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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

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O Inverno chegou, mas a tempestade está longe

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O arranque foi uma daquelas prendas para os fãs - pelo menos para os adeptos da Casa Stark, que serão a maioria - e prometia um episódio bombástico. O final, não menos épico, apostou noutro tipo de grandiosidade, mais uma vez a fazer a ponte entre o passado, o presente e o futuro de uma mitologia já sedimentada.

 

Pelo meio, contudo, o primeiro capítulo da sétima temporada de "A GUERRA DOS TRONOS" não se desviou muito do baralhar e voltar a dar já habitual no inícios de época da produção da HBO. O que não será tanto defeito mas feitio, mesmo que a relativa proximidade do final da saga (falta apenas uma dúzia de episódios) talvez fizesse esperar outra urgência.

 

Por outro lado, também não são necessárias grandes reviravoltas para já quando este regresso soube equilibrar esses escassos picos de intensidade com momentos intimistas, mais preocupados em dar tempo e espaço às personagens em vez de fazer a narrativa avançar mecanicamente. Foi o caso das relações tensas entre irmãos, tanto nas cenas com Jon Snow e Sansa Stark como nos planos de Cersei e Jaime Lannister, através de discussões nas quais a estratégia se cruzou com a empatia para chegar a novas formas de jogar o jogo.

 

Euron_Greyjoy

 

A ideia que fica é que nesta altura já ninguém consegue jogar sozinho, como Sandor "Cão de Caça" Clegane também constatou num episódio que deu novas facetas à sua personagem. Igualmente a beneficiar do maior tempo de antena, Euron Greyjoy deixou provas do carisma que, agora sim, sugere poder estar aqui o grande vilão desta temporada, como tanto promete a equipa criativa - o desempenho do dinamarquês Pilou Asbæk ajudou e confirmou as melhores expectativas de quem o tinha visto na (óptima) série "Borgen".

 

Menos essencial, o alívio cómico a cargo de Sam Tarly ofereceu, ainda assim, uma sequência com a montagem mais inventiva (e razoavelmente divertida), além de abrir caminho para aquele que deverá ser um dos elementos-chave do desenlace da saga. Já a famigerada participação de Ed Sheeran, apesar de um início demasiado espertinho e ostensivo (compare-se com as passagens discretas dos Sigur Rós ou Mastodon pela série) acabou por resultar numa lufada de ar fresco para o arco narrativo de Arya Stark, que andava a rodar em seco há duas temporadas.

 

Posto isto, vamos começar?

 

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