ou os Placebo entre os admiradores.

A procissão para o disco arrancou em Abril, com "Sólstöður", single inspirado pelo solstício de Inverno e que acrescentou gritos e coros às palavras da vocalista (na língua materna, como sempre). "Ósýnileg" e "Stormurinn" alimentaram, depois, a fé no novo longa-duração enquanto deram mais provas de uma banda com uma abordagem muito particular a ambientes góticos, darkwave ou do pós-punk mais sombrio.

Undir köldum norðurljósum.jpg

"HVÍTIR SANDAR", o último avanço, é ainda mais especial ao nascer de uma colaboração com os ALCEST que, ao contrário do que seria de esperar, está longe da faceta intempestiva associada aos pós-black metal dos franceses. Até acaba por ser, na sonoridade, dos temas mais contidos das KAELAN MIKLA, o que não deve ser confundido com falta de intensidade - tanto pela letra, a falar de auto-aceitação e demónios interiores, como pela atmosfera densa nascida de percussão vincada e uma amálgama nebulosa de guitarras e sintetizadores.

O videoclip, dos mais plasticamente elaborados das islandesas, ilustra a viagem existencial através de uma metamorfose tingida a negro: