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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Quando eles são pin-ups

joy_formidable

 

Em vez de se lamentarem contra a objectificação feminina na música, e em especial nos videoclips, com ensaios amargurados sobre o assunto, os JOY FORMIDABLE preferem pagar na mesma moeda. Ou seja, através de um mashup de imagens com nudez masculina (ainda que não integral), sacadas tanto da cultura pop (filmes, TV, concertos) como de anónimos que exibem o corpo nos palcos virtuais.

 

A ideia é dar espaço, por uma vez, a um olhar feminino heterossexual - no caso, o da vocalista Ritzy Bryan - mais motivado por uma celebração descontraída da sexualidade do que por um voyeurismo agressivo, muitas vezes à custa da subjugação da mulher - o modelo dominante e normativo. Se no processo os homens acabam por ser objectificados, a banda galesa admite que não vê nisso um problema, desde que as imagens tenham consentimento dos visados. Num texto que deixou online, o trio realça que não condena a objectificação, só o facto de se centrar quase sempre no mesmo género. Menos tabus e mais diversidade, com Bruce Lee ou Iggy Pop a darem corpo ao manifesto.

 

Além da colecção de corpos masculinos, o videoclip de "THE LAST THING ON MY MIND" desvenda parte do que esperar do terceiro álbum do grupo, "Hitch", com produção de Alan Moulder e data de edição a 25 de Março. Mas a ousadia fica mais a cargo das imagens do que da música, ancorada num rock indie tão competente como domesticado:

 

 

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