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gonn1000

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Muitos discos, alguns filmes, séries e livros de vez em quando, concertos quando sobra tempo

Um álbum com amor pela pop electrónica

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Longe vão os dias em que FRANKIE ROSE juntava rock lo-fi, noise e ecos dos girl groups dos anos 50 enquanto elemento das Vivian Girls ou como baterista de concertos das Dum Dum Girls e Crystal Stilts. E se esse cruzamento ainda deixava marcas na sua primeria aventura em nome próprio, "Frankie Rose and the Outs" (2010), os discos sucessores encontraram a norte-americana em terreno dream pop ou em incursões pela new wave.

Canções na linha de "Pair of Wings" revelaram uma compositora e intérprete de baladas etéreas e angelicais a seguir, temas como "Night Swim" provaram que era igualmente capaz de se adaptar à vertigem do shoegaze e o segundo disco, "Interstellar" (2012), casa desses dois singles, ficou como momento de afirmação de uma voz e sensibilidade mais expansivas.

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"Herein Wild" (2013) e "Cage Tropical" (2017) consolidaram o reforço electrónico sem descurar as melodias vocais e "Seventeen Seconds" (2019) deixou uma ode a uma das principais inspirações da cantora e multi-instrumentista: os Cure, cujo segundo álbum foi revisitado e reimaginado na íntegra.

"LOVE AS PROJECTION", o seu primeiro disco de originais em seis anos (não contando com o projecto paralelo Fine Place, ao lado de Matthew Hord), é editado esta sexta-feira, 10 de Março, e promete alargar mais do que nunca as possibilidades da synth-pop. Os três singles iniciais já avançam por aí e não desiludem. "ANYTHING" e "COME BACK" apostam em refrães fortes elevados pela produção de Brandt Gassman e pela mistura de Jorge Elbrecht (colaborador de longa data que também tem sido decisivo para Tamaryn ou Hatchie), "SIXTEEN WAYS" brilha tanto ou mais e tem direito a videoclip muito anos 80: