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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

A escola do rock ainda tem bons alunos

Cherry Glazerr

 

Com dois EP e dois álbuns no currículo desde 2013, os CHERRY GLAZERR têm mostrado ser uma das revelações do rock norte-americano a ter debaixo de olho. Em "Apocalipstick", editado no início de 2017, o trio de Los Angeles trocou os ambientes lo-fi do disco de estreia, "Haxel Princess" (2014), por canções mais encorpadas, grandiosas e polidas, sem perder a garra adolescente pelo caminho - Clementine Creevy, a vocalista, guitarrista e compositora, formou a banda aos 15 anos.

 

Agora, enquanto continua a levar o segundo álbum a vários palcos (incluindo uma passagem pelo Coachella e as primeira partes dos Portugal. The Man ou The Breeders), o grupo começa a moldar os contornos do terceiro e parece reforçar a viragem sonora.

 

"JUICY SOCKS", o novo single, volta a canalizar ecos do grunge e do rock alternativo à anos 90 enquanto faz tangentes à dream pop e ao shoegaze, um pouco na linha do que os também relativamente recentes Speedy OrtizChastity Belt têm feito - os primeiros com mais sarcasmo, os segundos com mais doses de negrume. E entre a calmaria do arranque e a explosão de um refrão pegajoso, acrescenta um passo seguro a um percurso em crescendo, guiado por uma voz carismática - com a medida certa de doçura e ansiedade. É banda para continuar a acompanhar, portanto: