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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Agora sim, tudo a postos para uma estreia em forma

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JULIA SHAPIRO não é propriamente uma novata, já que passou por várias bandas de Seattle antes de se tornar vocalista das Chastity Belt, quarteto feminino com três álbuns no currículo que se tem feito notar fora de portas. Mas 2019 promete ser um ano especial ao marcar a estreia da norte-americana em nome próprio, com "Perfect Version".

 

O disco, que chega daqui a poucos dias, a 14 de Junho, é resultado de um parto difícil, e nem tanto por a sua autora não ter contado, desta vez, com as companheiras de banda. O maior problema esteve na fonte da inspiração, que acabou por ser uma das fases mais difíceis da vida de SHAPIRO, quando foi obrigada a cancelar parte de uma digressão do grupo depois do final de um relacionamento e de suspeitas de princípio de um cancro (entretanto afastadas).

 

Do período de catarse resultaram canções como "Natural" e "A Couple Highs", os primeiros avanços do álbum, que não andam muito longe do rock de contornos indie das Chastity Belt (também elas com um novo disco agendado para este ano).

 

Ligeiramente mais inesperado é o desvio do single mais recente, "SHAPE", entre o shoegaze e a dream pop, com a cantautora e multi-instrumentista a colocar-se a meio caminho entre os Slowdive a as Warpaint (referências que, ainda assim, já deixavam eco na música da sua banda). O videoclip sai do apartamento de Seattle, refúgio da temporada de criação de "Perfect Version", para viajar por cenários do deserto australiano (em modo tão etéreo como o tema):