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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Banda sonora para uma realidade que parece ficção

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LUIS VASQUEZ tornou-se mais conhecido enquanto The Soft Moon, nome do seu projecto a solo com o qual percorreu territórios industriais, góticos, coldwave ou EBM ao longo de quatro álbuns, criando música sombria e atmosférica cujo impacto aumentava consideravelmente ao vivo.

O novo disco, no entanto, inicia um caminho paralelo ao ser o primeiro assinado com o nome do californiano, uma forma de vincar o mergulho em novos universos sonoros. Álbum conceptual editado sem aviso prévio há poucos dias, "A BODY OF ERRORS" parte da experiência de viver num corpo humano encarada por quem sempre se sentiu aterrorizado pela sua própria anatomia, explicou Vasquez nas redes sociais.

Esse clima de terror é logo sugerido pelos títulos de algumas faixas, quase todas instrumentais ("Poison Mouth", "Decomposition", "World on Fire"), e mantém-se num alinhamento que tanto pode funcionar como banda sonora de um filme pós-apocalíptico como de algumas realidades de um 2021 confinado. O cinema de David Lynch ou John Carpenter também não estará distante destes cenários nascidos de um contraste de darkwave com acessos drone ou mesmo noise, entre ecos das paisagens caóticas de uns Ministry ou Nine Inch Nails - e da discografia de The Soft Moon, claro, da qual alguns momentos não se afastam assim tanto.

Embora não surja acompanhado de um filme, o disco foi antecedido por três videoclips, todos realizados pelo músico, que podem ser encarados como peças de uma instalação imaginária que sublinha esta visão opressiva e visceral. E também deixam uma pergunta: haverá sequela a caminho?